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Quais Raposas Existem no Brasil?

Raposas são animais em perigo de extinção em vários locais do mundo devido ao alto valor de suas peles. Neste processo, muitas espécies carecem de fontes com informações sobre sua existência atual, algumas podem estar extintas e outras em perigo real de extinção. Das 37 espécies catalogadas, 23 espécies estão presentes na atualidade, sendo que deste número apenas 3 espécies podem ser encontradas no Brasil, que são:

  • O cachorro do mato ou graxaim do mato, Cerdocyon thous;
  • O graxaim do campo, Pseudalopex gymnocercus;
  • A raposa do campo, Pseudalopex vetulus.

Vale ressaltar que das famílias existentes de raposas, somente a Vulpe é considerada como verdadeira. O restante das famílias é, portanto, composto por “falsas raposas”. Há um artigo neste site aqui que trata sobre este tema.

Pseudalopex vetulus
Pseudalopex vetulus

Vamos agora conhecer cada uma destas raras espécies, que infelizmente também estão sob ameaça de extinção:

Raposas do Brasil – Cachorro do Mato – Cerdocyon thous – Características

O Cerdocyon thous, mais conhecido como graxaim do mato ou cachorro do mato, tende a ter tamanho e forma similares para a maioria das raposas. É principalmente marrom-acinzentado, com áreas amareladas nas pernas e face, e em sua cauda e orelhas longas e largas, de ponta preta. Suas pernas são curtas e fortes e sua pelagem é grossa e curta. Ao longo das patas traseiras, há uma faixa preta, com uma faixa preta na espinha. As pontas dos ouvidos, cauda e pernas são pretas e as orelhas são redondas e largas. O torso é bastante estreito.

Cachorro do Mato
Cachorro do Mato

Cachorro do Mato – Cerdocyon thous – Distribuição

Esta espécie vive na região central da América do Sul. Ela varia da Colômbia e Venezuela até o Uruguai, o Paraguai e o norte da Argentina. Seu habitat inclui principalmente savanas e bosques; no entanto, sabe-se que ela vive em uma variedade de outras áreas, incluindo áreas de borda e florestas. Pode preferir áreas mais altas durante a estação chuvosa, movendo-se para terras baixas na estação seca.

Cachorro do Mato Distribuição
Cachorro do Mato Distribuição

Cachorro do Mato – Cerdocyon thous – Habitat e Comportamento

O cachorro do mato é principalmente noturno e também ativo durante o anoitecer, passando o dia em um covil cavado por outros animais. Essas raposas viajam juntas em pares, mas caçam individualmente. Seu território varia de 0,6 a 0,9 km2. Na estação seca, essas raposas tendem a ser mais territoriais do que na estação chuvosa, embora ocorram sobreposições de territórios.

Os esconderijos costumam ter grama e arbustos espessos, e cada cova costuma ter muitos buracos de entrada. Apesar de serem capazes de escavar, as raposas preferem assumir as tocas de outros animais. Os métodos de caça diferem de acordo com o tipo de presa. Eles fazem vários sons característicos, incluindo latidos, uivos e gemidos, quando pares de raposas perdem contato.

Cachorro do Mato Habitat
Cachorro do Mato Habitat

Cachorro do Mato – Cerdocyon thous – Dieta

O cachorro do mato é onívoro, alimentando-se principalmente de caranguejos, peixes, répteis, roedores, pássaros, insetos, ovos e frutas. Mas, é também um animal oportunista e se alimentará de restos de outros animais e o que estiver mais acessível dependendo da estação do ano e região em que habitar.

Cachorro do Mato Características
Cachorro do Mato Características

Cachorro do Mato – Cerdocyon thous – Reprodução

Esta espécie é monogâmica e geralmente se reproduzem duas vezes ao ano, com 7 a 8 meses de intervalo. A gestação dura de 52 a 59 dias e as fêmeas dão à luz 2 a 6 filhotes. Os filhotes de raposa nascem com os olhos e orelhas fechados e sem dentes. Seus olhos se abrem aos 14 dias. Aos 30 dias eles podem começar a digerir alimentos sólidos e aos 3 meses eles são desmamados. A maturidade sexual é atingida aos 9 meses.

Raposas do Brasil – Graxaim do campo – Pseudalopex gymnocercus – Características

Lycalopex gymnocercus é uma raposa de tamanho médio que tem uma parte traseira cinzenta malhada com partes inferiores cinzentas mais pálidas. A cabeça, o pescoço e as orelhas grandes são amareladas, assim como as laterais das pernas. O focinho é preto até os cantos da boca.

Como outras espécies do gênero, a cauda longa e espessa possui duas manchas pretas: uma na parte superior na base e outra na ponta. Estes animais pesam entre 4,2 e 6,5 kg e uma média de 62 cm de comprimento. O comprimento da cauda é em média de 34 cm. Os machos são aproximadamente 10% mais pesados ​​que as fêmeas.

Graxaim
Graxaim

Graxaim do campo – Pseudalopex gymnocercus – Distribuição

Também conhecidas como as raposas dos pampas, são encontradas no Paraguai, Uruguai, sul do Brasil, leste da Bolívia e norte do Rio Negro na Argentina.

Graxaim do campo – Pseudalopex gymnocercus – Habitat

Essas raposas são encontradas nos campos de pampas, colinas, charnecas, cristas e desertos. Eles preferem planícies e campos com grama alta, serras e pequenas áreas estreitas de madeira ao longo de córregos e ocasionalmente áreas de floresta.

Graxaim do campo Habitat
Graxaim do campo Habitat

Graxaim do campo – Pseudalopex gymnocercus – Dieta

O Lycalopex gymnocercus é onívoro, mas come principalmente carne. Aproximadamente 75% da dieta é composta por percentagens iguais de roedores, lagomorfos (coelhos e lebres) e aves. Essas raposas são conhecidas por comer rãs e lagartos. Frutas e outras matérias vegetais, como caules de cana de açúcar, às vezes são consumidas. Perto de moradias humanas, é dito que elas pegam aves domésticas.

Graxaim do campo – Pseudalopex gymnocercus – Comportamento e Reprodução

As raposas dos pampas geralmente são solitárias, mas são vistas em pares durante a época de acasalamento. A criação é monogâmica e ocorre de julho a outubro. Ambos os pais cuidam dos jovens. A gestação dura de 55 a 60 dias. As fêmeas carregam de três a cinco filhotes em uma cova entre as rochas, sob as bases de árvores ou em tocas feitas por outros animais.

Os jovens nascem quase pretos, mas aos poucos vão clareando à medida que crescem. Aos dois ou três meses, os jovens começam a caçar com os pais. A idade na maturidade é desconhecida. A raposa masculina traz comida para a fêmea e seus filhotes, que ficam dentro do covil até os filhotes terem cerca de três meses de idade. Neste momento, os filhotes começam a caçar com seus pais.

Raposas do Brasil – Raposa do campo, Pseudalopex vetulus – Características

As raposas do campo são pequenas, com focinho curto e dentes pequenos. Sua pele é de cor acinzentada, com um corpo pálido e orelhas e pernas amareladas. Há uma listra escura ao longo da linha dorsal e a ponta da cauda. O exterior das pernas é amarelo e há uma mancha preta acima da glândula da cauda.

Raposa do campo, Pseudalopex vetulus – Distribuição

Vivem nas regiões de Minas Gerais e Mato Grosso, no sudoeste do Brasil. São exclusivamente raposas brasileiras e não existem em outro local do mundo.

Raposa-do-campo
Raposa-do-campo

Raposa do campo, Pseudalopex vetulus – Habitat

Vivem em estepes de capim alto e em savanas intercaladas com “ilhas” arborizadas, bem como áreas montanhosas de montanha em florestas abertas e matas escarpadas. Seu habitat se estende pelo terreno mais aberto do centro-leste do Brasil.

Raposa do campo, Pseudalopex vetulus – Comportamento

Estas raposas são geralmente tímidas, mas defenderão agressivamente seus filhotes. Eles normalmente usam tocas de outros animais e geralmente são diurnas, mas são frequentemente ativas à noite e durante o crepúsculo.

Raposa-do-campo Características
Raposa-do-campo Características

Raposa do campo, Pseudalopex vetulus – Dieta

Estas raposas são onívoras, mas parecem ser especialistas em cupins. As térmitas do gênero Syntermes são sua principal fonte de alimento e são encontradas em cerca de 89,5% de suas fezes. Elas se alimentam deste cupim durante todo o ano. Os outros alimentos consumidos pelas raposas incluem roedores, frutas, gafanhotos e besouros de estrume.

Raposa do campo, Pseudalopex vetulus – Reprodução

A reprodução ocorre no início do outono. O período de gestação é de cerca de dois meses e a fêmea dá à luz uma ninhada de 2 a 4 filhotes. Elas costumam usar covas de tatu abandonadas para criar seus filhotes.

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