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Tubarão-galha-branca-oceânico é Perigoso? Ele Ataca Humanos?

Se questionarmos a qualquer se pessoa se ela acha o tubarão, no geral, sem citar uma espécie em específico, perigoso é quase 100% de certeza que está responderá afirmativamente. 

É claro que este animal oferece risco e deve ser respeitado e evitado, se possível, mas podemos dizer que o maior medo que envolve a criatura é um tanto quanto irracional. Bom, deixando isso claro, podemos desconsiderar essa afirmação quando falamos do Tubarão-galha-branca-oceânico. Ele não só é perigoso, como está em quinto lugar quando se fala de tubarões agressivos. Sendo o bicho considerados pelo oceanógrafo Jacques Cousteau um dos mais mortais do mundo.

Apesar do número de ataques a seres humanos ser relativamente pequeno, eles podem acontecer. Como foi o caso do mergulhador que foi atacado em 2018. Já falamos isso antes, mas um bicho só fere alguém quando se sente ameaçado ou quando não respeitam seu habitat. No caso deste indivíduo que foi ferido, observa-se no vídeo do incidente que ele não está seguindo as instruções de segurança, como nadar na vertical, não fazer movimentos bruscos e ficar sempre em grupo. 

Na verdade, o galha-branca costuma “atacar” mais em regiões com desastres aéreos ou de embarcações, investido contra as vítimas. 

Mas, normalmente, seu comportamento é de indiferença quando avista um humano. De qualquer forma, é melhor não arriscar, não é mesmo?! 

Tubarão-galha-branca-oceânico
Tubarão-galha-branca-oceânico 

Sobre o galha-branca-oceânico 

Conhecido também como Carcharhinus longimanus, o tubarão é uma criatura que vive em zonas tropicais de águas quentes. Seu comprimento chega aos 4 metros e ele pode pesar até 168 quilogramas. É uma das espécies mais abundantes dos oceanos, ao lado do tubarão-azul e do lombo-preto. Também é um dos que mais atacam humanos por engano. 

Ele tem um corpo forte. Seu focinho é arredondado e curto. Tem um corpo cinza-escuro que vai clareando conforme vai chegando aos flancos. O ventre é branco-amarelado. 

A ponta das suas barbatanas frontais e dorsais são brancas, assim como a parte inferior de sua cauda. Os dentes do maxilar superior são triangulares com a borda serrilhada. Já os inferiores são pontiagudos. 

Alimentação

Não é ágil como outros tubarões, tem um nado lento e vagaroso, mas isso não quer dizer que ele não se torna mais ativo quando está a procura de comida. Quando excitado, pode nadar em alta velocidade. 

Ele normalmente caça sozinho, isso só muda quando a região onde se localiza tem uma grande oferta de alimento. Sendo assim, é possível vê-lo nadando em grupo. 

Sua dieta é composta de peixes e raias, principalmente. Ocasionalmente come aves, crustáceos, lulas e tartarugas. É considerado um caçador oportunista, e por isso nunca perde a chance de pegar uma presa. 

Quando a oferta de comida é pouca, chega a comer carcaças de animais e até lixo. 

E, como dito, também acaba atacando os sobreviventes dos acidentes  aéreos ou de embarcações. Como no caso do barco da Nova Escócia que foi afundado por um submarino alemão e naufragou na costa da África do Sul. Das mil pessoas, apenas 192 sobreviverem ao “frenesi alimentar” dos galhas-brancas – segundo relatos – no local. 

Reprodução

Sua reprodução acontece no início do verão, ao longo do Atlântico e Índico. As fêmeas dão à luz de um a quinze filhotes, um ano após a cópula. Este processo é vivíparo. Ou seja, o embrião se desenvolve internamente e se alimenta por meio de uma placenta ligada a parede uterina da mãe. 

Os filhotes do galha-branca nascem com 60 a 65 centímetros de comprimento. 

Ambos os sexos alcançam a maturidade sexual por volta dos seis ou sete anos. 

Tubarão-galha-branca-oceânico
Tubarão-galha-branca-oceânico

Ameaça

Como acontece com muitos tubarões, o galha-branca também está em perigo devido a pesca incessante da espécie, que é capturado para o uso de suas barbatanas, que tem um alto valor no mercado. Isso, em conjunto seu crescimento lento, uma maturidade sexual tardia e a sua baixa reprodução colocaram o animal na lista da IUCN. 

Curiosidades 

  • No Pacífico o galha-branca se associa com a peixe-piloto. Acredita-se que isto acontece porque este animal é ótimo em localizar cardumes e lulas. 
  • Habita oceanos Pacífico, Índico e Atlântico. 
  • Mesmo sendo de diferentes regiões geográficas, todos têm a mesma cor nas nadadeiras dorsais, pélvicas e peitorais. A cor do torso muda de cinza a marrom. Aliás, recebeu o nome de galha-branca devido essa traço. 
  • Seus olhos são pequenos. 
  • Ele vive em alto mar e baixas profundidades, cerca de 150 metros. 
  • É frequentemente capturado por engano junto com atuns. 

Os tubarões mais perigosos do mundo 

Como dito, o tubarão-galha-branca está entre os indivíduos mais perigosos do mar. Agora, vamos aos outros animais que fazem parte dessa lista. 

Tubarão-limão

É conhecido por ser um caçador de outras espécies de tubarões, além de aves marinhas, lulas, raias e crustáceos. Normalmente não é agressivo com humanos, a não ser quando é provocado. 

Tubarão-azul 

Este pode comer tanto que não dá nem para imaginar para onde vai tanta comida. Ele tem um apetite quase insaciável. 

Gosta de comer anchovas, sardinhas, cavalas, aves, focas, lulas e tartarugas. Costuma atacar barcos pequenos de pesca ou mergulhadores. 

Cação-mangona 

Este animal habita águas rasas, mas ele pode se acomodar em locais com até 200 metros de profundidade. É visto no oceano Pacífico, Índico, leste e oeste do Atlântico, e nos mares do Mediterrâneo e Adriático. 

Tubarão-cinzento-dos-recifes 

Criatura ativa durante o dia, mas o cinzento sai mesmo para caçar a noite. Sua dieta é a base de peixes dos corais, crustáceos e polvos. 

É do tipo bem sociável e curioso, o que acaba fazendo ele se aproximar de mergulhadores. Quando se sente ameaçado, dobra seu corpo até ele formar um S. 

Tubarão-anequim 

Também conhecido como tubarão-mako, tem um corpo que lembra um torpedo e são os mais velozes do mundo. São predadores agressivos e atacam quando provocados. 

Segundo alguns relatos de pescadores, o bicho consegue escapar da linha de pesca e volta, em seguida, para atacar quem está a bordo da embarcação. 

Esses indivíduos não são animais que aceitam provocações sem revidar devidamente. Por isso, se encontrá-los, tente demonstrar o máximo de respeito. 

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