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Tipos de Tatu

O tatu é um mamífero com 21 espécies, não extintas, conhecidas. Pode ser encontrado em todo o continente americano, sempre em regiões mais úmidas.

O corpo é formado por uma carapaça dividida em cintas móveis. É um animal onívoro e os cupins e formigas são a base da dieta na grande maioria das espécies.

Tatu
Tatu

Tatu-Galinha

Nome científico: Dasypus novemcinctus
Subfamília: Dasypodinae
Estado de conservação: Pouco preocupante

Pode ser encontrado do sul dos Estados Unidos até o Norte da Argentina e Brasil. Também está presente nas Pequenas Antilhas em Granada, Trindade e Tobago.

Apresenta uma cabeça pequena e alongada, olhos pequenos e orelhas grandes e pontudas. Com uma cauda comprida e de ponta fina, esse animal pode atingir até 60 cm de comprimento e 5 kg de peso.

O corpo, castanho-castanho escuro com barriga levemente amarela, praticamente não possui pelos. Apresenta uma carapaça dorsal com nove cintas móveis.

Tatu-galinha-pequeno 

Nome científico: Dasypus septemcinctus
Subfamília: Dasypodinae
Estado de conservação: Pouco preocupante

Sendo uma das cinco espécies que ainda podem ser encontradas na caatinga brasileira, o tatu-galinha-pequeno também é encontrado na Bolívia, Paraguai e Argentina.

É extremamente parecido com o tatu-galinha, porém apresenta um tamanho menor, podendo chegar a medir no máximo 25 cm de comprimento e pesar 1,50 kg. Além disso, apresenta apenas seis ou sete cintas móveis.

Tatu-mulita

Nome científico: Dasypus hybridus
Subfamília: Dasypodinae
Estado de conservação: Quase ameaçada

O tatu-mulita é encontrado no Uruguai, Paraguai, Argentina e sul do Brasil.

Também se difere do tatu-galinha pelo tamanho e número de cintas móveis, que são entre seis ou sete. Já o seu peso não ultrapassa 2,5 kg.

Tatu-dos-llanos 

Nome científico: Dasypus sabanicola
Subfamília: Dasypodinae
Estado de conservação: Quase ameaçada

Sua presença é restrita à Colômbia e Venezuela. Também apresenta semelhança com o tatu-galinha, mas pode chegar a pesar 9,5 kg com um comprimento de no máximo 60.

A carapaça apresenta de seis a onze cintas móveis.

Tatu-de-quinze-quilos 

Nome científico: Dasypus kappleri
Subfamília: Dasypodinae
Estado de conservação: Pouco preocupante

Essa espécie foi registrada na Colômbia, Venezuela, Guiana, Suriname, Guiana Francesa e na Bacia Amazônica do Brasil, Equador, Peru e Bolívia.

Com um tamanho um pouco maior do que do tatu-galinha, o tatu-de-quinze-quilos apresenta de 7 a 8 cintas em sua carapaça. Os joelhos são dotados de duas fileiras de escudos e as garras das patas são desenvolvidas do que em outras espécies.

Tatu-peludo-peruano 

Nome científico: Dasypus pilosus
Subfamília: Dasypodinae
Estado de conservação: Dados insuficientes

Encontrada unicamente no Peru, essa espécie é pouco conhecida. Apresenta a estrutura corporal similar ao tatu-dos-llanos, porém é facilmente diferenciado pela presença de longos pelos castanhos-avermelhados ou marrons-acinzentados.

Mulita de Yepes 

Nome científico: Dasypus yepesi
Subfamília: Dasypodinae
Estado de conservação: Dados insuficientes

Nativa da Argentina, seu alcance pode se estender até a Bolívia e Paraguai. Assim como a espécie anterior, existe uma grande deficiência do estudo em campo dessa espécie. De modo geral, assemelha-se com as outras espécies da família que pertence.

Pichiciego-maior 

Nome científico: Calyptophractus retusus
Subfamília: Euphractinae
Estado de conservação: Dados insuficientes

O pichiciego-maior pode ser encontrado na região do Chaco, no centro e sudeste da Bolívia, noroeste do Paraguai e extremo norte da Argentina.

Apresenta um tamanho pequeno, que pode atingir no máximo 17,5 cm, com uma cauda de até 3,5 cm. A carapaça possui 24 cintas móveis, com uma coloração variando de marrom-claro a marrom-amarelado. Apresenta uma pelagem densa na parte inferior do corpo, com cor branca ou amarelada.

Tatu-peludo-chorão 

Nome científico: Chaetophractus vellerosus
Subfamília: Euphractinae
Estado de conservação: Pouco preocupante

Essa espécie é conhecida na região do Chaco da Bolívia, Paraguai e Argentina. Sua presença em Peru não é confirmada.

Com um tamanho pequeno que não ultrapassa 40 cm de comprimento e 1,5 kg de peso, o tatu-peludo-gritador é caracterizado por possuir a orelha mais longa do seu gênero. Possui o corpo coberto de longos pelos, que se tornam mais densos na parte inferior do corpo.

O apelido é em decorrência do seu hábito de chiar quando se sente ameaçado ou é manipulado.

Grande-tatu-peludo 

Nome científico: Chaetophractus villosus
Subfamília: Euphractinae
Estado de conservação: Pouco preocupante

É umas das espécies mais numerosas de tatus da América do Sul, podendo ser encontrado na Bolívia, Paraguai e Argentina.

O grande-tatu-peludo pode ultrapassar os 50cm de comprimento e atingir um peso de até 3,5kg. A carapaça apresentar de 7 a 8 cintas móveis, e pelo menos duas cintas no pescoço.

O corpo é coberto de longos pelos, que apresenta uma coloração mais pálida na superfície do ventre.

Tatu-peludo-andino 

Nome científico: Chaetophractus nationi
Subfamília: Euphractinae

Estudos realizados em 2016, mostraram que não existe diferença suficiente entre o C. nationi e o C. vellerosus, sendo assim essa espécie foi considerada inválida, sendo reconsiderados como parte da subespécie do C. vellerosus.

Pichiciego-menor 

Nome científico: Chlamyphorus truncatus
Subfamília: Euphractinae
Estado de conservação: Dados insuficientes

É o único representante do gênero Chlamyphorus e pode ser encontrado apenas na Argentina. É um dos mamíferos mais raros do mundo que, em cativeiro, não sobrevive mais do que 8 dias.

Sendo a menor espécie de tatu, o pichiego-menor mede pouco mais de 10 cm e passar a maior parte da sua vida debaixo da terra. É a única espécie que perdeu a parte lateral da carapaça, onde as cintas se movimenta livremente.

Outra particularidade da espécie é o formato de um diamante na ponta do seu rabo, sendo utilizado como uma quinta cauda.

Tatu-peba 

Nome científico: Euphractus sexcinctus
Subfamília: Euphractinae
Estado de conservação: Pouco preocupante

O tatu-peba, também conhecido como tatu-peludo ou tatu-cascudo, é a única espécie do gênero Euphractus. Pode ser encontrado na parte leste da América do Sul, incluindo o Brasil, Uruguai, Paraguai, Argentina e Bolívia. Também é possível encontra-lo nas savanas Sipaliwini, no Suriname.

Sem a cauda, o tatu-peba pode chegar a medir mais de 40 cm de comprimento. A cauda, possui um tamanho que varia de 11 a 24 cm e o peso desse animal varia de 3 a 6,5 kg.

Para conhecer mais sobre essa espécie, leia o artigo: Tatu-peba

Tatu-pichi 

Nome científico: Zaedyus pichiy
Subfamília: Euphractinae
Estado de conservação: Quase ameaçada

Pode ser encontrado na Argentina e Chile. É uma espécie relativamente pequena, medindo aproximadamente 27 cm de comprimento, com um peso de no máximo 1,5kg. A carapaça é formada por 6 a 8 cintas móveis.

Tatu-do-rabo-de-porco 

Nome científico: Cabassous centralis
Subfamília: Tolypeutinae
Estado de conservação: Dados insuficientes

A sua presença varia no estado de Chiapas, no México, oeste da Colômbia, noroeste do Equador e norte-ocidental da Venezuela.

O seu tamanho varia entre 30 a 42 cm de comprimento e pode atingir o peso máximo de 3,5 kg. Ao contrário dos outros tatus, ele não apresenta escama na parte de trás da orelha.

Sua carapaça é composta de dez a treze cintas móveis.

Tatu-de-rabo-mole-de-Chaco 

Nome científico: Cabassous chacoensis
Subfamília: Tolypeutinae
Estado de conservação: Quase ameaçada

Essa espécie ocorre no oeste do Paraguai e centro-norte da Argentina, nunca tendo sido registrada na Bolívia.

É a menor das espécies entre os tatus de rabo mole e a carcaça apresente entre dez a trezes cintas móveis.

Tatu-de-rabo-mole-grande 

Nome científico: Cabassous tatouay
Subfamília: Tolypeutinae
Estado de conservação: Pouco preocupante

Sua ocorrência é registrada no leste e sul do Brasil, nordeste do Uruguai, nordeste do Uruguai e da Argentina e sudoeste do Paraguai. Os registros de sua ocorrência em Buenos Aires nunca foram confirmados.

Podem medir até 50 cm de comprimento, atingindo um peso máximo de 3kg.

Tatu-de-rabo-mole 

Nome científico: Cabassous unicinctus
Subfamília: Tolypeutinae
Estado de conservação: Pouco preocupante

É uma espécie sul-americana encontrada no Brasil, Andes, Colômbia, Peru, Equador, Venezuela, Guiana, Guiana Francesa e Suriname.

O comprimento do corpo varia entre 34 a 45 cm e o peso pode chegar a 4,8 kg. A carapaça é composta de 10 a 13 cintas móveis.

Tatu-canastra 

Nome científico: Priodontes maximus
Subfamília: Tolypeutinae
Estado de conservação: Vulnerável

Também conhecido como tatuaçu, essa espécie pode ser encontrada no norte da Venezuela, nas Guianas, ao sul do Paraguai e norte da Argentina. Também pode ser encontrada no Brasil, apesar da população ser reduzida.

É o maior tatu existente, podendo chegar a medir 1,5 m de comprimento e pesar até 60 kg.

Tatu-bola-da-caatinga 

Nome científico: Tolypeutes tricinctus
Subfamília: Tolypeutinae
Estado de conservação: Vulnerável

Mascote da copa do mundo de 2014, o tatu-bola-da-caatinga é uma espécie exclusivamente brasileira, sendo encontrada nos mais diversos estados como a Bahia, Ceará, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Piauí, Maranhão, Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais, Tocantins, Paraíba e Rio Grande do Sul.

Pode chegar a medir 39 cm e seu peso máximo registrado foi de 1,6 kg.

Tatu-bola 

Nome científico: Tolypeutes matacus
Subfamília: Tolypeutinae
Estado de conservação: Quase ameaçada

Também conhecido como mataco, o tatu-bola é encontrado na Bolívia, Brasil, Paraguai e Argentina.

Sendo um pouco menor que o tatu-bola-da-caatinga, seu comprimento varia em torno de 32 cm e o peso próximo de 1,2 kg.

Apesar da breve descrição, fizemos uma pesquisa para tentar passar as principais características físicas de cada espécie. Através dessa pesquisa, notamos a grande deficiência de pesquisas de campo em muitas espécies, não somente através de artigos acadêmicos em português, mas também em inglês e espanhol.

A própria IUCN, que é constituída pela união de mais de 1250 organizações, incluindo governos nacionais, não descreve e avalia algumas das espécies de tatu pela falta de informação.

Se você por acaso for da área de zoologia ou biologia, fica uma valiosa dica de conduzir um estudo acerca de alguma dessas espécies, que certamente será utilizado pela maior organização mundial do segmento.

E mesmo se for de outra área, esperamos contar com seu comentário e opinião acerca do assunto abordado nesse tópico.

3 comentários

  1. Bom dia! Certa vez viajando à noite, deparei-me com um estranho animal atravessando a rodovia! Era bem parecido com um tatu, porem com grandes dimensões, cabeça arredondada e pelos pelo corpo, o animal era de cor clara. Até hoje não consegui identificar que belo espécime era aquele!

  2. Olá, agradeço pelas informações acima.
    Sou da area zoológica e estou fazendo um trabalho sobre a conservação da espécie e seu uso para produção visando o mercado que aprecia a carne desse animal, tendo em vista uma produção consciente.

  3. Sebastiao francisco da silva

    Muito trabalho, perfeito , conheço grade variedes destes. Inclusive o canastra, o bola , bolinha.. tatu galinha. Estranhei não ver o tatu testa de ferro. Parabens pelo trabalho.seba

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