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7 Coisas Incomuns que Cachorros Conseguem Detecta Pelo Cheiro

Que os cães têm um olfato extraordinário já não é nenhum segredo para ninguém. Seu faro pode ser pelo menos 10.000 vezes mais aguçado que o nosso. Enquanto os seres humanos possuem 6 milhões de receptores olfativos, os cães são possuem até 300 milhões! Não é de admirar que por décadas eles estejam sendo treinados para detectar e encontrar uma grande variedade de objetos pelo cheiro, de bombas a vacas férteis. Os cães estão se provando mais do que nossos melhores amigos: eles também são caçadores de odores surpreendentemente precisos.

Separamos uma lista de sete itens incomuns que eles aprenderam a descobrir com o passar dos anos e que você vai se surpreender:

1. Restos Humanos da Era do Bronze

Cães de cadáveres ou, simplesmente, cães de detecção humana, podem sentir o cheiro de restos em decomposição que ficaram décadas congelados. Mas será que o nariz dos nossos amigos caninos poderia rastrear odores que pertenceriam a corpos de milhares de anos atrás? Em 2015, a arqueóloga croata Vedrana Glavaš e a treinadora de cães Andrea Pintar decidiram testar cães na cordilheira Velebit da Croácia, onde haviam possivelmente descoberto um cemitério e uma necrópole de 3 mil anos de idade! De acordo com seu estudo de 2018 no Journal of Archaeological Method and Theory, os cães de cadáveres encontraram sepulturas com baús e ossos dos dedos das mãos e dos pés sem grandes dificuldades. Impressionante, não é? Os cães estão procurando as moléculas da decomposição humana e a arqueóloga acredita que a paisagem porosa e rochosa da área preserva bem essas moléculas, talvez melhor do que o solo comum, o que faz com que os cães tenham mais facilidade em captar esses odores e apontar locais com possíveis restos humanos.

2. Pessoas que Levam Explosivos

Este talvez seja o rastreamento mais famoso dos cães. Embora não possamos vê-los, todos deixamos um rastro térmico pelo caminho à medida que andamos. Os cães foram treinados para inspecionar esse rastro e detectar quanto a traços de explosivos contidos pelo caminho. No programa Canine Performance Sciences da Universidade, os pesquisadores ensinaram aos labradores a identificar explosivos presos no corpo de pessoas específicas no meio das multidões, inclusive em grandes shows e aeroportos, seguindo exatamente essas partículas de cheiro de calor humano. Este método patenteado, apelidado de Vapor Wake, tem sido usado para treinar cães para agências de aplicação da lei e para organizações de transporte de massa.

Cachorro farejando
Cachorro farejando

3. Insetos Prejudiciais

Quando percevejos invadem as casas, eles se escondem em fendas e rachaduras e podem ser muito difíceis de localizar e se livrar. Um dos motivos é que eles são difíceis de serem detectados por seres humanos, mas os cães, que caçam pelo cheiro, provaram ser bons detetives. Em 2008, pesquisadores da Universidade da Flórida treinaram cães para discernir o odor de percevejos e ovos de outros insetos com precisão de 97,5%. Os cães foram capazes de sentir a diferença entre percevejos ou ovos vivos e percevejos mortos, peles e fezes. Mas, no mundo real e fora dos ambientes controlados da pesquisa, os cães que detectam percevejos às vezes detectam coisas onde não existem, desperdiçando tempo e dinheiro dos consumidores. Toda essa ação ainda está sendo testada, mas tem muito potencial.

4. Cobras Píton

Os cães de detecção da Universidade de Auburn também foram treinados para cheirar aquela famosa espécie de cobra, a Píton, deslizando pelo Parque Nacional Everglades, na Flórida. Milhares de pítons, a espécie invasora, escondem-se nas ervas altas dos Everglades e atacam mamíferos e pássaros nativos. Em 2010, dois cães chamados Ivy e Jake encontraram 19 cobras no parque e, em 2017, cães chamados Floyd e Vito farejaram cinco pítons em North Key Largo, em Florida Keys. Os filhotes farejadores de pítons foram treinados como parte do programa Eco Dogs de Auburn e estão indo muito bem no seu novo emprego.

5. Vacas Férteis

Saber quando uma vaca é fértil é importante para os produtores de leite, para que possam escolher o melhor momento para a inseminação artificial. No passado, os agricultores tentavam determinar o estro observando mudanças no comportamento das vacas, como montar ou levantar para serem montadas. Mas, recentemente, cães que foram treinados para identificar odores específicos do estro podem ser uma maneira mais precisa, podendo captar esses aromas em amostras de fluido vaginal, leite, urina ou sangue com uma precisão de mais de 80% no total e, no caso do leite, 99%. Em um estudo de 2013, 13 cães, oito dos quais haviam sido treinados anteriormente para detectar narcóticos ou câncer, foram ensinados a detectar aromas específicos do estro na saliva das vacas. Eles foram capazes de identificar o estro em quase 60% das amostras. E isso já ajuda de maneira muito profunda os produtores.

Cachorro farejando
Cachorro farejando

6. Coronavírus

Os vírus têm odores específicos, e os cientistas descobriram que os cães podem detectá-los. Os cães foram capazes de distinguir entre três tipos de vírus bovinos, por exemplo, aqueles que causam diarréia, herpes e influenza. Agora, os cães estão sendo ensinados a cheirar vírus que afetam os seres humanos. Cindy Otto, diretora do Working Dog Center da Universidade da Pensilvânia, está treinando oito labradores para farejar o SARS-CoV-2, o coronavírus responsável pelo COVID-19. Se o estudo piloto funcionar, as equipes de vigilância canina poderão um dia ajudar a rastrear viajantes em aeroportos, pacientes em hospitais ou participantes de conferências.

Cães que já foram treinados para detectar malária estão sendo submetidos a um teste semelhante na Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres. Os cientistas coletaram amostras virais para treinar os cães e, se tudo correr bem, o governo do Reino Unido espera enviar seis cães para rastrear viajantes do exterior nos aeroportos. Já pensou?

7. Câncer

Em 2013, um homem de 75 anos visitou seu médico depois que seu cachorro continuava lambendo uma pequena lesão atrás da orelha do homem. A lesão acabou sendo um melanoma maligno, mas não foi o primeiro caso em que um cão farejou câncer em humanos. Diferentes tipos de câncer têm assinaturas de odor específicas. Alguns pesquisadores sugerem que a detecção do câncer por essa assinatura, potencialmente antes da formação de um tumor visível, pode pegar o câncer em estágios iniciais e prolongar a vida humana. O programa de detecção de câncer do Penn Working Dog Center está treinando cães para imprimir em amostras de tecido e sangue doadas de pacientes com câncer de ovário. Os pesquisadores esperam isolar o odor que os cães identificam e desenvolver um sensor eletrônico que trará a percepção do câncer mais cedo. Vamos esperar!

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