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Quais São as Características do Corpo do Pterossauro?

O mundo animal em si é muito interessante, mas com certeza a existência dos dinossauros causa um certo ecstasy nas pessoas. Dá para acreditar que lagartos gigantes, com penas, voadores, carnívoros ferozes, com longos pescoços e rabos ou com uma carapaça composta de osso puro já habitaram a terra? Se não existissem fatos que comprovam sua existência, sem dúvida alguma acharíamos que eles são apenas personagens de algum filme hollywoodiano. Bom, eles também são. Mas eles existiram sim por aqui e dominaram o planeta há milhões de anos atrás. 

E ainda hoje são fontes inesgotáveis de pesquisa, já que provavelmente boa parte dos fósseis desses animais ainda não foram encontrados.
E dentre muitas espécies, hoje falaremos do pterossauro, um dinossauro voador. 

Sobre os pterossauro 

Pterossauro
Pterossauro

Como dito, o pterossauro era um réptil voador que viva perto das costas. Devido a isso, acredita-se que sua dieta era composta dos animais que habitavam essa fonte de água, como lulas e peixes.
Quanto ao seu corpo, apesar de não chegar tão perto de um tiranossauro ou um brontossauro, suas asas mediam cerca de 10,5 de comprimento, de uma ponta a outra. Essa estatura faz com que elas sejam tão compridas como um asa-delta. Incrível! 

Exibia também uma crista principal e longa que provavelmente era utilizada para ajudar a contrabalançar o enorme peso do seu bico. 

Um fato que ainda intriga os cientistas é como esses seres faziam para andar. Segundo as pegadas de fósseis preservados, eles caminhavam como quadrúpedes, utilizando as garras que ficavam no meio das asas. Esses cortantes eram formados por três dedos. Aliás, estas asas eram sustentadas por um único dedo, que evoluiu para se esticar e aumentar seu tamanho. 

Outro ponto interessante é que segundo fósseis encontrados que preservaram tecido mole, ou seja, não apenas ossos, como é comum, mostram que esse indivíduo tinha pelos em boa parte do seu corpo. Estes, porém, eram bem diferentes daquelas que hoje recobre o torso dos mamíferos. 

Apesar de ter vivido na mesma época, sabia que ele não é considerado um dinossauro? Na verdade, ele era da ordem dos répteis, como dito no começo do texto. Eles faziam parte de um grupo bem exclusivo, composto somente pela espécie. Apesar disso, acredita-se que eram parentes dos dinossauros, mas o parentesco é algo que ainda não foi confirmado pelos paleontólogos devido a falta de fósseis com características de réptil e pterossauro, o que ajudaria os cientistas descobriram o caminho evolutivo do grupo. 

E sabe qual era o único conjunto que conseguia voar antes deles? Os dos insetos. Alguns até desenvolveram certos traços, mas o máximo que conseguiram era planar no ar. Foi então que no fim do período Triássico, cerca de 210 milhões de anos atrás, eles surgiram e dominaram os céus. 

Eles podem ser confundidos com os dinossauros porque, além de terem vivido na mesma época, eles também morreram no mesmo período, há cerca de 65, milhões de anos atrás.
Ah, e este nome é usado para descrever não um, mas quatro répteis voadores. Vamos a eles. 

Eudimorfodonte 

Esse é o primeiro da espécie de que se tem notícia. Vivia na Europa e na América do Norte. Estavam por aqui há 210 milhões de anos atrás e tinha cerca de um metro de envergadura. Apresenta um tamanho reduzido, assim como sua cauda. Os paleontólogos acreditam que ele comia peixes que estivessem próximos da superfície, assim como de insetos que ele pegava no ar. 

Apesar de curta, a ponta do rabo tinha um formato de losango, e provavelmente era isso que ajudava o animal a controlar o seu vôo, algum muito parecido com um Flap de avião. 

Quetzalcoatlus 

Residindo na América do Norte, esse bicho viveu por aqui de 70 a 65 milhões de anos atrás. Tinha uma envergadura de cerca de 10 a 11 metros, com um peso de 250 quilos. Apesar dessa massa toda, assim como as aves hoje em dia, também tinha ossos ocos, que ajudava o bicho a levantar voo sem qualquer dificuldade devido as suas quilogramas. Essa envergadura fazia com que ele fosse um pouco maior que um avião de pequeno porte. Pequenino demais. 

Se alimentava de criaturas pequenas. Imagina-se que ele engolia filhotes de dinossauros por inteiro, isso em decorrência da falta de dentes na sua mandíbula. Algo como as cobras fazem. 

Pteranodonte

Outro residente da América do Norte, este indivíduo media de 7 a 9 metros de envergadura e dominou o planeta há 88 a 80 milhões de anos atrás. Ele era considerado um dos maiores da sua espécie. Sua características mais marcante era uma longa crista no topo da sua cabeça. Ele também não apresentava dentição. 

Acredita-se que para se alimentar de peixes, que agarrava e engolia com o seu bico, voava em bando, planando sobre a superfície do oceano. Assim como os outros, ficava perto das costas. 

Pterodáctilo

Por fim, temos o pterodáctilo. Viveu na terra entre 150 a 14 milhões de anos atrás. Ao contrário dos outros, ele vivia na região onde hoje é a Alemanha. Era bem menor que os outros, tinha um comprimento de 1,5 metros.
Ele é bem famoso por ter sido o primeiro do grupo a ser descrito e identificado como um réptil voador.
Apresentava uma cauda curta e um pescoço comprido. Por causa disso, é considerado expert quando o assunto é vôo. 

Aliás, os cientistas acreditam que este grupo voava muito melhor que as aves de atualmente. O que é incrível, principalmente se pensarmos pela quantidade de evolução que esses animais de hoje em dia passaram para tomam suas características atuais. Você pode ver eles entrando em ação em Jurassic World, quando um bando foge do “aviário” e ataca os visitantes do parque. Aliás, sabia que essa foi uma das cenas que mais irritou os cientistas? Primeiro, porque como falamos, eles não eram aves, mas, sim, répteis voadores. Segundo, porque os paleontólogos afirmaram que eles não seriam capazes de levantar uma pessoa e muito menos comê-las, já que a maioria se alimenta de peixes ou animais pequenos. Bom, nem tudo em Hollywood é perfeito. 

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