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4 Espécies de Pavões Que Existem

Pertencente ao grupo de um dos animais mais belos da natureza, o pavão faz parte da família Phasianidae, da ordem galiforme. Com penas exuberantes, os indivíduos de diferentes sexos apresentam características diversas. As fêmeas, por exemplo, costumam ter uma coloração mais puxada para o cinza, enquanto os machos chamam mais atenção pela sua colorida e longa cauda – com manchas que lembram olhos -, que pode alcançar os 2 metros de comprimento. Além de dar ao bicho uma aparência magnífica, sua cauda não lhe proporciona nenhuma vantagem adaptativa, é apenas um resultado da seleção natural. Mas, no acasalamento, ela pode trazer certas vantagens ao pavão do sexo masculino. Acredita-se que as fêmeas escolhem aqueles que tiverem o maior número de ocelos, que indicaria a saúde do seu parceiro. 

Estes são animais onívoros, sendo assim, consomem principalmente insetos e sementes. Não voam muito bem e para tanto, precisam correr longas distâncias até conseguirem levantar voo. 

Hoje vamos falar de quais espécies pertencem à família do pavão. Ao todo, existem três: pavão-verde, indiano e do congo. Apesar disso, existem subespécies que foram criadas a partir dos originais por meio de alterações genéticas, são eles: pavão-branco, arlequim e pavão-de-ombros-negros. Vamos a elas! 

1. Pavão-indiano 

Pavão-indiano 
Pavão-indiano

Também conhecido como pavo cristatus, pavão-azul ou pavão-comum, esta é a espécie mais comum do animal.  É uma ave nativa do subcontinente indiano, sendo conhecido, inclusive, como uma espécie símbolo nacional da Índia, onde é considerada sagrada. Ela também era adorada por Alexandre, o Grande, e Rei Salomão. 

Como dito, o bicho se alimenta principalmente de insetos e sementes intercaladas, mas sua alimentação pode ser composta também de frutos e até alguns répteis. Habitam pradarias secas e semi desertas, florestas e matagais. 

Além da cauda, que somente o macho possui, na época fora do acasalamento estes dois sexos se diferem. Enquanto a fêmea possui uma coloração esverdeada na região do pescoço, o macho tem tons predominantemente azuis nesta região. 

Após a reprodução, este animal pode botar de 4 a 8 ovos que, eclodem, 28 dias depois. 

Um fato curioso sobre eles é que, apesar de se alimentarem e construírem seus ninhos no chão, eles dormem nos topos das árvores. 

2. Pavão-verde

Com nome científico de pavo muticus, o pavão-verde é uma ave de origem asiática, da região sudeste. Infelizmente, o animal está na lista vermelha da União Internacional para conservação da natureza e dos recursos naturais (UICN) e está classificado como “em perigo”. 

Assim como na espécie anterior, os machos são dotados de uma longa cauda, mas aqui a fêmea também possui essa característica, apesar de ser bem menos chamativa do que nos pavões do sexo masculino.

O pavão mede de 1,8 a 3 metros de comprimento, seu peso varia de 3,8 a 5 quilos. Já a fêmea de 100 a 110 centímetros e pode pesar de 1 a 2 quilos. Na época de reprodução, a mamãe bota de 3 a 6 ovos, menos que o pavão-azul. 

3. Pavão-do-congo 

O pavão-do-congo ou afropavo congensis pertence ao gênero afropavos, diferente dos dois citados anteriormente. Ele tem sua origem na Bacia do Congo e é conhecido nesta região como mbulu. Vive principalmente nas florestas Congolian Central da várzea da República Democrática do Congo, onde também é conhecida como ave símbolo do local. 

E, ao contrário de seus parentes, ele não é tão extravagante. Consegue chegar a uma estatura de 64 a 70 centímetros de comprimento. Ele não tem uma cauda tão majestosa quanto a dos seus primos, ele é preta e conta com cerca 14 penas. Seu torso possui uma tonalidade de azul, violeta metálico e verde, que chama muito atenção. Sua coroa é composta de penas que lembram cabelo, em tons de branco, que são verticais e alongadas. Não tem penas no pescoço e este é vermelho. 

Já as fêmeas dessa espécie medem de 60 a 63 centímetros de comprimento e normalmente em tonalidade marrom, com o abdômen preto. Sua parte traseira é dotada de um verde metálico. Detêm uma crista castanha. 

Este indivíduo também está na lista da UICN e está classificada como espécie vulnerável. Além da perda do seu habitat, que pode ajudar com o seu desaparecimento, a caça do animal  contribuiu para esse posto. Acredita-se que em 2013 sua população selvagem não chegava a 9 mil indivíduos. 

Inclusive, no próprio Congo e na Bélgica existem projetos em andamento que tem como intuito preservar a espécie pela reprodução em cativeiro. Esta iniciativa acontece no Parque Nacional Salonga e no Jardim Zoológico de Antuérpia, respectivamente. 

4. Pavão-branco 

O pavão-branco faz parte das subespécies desse indivíduo, isso porque ele se originou a partir do pavão-comum com algumas alterações genéticas, que é a falta de melanina em seu organismo, a substância responsável por dar cor a suas penas. Ele é considerado uma ave albina, sendo assim, também é conhecido como pavão albino. 

Curiosidades sobre o pavão 

  • O pavão-bombom é considerado a ave com a maior cauda do mundo. 
  • O pavão-sedentário é dotado do pescoço mais longo da espécie. 
  • Antigamente, quem matasse um pavão-azul na Índia era condenado à morte. Hoje, isso não mais acontece, mas é muito comum ver a ave andando livremente em templos hindus e são alimentados pelos sacerdotes. 
  • Alexandre, o Grande, foi responsável por introduzir o animal na Grécia. 
  • Para o Rei Salomão, esse bicho era tão precioso quanto o ouro e a prata. 
  • O pavão arlequim também advém de uma mutação do pavão-azul. Tem as mesmas cores que seu parente, a não ser alguns tons brancos na plumagem com formas irregulares em seu torso. 
  • Duas das espécies citadas aqui não existem muita informações sobre elas, que é o caso do pavão-bombom e o sedentário – citados mais acima -.  

O pavão é um bicho de beleza inestimável, tanto que infelizmente ele é usado como fonte de penas para fantasias do carnaval. Uma ato que só prejudica o animal em troca de algo tão fútil como a criação de uma roupa. 

Mas, e aí, gostou de saber mais sobre esse indivíduo de cores exuberantes? Não esqueça de compartilhar. 

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