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Qual é o Hábito Alimentar do Argentinossauro?

Dentre as muitas curiosidades que cercam os dinossauros e sua existência está, por exemplo, a sua dieta. Apesar de lembramos mais dos carnívoros, como o Tiranossauro Rex, nem todos tinham os mesmos hábitos alimentares. Sabia que muitos deles só comiam folhas, como é o caso Argentinossauro. Por isso ele é considerado um herbívoro. Os cientistas acreditam que por causa do sangue quente, o que quer dizer que ele teria que comer muito mais para ter energia o suficiente para sobreviver, o animal seria capaz de ingerir de 5 a 6 toneladas de planta, diariamente. Mas isso é apenas uma teoria, pois essa seria uma quantidade impossível devido ao tamanho da boca do bicho. Antes, quando se achava que ele tinha sangue frio, o número de refeições diárias chegava a uma tonelada. Mas existem diversas possibilidade quando falamos da dieta dessa criatura, assim como em outras áreas. A falta de fósseis completos dificulta a descoberta de maiores detalhes, mas vamos falar sobre o que a ciência já sabe sobre ele. 

Sobre o Argentinossauro

Conhecido cientificamente como Argentinosaurus huinculensis, seu nome significa, em latim, “lagarto da Argentina” ou “réptil argentino de Huincul” e é uma homenagem ao local onde ele foi encontrado. O bicho é um saurópode e faz parte da infra-ordem Neosauropoda, super-família Titanosauridae e da família Andesauridae. 

É um dinossauro herbívoro e quadrúpede. Devido ao seu comprimento, ele chegava a 35 metros de altura e uma massa que variava entre 60 a 90 toneladas, é considerado um dos maiores animais que já viveu na face da Terra. Além do tamanho, uma de suas maiores características era o rabo e pescoço longo. Mas, por causa das vértebras rígidas que tinha, ele quase não conseguia movimentar essas regiões. 

Argentinossauro
Argentinossauro

A descoberta do Argentinosaurus

Por mais que esse seja um trabalho dos paleontólogos, muitas descobertas são feitas por pessoas comuns, que vão fazer escavações em suas terras e acabam se deparando com ossadas mais antigas que a própria humanidade, e foi isso que aconteceu com esse dinossauro. O civil que achou pela primeira vez na história essa espécie foi um fazendeiro argentino, chamado Guilhermo Heredia. Sua propriedade ficava na província de Neuquén, na Argentina. Ao perfurar uma região de sua fazendo ele encontrou o que achou, inicialmente, ser troncos petrificados. Mas, olhando mais de perto, percebeu que se tratava de ossos gigantes e logo entrou em contato com o paleontólogo Rodolfo Coria e sua equipe do Museu Carmen Funes em Plaza Huincul, na região da Patagônia. 

Assim que identificaram se tratar de uma ossada de uma espécie nova, as escavações começaram em 1989. Esta levou várias meses. O grupo conseguiu retirar das rochas alguns ossos, como costelas, vértebras, tíbias e partes da pélvis do bicho. Com ajuda do Dr. José Bonaparte, do Museu de Buenos Aires, eles iniciaram um estudo que levou quatro anos para ser concluído. Ao final deste, eles apresentaram o novo espécime para a comunidade científica, em 1993. 

E por causa da pouca disponibilidade de fósseis achados, algumas informações permanecem as escuras. Diversos dados já foram divulgados e modificados ao longo dos anos com relação ao tamanho da criatura. Já foi lado que ele media 30 a 30 metros de comprimento, e tinha um peso entre 50 a 100 toneladas de massa. A última atualização ocorreu em 2017 e foi feita por Nima Sassani, que calculou que o dinossauro teria 37 metros e um peso 90 toneladas. 

Também não se sabe onde ele vivia, em específico ou como, mas se sabe que ele ocupava a mesma área do terópode Giganotossauro. 

Quanto de comida os dinossauros consumiam? 

Lembra que comentamos no começo do texto que um dos mistérios deste universo é como era composta a dieta desses animais? Já se sabe que existem grupos de carnívoros e herbívoros. Alguns cientistas acreditam, por exemplo, que na verdade o T-Rex não era totalmente carnívoro, pois ele também consumia frutas. Mas essa é uma afirmação que ainda não dá para fazer. 

Mas outro fato ainda desconhecido pelos especialistas é quantidade que eles consumiam diretamente, levando em consideração não somente seu tamanho, mas também o fato deles terem sangue quente. 

Muitos podem pensar que devido a sua estatura, quanto maior fosse o animal, igualmente seria a sua dieta. Bom, essa é uma meia verdade. Mas isso seria influenciado por muitos fatores, como a quantidade de tecido mole – carne, músculos, etc – que cada um teria. O que é algo difícil de saber, já que a maioria dos fósseis achados conservaram apenas ossos. Dificultando, por exemplo, saber o peso exato de cada um. 

Ainda tem a questão do metabolismo, que também interfere na dieta. Neste caso, como se descobriu que eles tinham sangue quente, isso quer dizer que eles precisavam de energia para sobreviver, como os mamíferos, mas a quantidade exata ainda é um mistério. Apesar disso, os cientistas acreditam que o grupo que mais necessitava comer era o dos saurópodes, os herbívoros gigantes, como o Argentinossauro. 

Estudos realizados pelo paleontólogo P. Martin Sandero, da Universidade de Bonn, sugere que este grupo tinha que consumir por dia cerca de 100 mil calorias, apenas em vegetais. É por isso que provavelmente passavam o dia todo comendo. 

Uma outra espécie que se sabe um pouco mais da sua alimentação é o tiranossauro rex. Um dos fatos comprovados é de que ele engolia carne com osso. Pelo tamanho da sua mandíbula, abocanhava 250 quilos de carne em uma só mordida. Isso equivale a meia vaca. A dúvida é de quanto em quanto tempo a criatura fazia essas refeições. Se levarmos em consideração os dados que temos dos bichos atuais, crê-se que, assim como hoje, ele realizava uma bela refeição reforçada e passaria alguns dias sem se alimentar, até caçar novamente. Mas não dá para ter certeza. 

E como os especialistas descobriram tudo isso? Bom, nas escavações eles não encontram apenas ossos. Por sorte ou não, dependendo do ponto de vista, o cocô desses animais também foram fossilizados. E aí que os especialistas conseguem saber mais ou menos como era a dieta dos dinossauros. Bom, a boa notícia é que está empedrado, então os pesquisadores não sofrem com o cheiro. 

 

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