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Tubarão-mako: Curiosidades, Tamanho, Peso e Fotos

O tubarão-mako, mako-cavala ou anequim (Isurus oxyrinchus) é um animal que habita os mares temperados e tropicais do mundo. É possível encontrá-lo em águas com uma temperatura acima dos 16 graus. 

Ele pode chegar a 4,3 metros de comprimento e pesar incríveis 580 quilogramas. Na terra de nossos colonizadores ele é popularmente conhecido como tubarão-sardo. Em Galiza, ele é chamado de marraxo. 

Tem um torso num tom de azul metálico, uma barriga branca e é considerado um dos tubarões mais rápidos entre as espécies. Ele pode alcançar incríveis 88 quilômetros por hora quando está nadando em curta distância. Para se ter ideia da sua rapidez, ele fica atrás apenas do atum dourado e do marlim, que se locomovem a 120 km/h. 

A nomenclatura tubarão-mako é usada para nomear dois indivíduos, na verdade. E eles são chamados de anequim de barbatana curta e longa. 

O primeiro foi muito bem estudado pelos cientistas e temos mais informações sobre ele. Quanto ao segundo, ele não é muito bem conhecido e sabe-se muito pouco sobre seus costumes, estilo de vida, etc. Os bichos são diferenciados por sua cor e tamanho das nadadeiras. O que possui essa região com um tamanho maior costuma ter uma coloração mais escura que o outro. 

Voltando ao seu corpo e sua velocidade, ele consegue ser ágil na água devido ao formato de seu torso, que é fino e o faz se movimentar com agilidade. 

Anequim
Anequim

Reprodução do anequim 

Tem uma reprodução do tipo ovovivípara. Da cópula, pode nascer de cinco a dez bebês, por ninhada. Claro que esse número diminui na hora do parto devido ao canibalismo praticado pela espécie.

Alimentação

Por ser um indivíduo rápido, muitos cientistas acreditam que o mako acaba apresentando uma pré-disposição em caçar outros igualmente ágeis, como é o caso do espadarte. Por seu tamanho, ele pode também consumir mamíferos maiores, mas isso não ocorre com frequência e essa preferência está diretamente ligada ao tamanho do tubarão e também de seus dentes. Conforme a dentição vai crescendo, maior será a probabilidade dele optar por essas presas maiores. 

Curiosidades

  • Ele tem uma capacidade incrível de manter a temperatura do seu corpo acima daquela do ambiente onde se encontra. 
  • Seu status de conservação é considerado vulnerável devido a pesca predatória. 
  • Em 2016, esse tubarão matou um pescador no Rio Grande do Sul. Ataques desse bicho a seres humanos não é comum, menos nesta situação em questão. A vítima foi morta enquanto tirava o peixe da água, e é justamente neste momento que o anequim costuma atacar. A pessoa morreu em decorrência da mordida que levou na panturrilha. 
  • É considerado o quinto tubarão mais perigoso para o homem, e isso está diretamente relacionado com sua agilidade. 
  • Pode ser visto no sul do Brasil e nas ilhas do Havaí. 
  • É adorado pelos pescadores profissionais pois é difícil de ser capturado. 
  • Alguns indivíduos podem alcançar os quatro metros de comprimento. 
  • É capturado para recreação, o que vem diminuindo o número desses animais na natureza. 
  • Especialista acreditam que ele pode se tornar perigoso para o homem se o contato entre ambos for frequente. 
  • Cientistas teorizam que o anequim na verdade é um peixe de altas profundidade, e é por isso que não o vemos com tanta frequência.
  • Pode ser encontrado em todas as partes do mundo. 
  • Como gosta de águas quentes, algumas pesquisas apontam que ele migra para encontrar essas correntes mais aquecidas.
  • Nesta espécie é comum acontecer o canibalismo intra uterino, com os filhotes mais  fortes comendo os mais fracos. Ou seja, os bebês já começam a lutar antes mesmo de nascerem.
  • Sua velocidade mínima é de 32 quilômetros por hora. 
  • É muito famoso pelos saltos que dá, e é justamente aí que mora o perigo para os pescadores. Por causa disso, ele é capaz de pular no barco quando é fisgado e machucar seriamente o caçador. 
  • Muitos dos indivíduos capturados apresentam marcas de feridas causadas por espadartes. 
  • Costuma ficar em litorais e a 150 metros de profundidade. 
  • Apesar de gostar de águas mornas, os que vivem nos oceanos tropicais habitam regiões frias.
  • Costuma se aproximar do litoral durante o verão pois há maior oferta de comida e para se reproduzir. 
  • Sua carne não é recomendada para consumo pois tem um alto teor de mercúrio. 
  • Por ficarem presos com frequência a redes e espinhel ou malha, quando são descartados ficam bem debilitados. 

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Tubarão martelo 

Tubarão Martelo
Tubarão Martelo

O tubarão martelo está presente em toda a costa brasileira e, nos últimos tempos, estamos presenciando a diminuição da sua espécie devido a pesca predatória. A população que mais sofre com a caça são aquelas que vivem no sul e sudeste do país. Por falta de informações sobre o número de indivíduos e sua reprodução, os cientistas não conseguem viabilizar estratégias para conservar o espécime. 

Cação-azeiteiro 

Cação-azeiteiro
Cação-azeiteiro

O cação-azeiteiro é um tubarão de costumes costeiros, além de preferir residir em águas rasas, de 16 a 32 metros de profundidade. Ele está espalhado por zonas tropicais e temperadas a oeste do Oceano Atlântico e leste do Pacífico, estando nos dois lados das Américas. Já no Brasil, o maior número concentra-se ao norte e nordeste do país, mas ele também pode ser visto no Paraná, por exemplo. Sua biologia é pouco conhecida por aqui. 

Tubarão-martelo-liso 

Tubarão-martelo-liso
Tubarão-martelo-liso

Encontrado a 200 metros de profundidade, o tubarão-martelo-liso gosta de viver nas costas dos oceanos. Ele é do tipo migratório, com os mais jovens sendo frequentemente visto em grandes cardumes com centenas de outros tubarões. 

Ele está amplamente distribuído nos mares temperados e tropicais. Aqui, mora nas regiões norte, nordeste, sul e sudeste.

Está em perigo no país pois é muito caçado pela pesca artesanal e industrial, em decorrência do alto valor das suas barbatanas no mercado internacional, e sua carne, no interno. 

Cação-mangona 

Cação-mangona
Cação-mangona

Do tipo migratório, podemos ver a mangona em águas costeiras em profundidades de 1,8 a 191 metros. Gosta de ficar em corais, recifes rochosos e baías rasas. A pesca desenfreada põe esse animal em risco, principalmente por que ele tem uma baixa fecundidade, dando luz a no máximo a dois filhotes a cada dois anos, além do fato dele se desenvolver de forma lenta. 

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