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Tudo Sobre o Jumento: Características e Curiosidades

Que jumento é um xingamento todos nós brasileiros sabemos, inclusive, não só nós brasileiros, mas os portugueses, os africanos e os moçambicanos também, afinal, por todos estes países este termo é culturalmente uma ofensa, assim como suas derivações, como burro ou jegue por exemplo. Mas este fato a parte, você já se perguntou sobre este animal e todas as suas diversas nomeações? Pois se está a fim de saber, está no lugar certo!

Subespécie Domesticada Do Jumento

Os jumentos, jegues ou asnos, formas como são corretamente nomeados, são pertencentes à família equidae, curiosamente a mesma que a do cavalo e ao gênero equus, portanto o seu nome cientifico é equus africanus asinus, uma subespécie do asno selvagem africano. Subespécie esta que é domesticada desde a pré história e desde a sua origem, com cerca de cinco mil anos antes de Cristo, assim como o cavalo mais uma vez e domesticação esta que é voltada para a montaria, meio de locomoção, especialmente no meio rural e agrícola e para o transporte de cargas. Atualmente habita e é domesticado por todo o mundo.

Jumento
Jumento

E O Burro Também É O Jumento?

Algumas pessoas incluem dentre as suas nomeações, além de jumento, jegue ou asno, o burro, o que é errado, pois o mesmo é o filhote do cruzamento entre a fêmea do cavalo, ou seja, a égua, de nome científico, equus ferus cabalos e o próprio, o asno, isto quando o filhote é macho, quando é do sexo oposto, é nomeada como mula, o que como bem sabemos, são todas estas nomeações também usadas como xingamentos ou ofensas na cultura de muitos países. Mas o cruzamento e o hibridismo entre eles termina por aqui mesmo, isto porque por razões biológicas, tanto o burro quanto a mula são estéreis, ou em outras palavras, não tem a capacidade biológica de se reproduzir.

Asinos, Muares E Os Equinos

Dentre as classificações, estão mais algumas, mais especificamente mais três. Os asnos, jumentos ou jegues estão classificados entre os asinos. Os cavalos e as éguas estão classificados entre os equinos e os burros e as mulas estão classificados entre os muares. É daí que vem o asino no nome científico, equus africanus asinus do asno, jumento ou jegue, basicamente, o que significa, cavalo africano asino. Mais uma curiosidade é que quando o cruzamento e a reprodução é entre um equino macho e não uma fêmea como o caso anterior, ou seja, o cavalo e uma asino fêmea, ou seja, uma jumenta, o filhote resultante tem outra nomeação, é um bardoto.

E Quais As Diferenças?

Quanto as suas características físicas ou aparências, o asno tem o porte de pequeno a médio, curiosamente menores que seus filhotes quando se reproduzem com as éguas, que os burros e as mulas, outra característica marcante são suas grandes orelhas para cima.

Quanto a sua expectativa de vida, é de até quarenta anos de idade. Já os burros e as mulas, apesar de maiores comparados aos asnos, também tem o porte de pequeno a médio. Por último, os equinos, não precisaríamos nem falar, tem o porte de médio a grande com suas características marcantes, como seu comprido e magro pescoço, com sua crina muitas vezes muito bem cuidadas e valorizadas pelos seus donos, como sua longa e fina cauda e como a sua pelagem pelo corpo todo curta, entre eles além dos cavalos e éguas, estão as populares zebras.

Espécie E Subespécies Selvagens

Que os asnos são culturalmente domesticados desde há muitos anos atrás e estão entre as subespécies da espécie asno selvagem já dissemos, mas o que não falamos ainda, é que entre as subespécies estão mais duas, o asno da Somália, de nome científico, equus africanus somalienses e o asno de núbia, de nome científico, equus africanus africanus, todos como o imaginado pela sua descendência, originários de regiões da África.

Imaginar a vida de um asno domesticado é fácil pelo que habitualmente são criados, uma vida simples e pacata mas a de um asno selvagem já é mais desconhecida. Os asnos selvagens vivem e habitam áreas desertas e áridas do nordeste da África, como a região que está presente no nome de uma das subespécies, a Somália.

Antigamente a sua população chegava até mesmo em regiões mais distantes, como o Egito, o Sudão ou a Líbia mas o seu estado de conservação atual, de criticamente ameaçado de extinção, segundo a IUCN, ou União Internacional para a Conservação da Natureza, diminuiu drasticamente a sua espécie, com população de cerca de somente seiscentos indivíduos sobreviventes e consequentemente, menos espalhado geograficamente entre seus habitats naturais.

Seu porte não é tão diferente da sua subespécie domesticada, medem cerca de dois metros de comprimento e de um metro e meio de altura, já sua cauda é curta, mede cerca de quarenta centímetros. Como sua subespécie domesticada, suas orelhas são caracteristicamente grandes, mas sua pelagem o distingue dos outros, é cinza clara, quase branca. Como o previsível pela sua criação, na natureza vivendo de forma selvagem, sua alimentação também é a base de gramas, folhas e cascas e se hidratam com muita água condizente ao seu habitat desértico e árido e diferentemente do camelo ou do dromedário que tiveram a vantagem de se adaptar fisiologicamente a esta realidade de seu habitat de clima seco, são totalmente dependentes de água e não sobrevivem muito tempo sem a mesma.

Uma aparência Um Tanto Quanto Misturada

Falamos mais a fundo sobre a espécie de asno selvagem e uma das suas três subespécies, nada mais justo do que falarmos um pouquinho mais de outra subespécie.

Se o asno selvagem já tem uma aparência peculiar com sua pelagem clara, a subespécie asno da Somália tem a sua aparência mais peculiar ainda, isto porque tanto as suas pernas traseiras quanto dianteiras são listradas, como a característica marcante do equino já citado por aqui, a zebra, mas não se engane achando que tal semelhança tem a ver com sua descendência, pois esta subespécie está muito mais próxima do asno domesticado.

O restante do seu corpo é liso, mais escuro, mas ainda assim claro, em um tom de cinza. Além de lembrarem a zebra por tal característica citada, também lembram os equinos, cavalos ou as éguas, por possuírem crina. Suas orelhas são menores comparadas ao do asno doméstico e selvagem.

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