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Peixe-cabeça-de-cobra: Características e Fotos

Sabe aquela imagem que desenvolvemos desde criança do peixe como sendo um animal dócil e unicamente aquático? Seja por filmes, livros ou o próprio contato com os aquários, a ideia que predomina é a de animais calmos e que precisam continuar na água para permanecerem vivos. Mas e se eu te disse que existe uma espécie que contraria todos esses estereótipos? Aqui você vai compreender mais sobre o peixe cabeça-de-cobra (channa argus, cabeça achatada) e entender o porquê ele tem causado tanto alarde, principalmente nos Estados Unidos.

Essa espécie peculiar tem origem relatada em países como Rússia, China e até na Península da Coréia. No entanto, ela não parou por aí. Alguns cientistas especulam que ela se espalhou até os EUA por interferência humana. Acompanhe o pensamento deles.

Características do Peixe-cabeça-de-cobra

Os peixes cabeça-de-cobra são considerados por muitos como ideias para a prática do aquarismo, apenas para entretenimento. Mas para quem estivesse começando no ramo, cuidar dos animais poderia ser um pouco complicado, então a teoria desenvolvida foi a que esses criadores inexperientes acabaram depositando seus animais na própria natureza e, assim, eles se espalharam mundo à fora.

Peixe-cabeça-de-cobra
Peixe-cabeça-de-cobra

Uma característica importante é que eles se reproduzem muito rapidamente. Agora vem a parte principal: por que os Estados Unidos se preocupam tanto com o peixe cabeça-de-cobra?

A questão é que essa espécie é extremamente voraz no que diz respeito a alimentação. Ou seja, ela come tudo que estiver ao seu alcance, como plânctons, sapos, outros peixes e até mesmo pequenos lagartos. Devora sucessivamente e dificilmente é devorada, já que ambiente norte americano não há predadores para equilibrar a cadeia alimentar. Os peixes cabeça-de-cobra comem muito e continuam se reproduzindo rapidamente, impedindo que as instituições ambientais tenham um controle sobre a sua presença nos ecossistemas.

Só há um resultado para essa sequência: a extinção de espécies nativas.

De acordo com a União Internacional de Conservação da Natureza – organização sediada na Suíça –, as invasões biológicas são a segunda causa com maior potencial de causar a extinção. O primeiro lugar, obviamente, pertence à exploração comercial que com a caça, pesca e desmatamento, por exemplo, destrói mais rapidamente.

Peixe-cabeça-de-cobra
Peixe-cabeça-de-cobra

Com isso fica claro o motivo de preocupação: a presença do peixe cabeça-de-cobra implica na eliminação de muitas outras, essenciais ao equilíbrio ambiental.

A iniciativa tomada pelo Departamento de Recursos Naturais da Geórgia para lidar com essa proliferação foi a seguinte: tirar fotos com o máximo de detalhes possíveis a cada vez que o animal for encontrado no estado, além de descrever questões geográficas sobre a localização. Com as fotos, é possível identificar características e constatar se o animal é questão é realmente um peixe cabeça-de-cobra. Já as descrições geográficas são usadas para entender melhor os hábitos da espécie: rotas, tempo de estadia, etc. Com isso, é possível ter uma melhor noção do comportamento e, assim, especular movimentos futuros para serem interceptados.

A principal instrução, no entanto, foi a seguinte: qualquer exemplo de peixe cabeça-de-cobra encontrado deveria ser morto e congelado logo em seguida. A recomendação específica foi feita para evitar que os representantes da espécie encontrados fossem devolvidos para a natureza, já que isso implicaria na temível reprodução. Uma outra questão importante é que mesmo se fossem deixados para morrer em terra firme, os peixes ainda conseguiriam viver!

Respiração

O peixe cabeça-de-cobra tem características interessantes quando se trata do seu sistema respiratório. Além da capacidade de respirar em solo terrestre e continuar vivo, ele também consegue sobreviver em água com baixo índice de oxigênio. Com isso, há certa vantagem em relação à outras espécies, já que esse fator pode levar a morte de muitas, mas não da cabeça-de-cobra, e mostra o potencial que a evolução tem ao modificar a genética das espécies para criar animais adaptados ao meio. Nesse caso, percebemos indivíduos de uma espécie que, graças ao ambiente inóspito em que viviam, precisaram desenvolver as habilidades descritas.

O fato de respirarem fora da água só é possível graças às bolsas posicionadas logo acima das brânquias que os peixes em questão possuem. São como se fossem pulmões, ainda que com funcionalidades reduzidas. Elas armazenam o oxigênio e podem ser usadas posteriormente, quando necessário.

O decreto emitido pelas entidades da Geórgia busca eliminar justamente essa possibilidade, já que, mesmo abandonados fora do seu habitat natural, os animais capturados ainda poderiam chegar a uma fonte de água graças aos movimentos de contração que conseguem executar.

Peixe-cabeça-de-cobra
Peixe-cabeça-de-cobra

A característica foi observada por pesquisadores e serviu para impressionar ainda mais: além de ser uma espécie capaz de armazenar oxigênio e sobreviver fora da água, é capaz também de se movimentar no meio terrestre. O movimento não é totalmente dominado, mas admirável mesmo assim, já que se trata de um peixe.

Graças a essa limitação, a espécie é incapaz de caçar quando está no ambiente externo. Sua fonte de sustentação são as nadadeiras que, diante de um corpo capaz de atingir quase um metro de comprimento, não conseguem suportar todo o peso. Um outro fato observado foi que quanto mais velho o animal, mais limitadas são as suas habilidades de movimentação, restringindo-se a contrações mais fracas.

O decreto da Geórgia que foi mencionado anteriormente teve seu anúncio feito em 08 de outubro de 2019, ainda sem resultados públicos quanto a eficiência ou fracasso da proposta.

Curiosidades sobre o Peixe cabeça-de-cobra

Agora que você entendeu as principais características do peixe cabeça-de-cobra e o estado de alerta em que elas deixam os Estados Unidos, deve estar se perguntando: e o que o Brasil tem a ver com isso tudo?

Numa perspectiva geográfica, a América do Norte está localizada bem ali! Com todas as características que destacam essa espécie de peixe, não é difícil imaginar que ela chegue ao território brasileiro em pouco tempo.

Mas, antes de sua chegada propriamente dita, o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) já anunciou que é proibida a importação do animal sob a justificativa de um comportamento agressivo inerente.

No Brasil, o peixe cabeça-de-cobra pode ser comparado ao pirarucu, que também tem a habilidade de respirar fora da água. No entanto, as limitações para a espécie tão conhecida no país são bem maiores, conforme pesquisadores apontam, já que o processo evolutivo pelo qual ela passou envolvia ambientes menos inóspitos. Portanto, apesar da grande habilidade adquirida, o pirarucu ainda é menos resistente se comparado ao peixe cabeça-de-cobra no que diz respeito ao ambiente terrestre.

Como foi descobrir que nem todo peixe morre quando fica fora da água? Intrigante, né? Continue acompanhando os nossos conteúdos para entender como o reino animal não cansa de nos surpreender!

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