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Tigre-do-cáspio

O Tigre-do-cáspio, também conhecido como tigre persa, foi admitido como uma subespécie por Mazak em 1981. Os últimos registros na natureza ocorreram no início dos anos 70, não havendo, inclusive, nenhum exemplar em cativeiro. Em 2003 foi declarado oficialmente extinto, como pode ser verificado na página oficial da Lista Vermelha da IUCN: Panthera tigris ssp. Virgata

Tigre-do-cáspio
Tigre-do-cáspio

Classificação

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Mamalia
Ordem: Carnívora
Família: Felidae
Gênero: Panthera
Espécie: Panthera tigris
Subespécie: Panthera tigris virgata

Habitat

O tigre-do-cáspio vivia disperso em várias regiões por todo o sudoeste asiático. Sua localização se estendia desde o leste da Turquia e norte do Iraque até o oeste da China, sendo encontrado em várias localidades banhadas pelo Mar Cáspio, passando pelos montes Cáucaso, Afeganistão, antiga Ásia Central e Mongólia. Houve inclusive, relatos da sua presença ao sudoeste da Sibéria

Características Físicas

Sendo o terceiro maior tigre já existente, um macho adulto pesava entre 170 a 240kg, com um comprimento variando de 2,70 até 2,90m

O tigre-do-cáspio era caracterizado por uma pelagem amarela dourada com listras estreitas de cor marrom, com tonalidade variando em cada exemplar. Além da presença de áreas brancas no rosto, havia uma faixa branca que abrangia do peito até toda a extensão da barriga, descendo, inclusive, em parte das pernas.

Com um corpo robusto e alargado, a pelagem era mais longa em períodos de frios, o que garantia ao animal uma espécie de barba branca. As partes, fortes e bem desenvolvidas, apresentavam uma garra mais larga do que das outras subespécies de tigre, que lhes permitia percorrer grandes distâncias. A cauda era curta e possuía alternância de listras marrons e brancas.

Hábitos e Alimentação

Solitário e com hábitos noturnos, como é usual entre as subespécies de tigre, o tigre-de-cáspio gostava de viver em locais com vegetal alta e densa, com presença de árvores e próximo ao curso dos rios.

Chamado de tigre viajante, o tigre-de-cáspio tinha o hábito de migrar, diferente de outros tigres, seguindo o deslocamento de suas presas.

As suas presas incluíam grandes mamíferos selvagens, como camelos, alces, cavalos, asnos, porcos, dentre vários outros.

Reprodução

O tigre-do-cáspio se reproduzia com um intervalo de aproximadamente três anos, onde a gestação durava entre 93 e 112 dias e originava de dois a três filhotes.

Com oito semanas de vida, os filhotes já estavam prontos para acompanhar a fêmea nas caçadas e com seis meses aprendiam as técnicas de caças. Tornavam-se independentes somente a partir dos dois anos de idade.

Extinção

No começo do século XX, após grande parte da área onde o tigre-do-cáspio vivia ser anexada ao Império Russo, foi declarado a intenção de acabar com os tigres da região para implementar um programa de colonização.

Após essa declaração, iniciou-se as estratégias para acabar com os tigres da região, ocorrendo, inclusive, uma operação por parte do exército russo com a finalidade de exterminar todos os tigres ao redor do Mar Cáspio.

Com grande parte dos tigres abatidos, houve o desmatamento das florestas e sem alimentos os tigres foram obrigados a recuar das planícies para áreas onde ainda haviam florestas e, posteriormente, para os pântanos ao redor de alguns rios até finalmente chegarem as montanhas.

Mas essa mudança de território não foi suficiente para garantir a sobrevivência da subespécie, que continuava sendo caçada. Além do grande valor da sua pele, a recorrente falta de alimentação em meio selvagem obrigava os tigres a caçar animais domésticos. Com isso, eram encarados como ameaça pelos proprietários dos animais atacados e, consequentemente, os tigres-do-cáspio eram exaustivamente caçados.

O tigre-de-cáspio foi oficialmente declarado extinto em 2003, mas não há um consenso sobre a data real de sua extinção. Segundo a informação presente na página da IUCN, o ano de 1970 é considerado a data em que a subespécie foi vista pela última vez. Foi nesse ano, que teria ocorrido uma morte documentada ao leste da Turquia. Existe ainda um relato, sobre um exemplar dessa subespécie que teria sido capturado e morto em 1997, no norte do Afeganistão, mas não há qualquer evidência que corrobore essa informação.

Vale mencionar que não há exemplar da subespécie nem em cativeiro, sendo que o último tigre-do-cáspio em cativeiro morreu em 1899, no zoológico de Berlim.

Após análise genética da pele do tigre-do-cáspio, através de amostras existentes em museus, constatou-se a proximidade genética com a subespécie tigre siberiano (Panthera tigris altaica), sendo diferenciado por uma única letra do código genético. Mediante isso, o Cazaquistão manifestou interesse em reintroduzir os tigres ao redor do lago Balkhash, lugar que já serviu de lar para o tigre-do-cáspio.

Será que ainda há esperança para essa subespécie? Que tal deixar um comentário com sua opinião?

Um comentário

  1. Algumas fontes afirmam que o extraordinário Tigre do Cáspio se tornou extinto há mais de 40 anos. Através da análise genética moderna, descobriu-se que o Tigre do Cáspio e o Tigre Siberiano ou Amur ainda são vistos e são separados por uma única letra do código genético.

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