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Polvo de Anéis Azuis, O Assassino Mais Bonito do Fundo do Mar

Ao que parece, os animais coloridos são os mais perigosos. O que acaba se tornando um característica mortal, já que é justamente esse traço que chama a atenção dos desavisados que querem, de alguma forma, ter contato com esses indivíduos. Claro que não podemos usar esse parâmetro para classificar todos esses bichos, mas se pensarmos em algumas espécies de sapos, por exemplo, como o dourado ou garimpeiro, podemos utilizar dessa característica. Assim como o pássaro pitohui, que vive na África e tem penas pretas e laranjas – sua penugem é venenosa -. O mesmo podemos dizer do polvo de anéis azuis. E é sobre ele que falaremos hoje. 

O Hapalochlaena maculosa é uma espécie de polvo facilmente reconhecível pelos seus visíveis anéis azuis – que medem 2 milímetros de comprimento – e estão espalhados por seu corpo, assim como pelo seu potente veneno. 

Esta criatura costuma habitar regiões da Austrália – um total de zero pessoas se choca com essa descoberta -. E apesar da sua toxina ser mortal, ele com certeza não assusta pelo tamanho. É um bicho pequeno, com apenas 12 centímetros.

Tem um corpo com aparência rugosa, com oito braços. Aliás, quando ele está em repouso, sua cor é cinza com marrom, é só quando está alarmado que as manchas azuis aparecem, surgindo de 50 a 60 pontos azulados. 

Ao todo, existem 10 espécies de polvos de anéis azuis, sendo todos eles venenosos. Os mais conhecidos são: Hapalochlaena maculosa e o Hapalochlaena lunulata, que é o maior da espécime. 

Polvo de Anéis Azuis
Polvo de Anéis Azuis

Alimentação 

A dieta da criatura consiste em camarões, caranguejos pequenos, assim como peixes, se a oportunidade surgir. Para caçar, ele costuma saltar sobre a presa, morde e utiliza seu bico para o sugar gradativamente. Ele “chupa”, a carne para fora do exoesqueleto do animal capturado. 

Em laboratório foi observado uma inclinação ao canibalismo, com o polvo comendo outros de sua espécie. Porém, tal feito nunca foi visto – ou registrado – na natureza. 

Habitat do polvo de anel azul 

Como dito, este bicho pode ser encontrado em algumas regiões da Austrália, assim como no Japão, Papua Nova Guiné, Filipinas, Ilhas do Salomão e Indonésia. 

Veneno 

Como citado anteriormente, normalmente indivíduos coloridos acabam chamando atenção das pessoas, o que pode ser um erro fatal para quem encontrar o polvo de anel azul. Seu veneno é composto de uma grande mistura de substância tóxicas conhecida como tetrodotoxina, que é capaz de levar a óbito um número considerável de vítimas. Uma pequena dose pode matar 20 seres humanos ou um búfalo que pesa 1200 quilos. Esse elemento é comparado ao do Conus, um caracol marinho, também muito venenoso. Aliás, ele é considerado um dos animais mais tóxicos do planeta.

O polvo só ataca quando se sente provocado. Quando revida para se defender de um  indivíduo que o provocou, o bicho faz o mesmo movimento de caça: pula sobre sua presa. 

É possível ver quando o polvo se torna agressivo, isso porque seus anéis ficam ainda mais visíveis. Ele introduz o veneno por meio de uma mordida, que mata em torno de 30 minutos. 

Para a nossa sorte, os incidentes com humanos são raríssimos, o que é ótimo, pois não existe antídoto para o seu veneno. 

Pessoas atingidas pela substância tóxica do polvo de anel azul deve permanecer sob cuidados médicos intensivos. O paciente é colocado em aparelho de respiração artificial, com ele permanecendo assim até que o próprio corpo consiga expelir a toxina do animal pela urina. 

Entre os sintomas sentidos pela vítima esta a perda de visão, náuseas, perda dos sentidos e das habilidades motoras e parada respiratória. 

Reprodução 

O ritmo de reprodução começa com o macho acariciando a fêmea com seu hectocotylus, seu braço modificado. Em seguida, ele sobe em cima da parceira e a cobre com o seu manto, tampando sua visão. Esse membro alterado é introduzido na fêmea e os espermatozóides são liberados em seu oviduto.

Ela botará de 5 a 10 ovos que ficarão protegidos sob seus tentáculos até que eles choquem, dali 50 dias. Os filhotes nascem em formato de larvas planctônicas. 

A mãe vai morrer durante esse processo, pois ela não consegue viver enquanto protege os ovos. Já os machos morrem logo após o acasalamento. Tanto eles quando as lulas têm uma expectativa de vida de apenas dois anos. 

Quando nascem, os bebês tem o tamanho de uma ervilha e, na fase adulta, alcançam um diâmetro de uma bola de golfe. 

Eles crescem rapidamente e já começam a acasalar no outono do próximo ano. 

Outros animais venenosos do mar 

1 – Caracol de cone-de-mármore (Conus marmoreus)

Caracol de cone-de-mármore
Caracol de cone-de-mármore

Pertencente a família Conus, o caracol de cone-de-mármore é encontrado principalmente no oceano Índico. Apenas uma gota do seu veneno é capaz de matar 20 adultos. Mas essa é uma ocasião rara e ele só usa essa característica para caçar. 

A substância costuma causar dor e uma irritação muito forte. Se não for tratado de forma imediata, a toxina pode causar sérios problemas de saúde. Existem 30 casos registrados de morte provocada pelo bicho. 

2 – Água-viva-caixa-australiana (Cubozoa) 

Água-viva-caixa-australiana
Água-viva-caixa-australiana

Outra animal venenoso originário da Austrália? Que surpresa, não. 

Aliás, ela é considerada uma das criaturas mais perigosas do mundo. Acreditava-se que, pelo menos, 100 pessoas são mortas por este indivíduo, anualmente.

Sua toxina atinge o coração, o sistema nervoso e as células da pele. Ainda para piorar, se é que é possível, a sensação é tão dolorosa que muitas vezes a vítima acaba entrando em choque e morre afogada ou sofre uma parada cardíaca antes de conseguir sair da água. E mesmo aqueles que sobrevivem padecem, por alguns dias após o contato com a água viva, de uma dor intensa. 

3 – Peixe-pedra (Synanceia verrucosa) 

Peixe-pedra
Peixe-pedra

Habitando principalmente regiões do oceano Índico e Pacífico, sua toxina causa tanta dor que diversas vítimas preferem ter o membro infectado amputado do que continuar sofrendo com os sintomas. 

Além disso, a substância também causa paralisia, choque e necrose do tecido afetado. Caso a pessoa não seja tratada, ela pode vir a óbito.

O veneno fica armazenado em espinhos que protegem o corpo do peixe-pedra. Em decorrência disso, a maioria dos acidentados foram atingidas por pisar no animal. 

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