Home / Listas / 7 curiosidades sobre o Peixe-palhaço, o Nemo 

7 curiosidades sobre o Peixe-palhaço, o Nemo 

Assim como cães, gatos, roedores e pássaros, os peixes também não animais de estimação bem comuns. Quem nunca teve um betta quando era criança? Esse grupo apresenta membros dos mais variados tipos, tamanhos e cores. E falando nisso, eles tem uma paleta de coloração de dar inveja, assim como esse que vamos falar hoje: peixe-palhaço. 

Você provavelmente se lembra do Nemo, certo? Pois então, essa é a espécie desse personagem do filme da Pixar. 

Sobre o peixe-palhaço

  1. Algumas características e habitat 

Além de ser conhecido como peixe-palhaço, ele também é chamado de anêmona. Ao todo, existem cerca de 30 espécies diferentes desse indivíduo. Eles podem ser amarelo, laranja, vermelho e preto, com a maioria tendo manchas ou barras esbranquiçadas.
O maior já visto era um ser com 18 centímetros de comprimento. Já o menor media algo em torno de 10 cm. 

Tem olhos super sensíveis e por isso enxerga muito bem. Além disso, seu ouvido interno que consegue captar sons, o ajuda a ter uma orientação espacial, ou seja, o bicho é capaz de saber se está perto ou longe de algo. E não sendo o bastante, exibe um olfato super apurado.
Suas nadadeiras lhe garantem impulso e estabilidade na hora de nadar. Apresenta um corpo super ágil. E falando em torso, nas laterais deste ele exibe sensores que capturam vibrações na água, fazendo com ele identifique a movimentação de outros peixes. 

Apresenta dentição e esta é usada para arrancar algas, se alimentar e para fazer a limpeza na anêmona-do-mar. Estes são bem pequenos, mas aparentemente eficientes.
Na vida selvagem, o indivíduo pode chegar aos 10 anos. Em cativeiro, no entanto, esses anos diminui para 6 ou 8.
O “Nemo” é natural das águas quentes dos oceanos Pacífico e Índico, incluindo a grande barreira de corais na Austrália e o Mar Vermelho. 

Peixe palhaço
Peixe palhaço
  1. Via de duas mãos

Uma relação simbiótica, ou seja, com benefícios mútuos e de longo prazo, é algo comum no reino animal. Como abrigar hospedeiros, por exemplo. Muitos deles servem como um tipo de faxineiro para alguns bichos, o que é uma vantagem para ele. 

Bom, podemos ver essa relação entre o peixe-palhaço e a anêmona do mar, que nada mais é que um indivíduo que se alimenta de peixes e tem tentáculos venenosos. Neste caso, é o palhaço que limpa essa criatura, consumindo os parasitas e os tentáculos mortos. Isso faz com circule água em volta da anêmona, atraindo presas, que têm a atenção chamada devido as cores do bicho.

No caso do palhaço, seu benefício é que o indivíduo oferece a ele restos de comida e os tentáculos venenosos o protegem do ataque de outros animais. 

Uma coisa super interessante que é que o peixe-palhaço cria imunidade total as picadas letais da anêmona-do-mar ao longo do tempo em decorrência a uma camada de muco em sua pele. 

  1. Mudança de sexo e reprodução

Sabia que todos os palhaços são machos?

“E como eles se reproduzem?”, vocês devem estar se perguntando. Bom, simples. Quando a fêmea dominante do grupo morre, o maior macho do conjunto simplesmente muda de sexo, virando a fêmea. Ah, e essa reversão não tem volta. Muito incrível! 

Isso mostra como esse grupo desenvolveu maneiras de proteger a própria espécie, já que ficar sem uma mulher no grupo não é uma opção, por motivos óbvios, e é uma questão que é facilmente resolvida.
E falando nisso, as mães colocam cerca de mil ovos e eles são guardados pelo macho.

Normalmente vivem em grupo com um casal alfa, com a fêmea sendo o maior membro. O macho é menor que ela, mas maior que os outros. Os demais seres não tem nenhuma função reprodutiva. Algo parecido é visto entre os lobos, onde só um casal se reproduz dentro da matilha. 

  1. Super popular 

A sua espécie é responsável por cerca de 40% do comércio mundial de ornamentais marinhos. Eles são criados em cativeiro ou capturados da natureza. Ele é muito popular, além das suas cores, é claro, mas também porque é um animal ativo e gentil e convive muito bem com outras espécies. 

Se deseja um, prefira a primeira opção. Confinar um bicho livre a um aquário com certeza vai refletir em diversos sentidos na vida dele. Melhor pegar um que foi criado na neste ambiente. Sem contar que retirar o indivíduo da natureza, você pode estar contribuindo para o sumiço do grupo, e não é isso que a gente quer. 

Não esqueça de sempre comprar casais. 

Peixe palhaço
Peixe palhaço
  1. Muito além da beleza

Apesar de suas cores darem uma beleza inigualável a esse grupo, ela na verdade é uma forma deles se identificarem. Mas não é só assim que eles conversam. Quando querem falar um com o outro, emitem ruídos e estalos, bem diferente de outros peixes. Normalmente levanta a cabeça quando vai fazer isso, esticando os tendões que tem na boca. 

  1. Valente! 

Já que tem basicamente uma fonte de veneno para protegê-lo, ele enfrenta seus predadores. Quando se sente ameaçado, corre para casa, ou seja, para os braços da anêmona-do-mar. Mas ele também cuida desse animal tóxico, encarando os peixes-borboletas que atacam este indivíduo. Apesar de pequeno, é bem agressivo a ponto de afastar os predadores. Está vendo como tamanho não é documento. 

  1. Ator principal de filme 

Bom, imagino que você já saiba disso, mas o peixe-palhaço virou personagem principal de um longa criado pela Pixar em 2003. O desenho conta a história de Nemo, que é separado de seu pai e vai parar num aquário em um consultório dentário. A partir daí ele vive várias aventuras com seus companheiros de confinamento. Interessante que o filme também apresenta outras espécies de peixe, como o baiacu, que consegue dobrar o seu tamanho inchado seu corpo. Normalmente faz isso para se defender de seus predadores. Ele também é venenoso e é considerado a “maconha” do golfinho. Isso porque esse mamífero cutuca o baiacu para ele inchar, quando faz isso, o peixe solta uma substância que o deixa “doidão”. 

Gostou de conhecer mais sobre o Nemo? Ou, melhor dizendo, do peixe-palhaço? Não esqueça de compartilhar. 

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *