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Peixe Leão: Curiosidades, Tamanho e Fotos

De aparência que passeia entre o bonito e o exótico, o peixe-leão, peru, dragão e escorpião é uma denominação usada para nomear indivíduos venenosos que fazem parte da família Scorpaenidae. Animal nativo das águas Indo-pacífica, eles são conhecidos por seus grandes espinhos dorsais e também por sua coloração listrada, que varia do vermelho, marrom, laranja, amarelo, preto e branco. 

O bicho é considerado um predador voraz, isso porque ele tem o hábito de encurralar sua presa com os perfurantes e, em seguida, com uma série de movimentos ágeis, engole a vítima por inteiro. 

Características e habitat 

Apesar de perigoso, o peixe não é muito grande. Ele mede apenas alguns centímetros de comprimento – sem levar em consideração seus espinhos – e pesa por volta de 200 gramas.

Sua expectativa de vida é de 15 anos. 

Ele é encontrado no mar do Caribe e no oceano Atlântico. 

Peixe Leão
Peixe Leão 

Hábitos 

Durante o dia, o peixe-leão passa suas horas abrigado em cavernas marinhas ou fendas. Só sai para comer na parte da noite. 

Alimentação 

Em cativeiro, é alimentado com camarão congelado, mas na natureza prefere comer peixes pequenos, na grande maioria das vezes consumindo-os ainda vivos. 

Reprodução 

Para atrair a fêmea, o peixe inicia uma dança do acasalamento. Caso está aceite o macho, tubos sairão do seu corpo para absorver parte da água salgada e ovos surgirão dentro desses tubos, que tem um aspecto de pequenas bolas. 

O macho precisa liberar seu esperma dentro deste local para que os óvulos possam ser fertilizados. 

O desenvolvimento dos filhotes é muito rápido. Um dia após a cópula eles já começam a ganhar forma. Dois dias depois surgem os alevins, que se alimentarão como pequenos peixes. 

Veneno 

E ele não só tem uma aparência intimidadora, como é mesmo um animal perigoso. Em seus espinhos existe uma quantidade de veneno que é passado para sua vítima. Estes estão dispostos nas regiões do ânus, pélvis e dorsal. Sendo 3 na primeira área, 2 na segunda, e de 12 a 13 na terceira. Cada um dos perfurantes detém duas glândulas, que são responsáveis pela produção e armazenamento da substância tóxica. O indivíduo também apresenta espinhos no peitoral, porém estes não são venenosos. 

Quanto a sua potência da toxina, ela vai depender do tamanho e da espécie do peixe-leão. Os principais sintomas causadas por essa substância são: edema no local da picada, dor intensa, assim como náusea, tontura, fraqueza nos músculos, dificuldade em respirar e dor de cabeça. 

Esse veneno é constituído de proteínas termosensíveis, o que faz este ser vulnerável ao calor, sendo assim, em contato com altas temperaturas o veneno desaparece. É por este motivo que o tratamento para a picada desse bicho é submergir a região afetada em um recipiente com água bem quente, em torno de 43 a 45 graus, por cerca de 40 minutos ou até a dor sumir.   

Curiosidades sobre o peixe-leão

  • Apesar de perigoso, tem se tornando um animal de estimação. 
  • Tem uma boca grande, assim como seu apetite. 
  • Cresce rápido. 
  • Seus espinhos são uma defesa contra peixes maiores. 
  • É do tipo ovíparo e a desova dos ovos acontece a noite. 
  • Quando criado em aquário, não pode viver com peixes de menos de 5 centímetro, estes serão comidos por ele. O ideal é que ele viva sozinho. 
  • Pode ser acostumado a consumir ração. 

Outros peixes perigosos 

1 – Baiacu (peixe-balão) 

Baiacu
Baiacu

O Tetraodontidae tem até uma cara simpática, mas na verdade ele está mais para o tipo de peixe de poucos amigos por um simples motivo: ele é venenoso. Para se ter ideia, ele é considerado o segundo vertebrado mais tóxico do mundo, perdendo apenas para a rã-dardo-dourada. 

E o mais incrível é que mesmo a substância que carrega no corpo sendo capaz de matar um ser vivo, o animal é servido como iguaria no Japão. Ele faz parte de um prato chamado fugu. Ele é também é usado na culinária coreana, em uma comida com o nome de bok-uh. 

Mas, isso não o torna menos perigoso, porque ele pode matar aqueles que o comem por asfixia. Isso acontece porque o bicho tem uma substância na sua pele chamada de tetrodotoxina, que é cem vezes mais forte que o cianeto. Ela pode causar dormência nos lábios e na língua, vômito, desmaio, aceleração do coração, dificuldade em respirar e paralisia dos músculos. Sendo assim, apenas chefs experientes podem preparar estes pratos. Isso que é gostar de se aventurar durante uma simples refeição.

2 – Peixe-pedra 

Peixe-pedra
Peixe-pedra

O Synanceia verrucosa parece com uma rocha e também é considerado um dos indivíduos mais perigosos do mundo. Ele habita principalmente locais do oceano pacífico e Índico. Seu veneno causa uma dor tão latente que algumas vítimas chegam a preferir ter o membro afetado amputado. 

Além disso, a toxina também causa choques, paralisia e necrose do tecido. E seu ataque é tão grave que se a pessoa não for tratada, ela pode vir a óbito. 

O veneno fica armazenado em um espinho meio gosmento que protege o corpo da criatura e, automaticamente, espanta seus predadores. 

Apesar disso, não são violentos e a maiorias das vítimas são picadas por pisar nele. 

3 – Enguia elétrica 

Enguia elétrica
Enguia elétrica

Moradora de riachos e lagoas do rio Amazonas, o peixe é muito conhecido na região devido a sua carga elétrica. Seu corpo possui cerca de 6 mil células chamadas de eletrólitos. Juntas, elas podem causar um choque de 600 volts. Quando um ser humano entra em contato com esse bicho, ele pode sofrer de insuficiência cardíaca. 

4 – Arraia elétrica 

Arraia elétrica
Arraia elétrica

Ao contrário do peixe-leão, outros indivíduos também são perigosos mesmo não tendo venenos em seus corpos, como é o caso da arraia elétrica. Ela pode ser encontrada nos mares temperados de todo o mundo. Sua descarga elétrica pode chegar aos 220 volts. Ele consegue fazer isso devido a presença dele de rins eletrônicos. Este produz e armazena a eletricidade por meio de contrações musculares. 

A arraia libera a energia quando precisa se defender de seus predadores ou quando quer capturar uma presa. 

Nem todos os peixes são passivos como pensamos. Por isso, cuidado aonde pisa ou em que toca. 

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