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Polvo: Curiosidades, Alimentação, Reprodução e Fotos

Cientificamente, o polvo é chamado de “octopoda”. O nome é uma referência a quantidade de tentáculos que ele possui: oito.  Além disso, é um animal invertebrado do filo molusca, especificamente da classe cefalopoda.

Em termos de quantidade, estima-se que hajam, no mínimo, cem espécies distribuídas pelos oceanos da Terra. Trata-se de um animal exclusivamente marinho que tem preferência por águas tropicais.

No entanto, o polvo não se restringe apenas a isso, tendo muitas curiosidades sobre seu corpo, alimentação e até mesmo reprodução.

Corpo do Polvo

Como um animal molusco, o polvo possui o corpo mole e em seus tentáculos existem ventosas. Elas têm uma propriedade bem específica chamada de “quimiorreceptores”, que permite sentir não apenas a textura de um objeto, mas também o seu cheiro.

Além disso, as ventosas ajudam também o animal a captar seus alimentos e a se locomover com mais facilidade. Como os tentáculos são extremamente flexíveis, o polvo consegue se movimentar rapidamente na água.

Polvo
Polvo

A cabeça do polvo é comparada a um grande saco com olhos, devido ao seu formato levemente arredondado. Falando dos olhos, o animal possui uma visão altamente desenvolvida, útil para viver nas profundezas dos mares.

Um outro quesito muito desenvolvido no molusco é o seu sistema nervoso: dentre os animais invertebrados, o polvo é apontado como sendo o mais inteligente, capaz até mesmo de manusear ferramentas, assim como os seres humanos.

Quanto ao tamanho e peso do polvo, os dados podem variar bastante de espécie para espécie. O polvo-comum, por exemplo, pode pesar até 10 quilos e atingir aproximadamente 1,5 metros de comprimento. Segundo pesquisadores, o maior exemplar já encontrado media mais de 9 metros, chegando a ser chamado de “monstro do mar”.  

Do que o polvo se alimenta?

É um animal carnívoro que costuma comer crustáceos, basicamente, como caranguejos, lagostas e camarões, além de peixes e até mesmo outros moluscos. A prática de canibalismo, alimentando-se de outros indivíduos da mesma espécie, é comum ao polvo.

A maior parte das espécies costuma comer durante a noite pois, graças a sua visão desenvolvida, é uma tarefa fácil. Existem exceções, como o polvo comum do recife, que prefere sair em busca de alimentos enquanto é dia.

Reprodução do polvo

O processo começa quando a fêmea solta um feromônio sexual na água para atrair os machos e, ao mesmo tempo, impedir que eles tentem devorá-la, já que a prática de canibalismo é comum entre eles.

Além disso, a fêmea pode ser fecundada por mais de um parceiro. O macho, então, introduz um tentáculo específico e repleto de espermatozoides na fêmea, chamado de hectocotylus.

O polvo macho, inclusive, morre meses após a cópula.

Após todo o processo de fecundação, uma grande quantidade de ovos é depositada em locais devidamente abrigados para que os filhotes nasçam em proteção.

A fêmea cuida dos ovos e é responsável pelo momento da incubação. Ela se priva de quaisquer tipos de alimentos apenas para estar o tempo todo com os filhotes. Isso leva a sua morte assim que os ovos eclodem, já que é um processo exaustivo para o animal.

Durante o estágio larval do polvo, ele sobe até a superfície para se alimentar de zooplâncton. Com o passar do tempo, ele começa a assentar, já que ganha peso continuamente e entra no estágio juvenil, crescendo aos poucos.

Estima-se que apenas uma a cada cem larvas é capaz de chegar até a vida adulta.

Polvo
Polvo

Técnicas de defesa do polvo

Devido aos diversos predadores que existem em seu habitat, como tubarões, raias e alguns peixes grandes, o polvo precisa de meios para evitar ser devorado. Um deles é o que os cientistas chamam de natação rápida, em que o animal libera jatos de água através do próprio corpo e, graças ao impulso, consegue fugir de emboscadas.

Possuem também a habilidade de se camuflarem quando estão em situação de perigo; isso acontece graças aos cromatóforos, uma célula especial que permite que troquem rapidamente de cor. Eles se misturam com plantas e pedras para que possam passar despercebidos.

No entanto, a técnica de defesa mais conhecida continua sendo a liberação de tinta que o polvo é capaz de fazer. O líquido é, na verdade, uma substância composta por melanina e quando expelido se espalha pela água e a deixa turva por uma boa extensão. Além de afetar a visão dos inimigos, a substância atinge diretamente o olfato também, pois possui um cheiro capaz de distrai-lo.

Curiosidades sobre o polvo

  • São capazes de fazer amputação espontânea em seus tentáculos
  • Diferenciam-se da Lula por não possuírem um endoesqueleto (esqueleto interno)
  • Possuem uma alta resistência a torções, esmagamentos e até privação de oxigênio
  • Em estudos feitos, os polvos foram capazes de abrir potes fechados, demonstrando a inteligência que possuem
  • Nesse mesmo sentido, eles conseguiram também, através de jogos, demonstrar que possuem memória de curta e longa duração
  • O Reino Unido reconhece esse potencial do polvo e lhe conferiu o título de “vertebrado honorário”
  •  Em outros países, o animal só pode ser operado com anestesia, pois veterinários não querem lhe causar nenhum tipo de dor
  • As maiores espécies de polvos têm preferencias por mares frios
  • O menor polvo conhecido mede aproximadamente 1,5 centímetro e pode ser encontrado no Oceano Índico. Ele costuma ser procurado para ser criado em aquário, já que o tamanho diminuto pode se adaptar melhor a um ambiente fechado
  •  A inteligência do animal pode ser considerada ruim quando ele se torna um animal de estimação. Segundo relatos, ele é capaz de levantar a tampa do recipiente e fugir ou até mesmo entrar em outros aquários e devorar os animais que já moram lá
  •  Quando uma nova espécie é descoberta, o nome é dado de acordo com a preferência do biólogo que a encontrou
  • Entre as grandes espécies, destacam-se o Polvo Gigante do Ártico e o Polvo de Sete Braços.

O Polvo é conhecido basicamente pela sua tática de liberar tinta para fugir de predadores, mas esperamos que esse post tenha servido para mostrar que ele vai bem além disso!

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