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Tudo sobre Jacu

Jacu é uma denominação dada a várias aves que pertencem ao gênero Penelope e que se distribuem pelas Américas e Central e do Sul. Algumas dessas 15 espécies estão ameaçadas de extinção, em geral devido ao desmatamento e à caça.

Considerados de grande porte, os jacus adultos chegam a medir 85 centímetros de comprimento. Suas asas e cauda são longas e arredondadas, com plumagem amarronzada na maioria das espécies com aspecto escamado.

O pescoço dos jacus costuma ser longo. A cabeça é pequena e, de certa forma, desproporcional ao restante do corpo. Há uma papada na região da garganta, geralmente de coloração vermelha. A pele ao redor dos olhos dos jacus é azul em quase todas as espécies, assim como as patas avermelhadas.

Devido à escassez de muitos membros do gênero e ao habitat frequentemente em florestas de elevada altitude, pouco se sabe sobre alguns hábitos e reprodução das espécies. Algumas espécies são encontradas em altitudes de até 3.350 metros.

Hoje vamos conhecer um pouco mais sobre algumas classificações inferiores de jacus. Vem com a gente!

Jacu-de-Asa-Branca (Penelope albipennis)

Esta espécie de jacu ocorre no noroeste do Peru . Com 70 centímetros de comprimento, a ave tem uma plumagem marrom escuro com penas primárias brancas. Há manchas pálidas no pescoço, no peito superior e nas coberturas das asas.

O jacu-de-asa-branca possui o pescoço fino e a cabeça pequena. Sua garganta tem uma papada vermelha. O bico é azul com a ponta preta. Sua vocalização é um som profundo e rouco, especialmente durante a época de reprodução.

Essa ave encontra-se criticamente ameaçada devido a uma perda severa de habitat adequado e também à caça furtiva. A população atual é estimada em aproximadamente 350 indivíduos. A Zona Reservada de Laquipampa e a Associação Crax 2000 foram criadas especificamente para proteger esta espécie. A maior população agora é encontrada na Área de Conservação Privada de Chaparri, em Lambayeque, onde foi reintroduzida com sucesso e agora prospera sob proteção comunitária.

Jacuguaçu (Penelope obscura)

O jacuguaçu encontra-se no Uruguai, no Nordeste da Argentina e nas áreas mais ao sul do Paraguai e do Brasil, estendendo-se para o centro-sul da Bolívia. Os seus habitats naturais são florestas tropicais ou subtropicais.

Essa ave mede aproximadamente 73 centímetros de comprimento e pesa em média 1,2 kg. As barbelas dessa ave são pouco desenvolvidas, a crista é ausente e a plumagem se dá em tons escuros que variam entre marrom e preto. Seus olhos são vermelhos.

Sua dieta inclui frutas, flores e brotos tirados do chão ou arrancados de galhos de árvores, além de alguns insetos invertebrados. O jacuguaçu atua como um dispersor de sementes para várias espécies de árvores e palmeiras, como a palmeira em extinção Euterpe edulis ou as palmeiras do gênero Syagrus.

Jacuaçu Comendo Milho
Jacuaçu Comendo Milho

Em território brasileiro, o jacuguaçu prefere as matas de montanha do sudeste. Muitas vezes essa ave é confundida com o pavão devido ao fato de ambos terem o pescoço longo. Porém, o jacuguaçu não possui cauda longa e plumagem brilhante como os pavões.

O voo do jacuguaçu é silencioso, apesar do seu porte. Ele costuma se deslocar pela manhã e no final da tarde, esgueirando-se de forma ágil entre a vegetação densa da copa das árvores à procura de alimentos, como a jabuticaba, a pitanga, o palmito, a amora e a embaúba. É possível que essa ave venha a se alimentar no chão e, por vezes, danificar hortas e plantações.

O jacuguaçu tem hábitos gregários, vivendo em pequenos grupos familiares. Sua vocalização é composta por sons peculiares que se assemelham a um cacarejo intermitente. Essa espécie ainda é relativamente abundante no sudeste brasileiro, mesmo fora de áreas de preservação.

Jacupemba (Penelope superciliaris)

O jacupemba é uma ave presente do sul do Amazonas até o Rio Grande do Sul e Paraguai, habitando áreas de matas tropicais, cerrados, caatingas e bordas de lagos e rios. As jacupembas podem ser vistas no Jardim Botânico do Rio de Janeiro, a pequena distância e alimentando-se no gramado.

Um jacupemba adulto chega a medir 55 centímetros de comprimento e pesar 850 gramas. A barbela, nua e vermelha, é mais avantajada nos machos. A ave possui um topete rudimentar e a plumagem escura com a borda das asas em tons de ferrugem. A região do peito é branca e os olhos são vermelhos.

Essa ave se alimenta de frutos, flores, folhas e brotos presentes na copa das árvores. A jacupemba só vai ao chão para pegar os frutos que caem.O ninho é construído no alto das árvores sobre ramos e galhos próximos a alguma fonte de água. É possível que essa ave nidifique em rochas dentro da floresta. Os ovos são brancos demoram em média 28 dias para eclodirem. A jacupemba vive em pequenos bandos familiares compostos por três a cinco indivíduos.

Jacu-andino (Penelope montagnii)

O jacu-andino ocorre em terras altas dos Andes, a cerca de 1.500 metros. A ave pode ser vista também em elevadas altitudes da Venezuela, da Colômbia e do Peru. Essa espécie é considerada de médio porte e medem de 40 a 60 centímetros de comprimento, pesando de 500 a 840 kg.

O jacu-andino possui um corpo comprido com pescoço fino e cabeça pequena. A plumagem geralmente é marrom com bordas esbranquiçadas para as penas da cabeça, do pescoço e do peito. A papada e as pernas são avermelhadas.

São habitantes da “floresta de nuvem”, nome dado às vegetações de grandes altitudes. As populações de jacu-andino têm sido afetadas pela destruição de seus habitats e pela caça. Porém, a espécie ainda encontra-se em grande número e ainda não é considerada como globalmente ameaçada.

Pouco se sabe sobre sua população geral, mas a espécie está presente em várias áreas protegidas. O jacu-andino pode ser encontrado, por exemplo, no Vale de Cocora, no departamento de Quindío, na floresta protegida de Quimbaya, no Departamento de Risaralda da Colômbia e na Reserva de Yanacocha do Equador.

O ninho é construído no alto das árvores e apenas um único ovo é botado a cada estação de acasalamento. Dois adultos com jovens foram observados no Equador no final de junho.

Um comentário

  1. cirineu betanio ramos

    Gostaria de saber qual a diferença nos jacupembas entre os machos e as fêmeas.

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