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Pelicano Pardo

Características e Nome Científico

O pelicano pardo (Pelecanus occidentalis) é uma ave da família Pelecanidae. É também conhecido como pelicano pequeno, este nome alternativo se deve ao fato de, mesmo possuindo asas grandes que chegam a 2 metros, é a menor espécie dentre os pelicanos. O pelicano pardo quase foi extinto, a causa foi o uso indiscriminado de DDT na década de 1970. Contudo, no ano de 2009, ele foi retirado da lista de espécies em extinção. Há a presença de fósseis pelicanos com cerca de 30 milhões de anos. Seus parentes mais próximos são o cabeça de martelo e a cegonha bico de pato, já os parentes mais distantes são as garças.

Pelicano Pardo
Pelicano Pardo

Dimorfismo sexual

O macho é maior que a fêmea. Mede de 102 a 152 cm e pesa de 2,7 a 10 kg, apresenta envergadura de até 2,00 metros. O pelicano pardo é o único com a cor escura. Os adultos fora da época de criação têm a cabeça e pescoço brancos ou amarelados e corpos marrons cinzentos.

Reprodução

A reprodução dessa espécie acontece ao longo de todo ano, a fêmea e o macho constroem o ninho com galhos em árvores próximas a água, mas essa construção conjunta varia de espécie para espécie, no geral é o macho pelicano que o constrói.  Depois disso inicia o cortejamento da fêmea, perseguindo-a no solo e no ar e finalizando com toques e pancadas entre os bicos. Na época de reprodução, os bicos dos pelicanos ganham cores mais intensas. Os ninhos são construídos, muitas das vezes em ilhas e manguezais A nidificação ocorre quase sempre nos meses de março e abril.

A fêmea põe de 1 a 3 ovos que são incubados durante uns 30 dias. Os filhotes abandonam o ninho com cerca de 9 a 11 semanas, antes disso são alimentados por seus pais através da regurgitação, com aproximadamente 70 kg de peixes. Apenas mais tarde é que os filhotes se alimentam diretamente do peixe na bolsa da garganta dos seus progenitores. Após aprenderem a caçar os jovens pelicanos tornam-se independentes. As aves mais jovens atingem a maturidade sexual (e plumagem adulta completa) em qualquer lugar de dois a cinco anos de idade.

Distribuição geográfica

Há 5 subespécies de pelicano nas seguintes regiões:

Pelecanus occidentalis: Ilhas do Caribe e em território brasileiro;

Pelecanus occidentalis
Pelecanus occidentalis

Pelecanus occidentalis carolinensis: Maryland, Estados Unidos até o norte do Brasil;

Pelecanus occidentalis carolinensis
Pelecanus occidentalis carolinensis

Pelecanus occidentalis californicus: Oregon, Estados Unidos até o Panamá;

Pelecanus occidentalis californicus
Pelecanus occidentalis californicus

Pelecanus occidentalis murphyi: Colômbia até norte do Peru;

Pelecanus occidentalis murphyi
Pelecanus occidentalis murphyi

Pelecanus occidentalis urinator: Ilhas Galápagos.

Pelecanus occidentalis urinator
Pelecanus occidentalis urinator

Ao todo são reconhecidas 8 espécies de pelicanos, dentre elas destaco aqui:

Pelicano vulgar 

(Pelecanus onocrotalus): conhecido também como pelicano branco ou comum ocupa partes da Europas e da Ásia. É uma ave bem grande, com cerca de 150 cm de comprimento, pesa de 10 a 20 kg e tem uma envergadura de 390 cm. Os peixes marinhos são sua grande caça. No inverno costumam migrar para a África.

Pelicano australiano

(Pelecanus conspicillatus): habita a Austrália e Nova Guiné, possui uma envergadura de 160 a 180 cm e pesa entre 4 e 7 kg. Possui a ponta das asas e o dorso pretas e a cabeça, pescoço e ventre brancos. Na época de reprodução a pele muda para uma cor que lembra o dourado e a bolsa do bico se torna rosa.

Alimentação

A sua alimentação inclui, sobretudo, peixes, mas são inclusos também os crustáceos (lagosta, caranguejo) e tartarugas marinhas, de preferência recém nascidas. Os pelicanos são seres extremamente adaptados à vida marinha, retornando a terra apenas para nidificar. Seu bico é longo e possui uma bolsa ou papo que auxilia na pesca das presas, enquanto mantém o peixe dentro dela ele esvazia a água do bico e engole o peixe. A bolsa do bico do pelicano é duas ou três vezes maior do que o seu estômago. Essa bolsa o ajuda a pescar bastante, guardando alguns peixes para comer mais tarde. Ele possui uma interessante forma de capturar o seu alimento pode mergulhar fazendo um voo picado até a água, isso é muito eficaz, pois o pelicano consegue ver bem os peixes e pode agarrar mais de cada vez. Outra forma de capturar a sua comida é nadar sobre a água e mergulhar o bico na água quando o peixe passa. Bacana demais!

Tempo de vida

Essas aves têm relativamente uma vida longínqua, vivendo aproximadamente mais de 25 anos. Em cativeiro podem viver aproximadamente 40 a 52 anos.

O maior bico vai para?

O pelicano australiano é o grande vencedor! Seu bico pode chegar a ter quase meio metro. Assim cabem muitos peixes!

Dia livre

O pelicano não passa o dia todo a pescar, por volta de 9 horas da manhã sua alimentação costuma encontrar-se finalizada. O resto do dia ele usa para nadar, limpar as suas penas e ficar de bobeira. Quando o dia está muito quente, as suas enormes asas são muito úteis para refrescar o corpo. A bolsa do bico também o ajuda nessa tarefa!

Ave e ser humano

Pelicano Pardo
Pelicano Pardo

No Brasil apenas uma espécie aparece com relativa frequencia, o pelicano pardo. Esta espécie é a que convive mais próxima ao homem. A tática por ele usada para capturar o alimento é atirar-se na água ao avistar um peixe, e sair com ele dentro da sua “bolsa” para que outras aves marinhas não o roubem.

Combate à extinção

Na década de 1970 o pelicano foi quase extinto, pensando nisso foram desenvolvidos programas de conservação. Isso aconteceu, também, quando percebeu-se que essa ave era sensível à contaminação por inseticidas organoclorados, a exemplo o DDT (Dicloro Difenil Tricloroetano). No Brasil o uso destes inseticidas já é proibido há décadas.

Fotos de Pelicano Pardo

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