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Pardal Pássaro: Canto, Curiosidades, Nome Científico e Fotos

Conhecido popularmente como pardal, esse pássaro pertence à família Passeridae um grupo de aves que incluem dois gêneros: Passer e Petronia. Dentre esses dois gêneros, a espécie mais abundante e comumente encontrada é a Passer domesticus, chamada de pardal-doméstico.

Apesar de atualmente estar distribuído amplamente no mundo, o pardal tem origem no Oriente Médio. No Brasil, sua chegada ocorreu em meados de 1903, na cidade do Rio de Janeiro. Apesar de ter grande utilidade no combate aos insetos, o pardal pode danificar plantações agrícolas.

Pardal Pássaro
Pardal Pássaro

Taxonomia

A denominação Passer domesticus é derivada do latim e significa: Passer = pardal e domesticus = de casa, doméstico. Numa tradução literal, é definido basicamente por uma ave que reside em casas, ave doméstica.

Sua classificação científica constitui em:

  • Reino: Animalia
  • Filo: Chordata
  • Classe: Aves
  • Ordem: Passeriformes
  • Subordem: Passeri
  • Família: Passeridae
  • Espécie: P. domesticus

Possuem uma grande importância na avifauna brasileira por estarem presentes tanto na zona urbana, quanto na zona rural, e são caracterizados por sua facilidade em se reproduzir.

Anatomia e morfologia

Indivíduos dessa espécie apresentam dimorfismo sexual, ou seja, conseguem ser diferenciados por suas características morfológicas, tais como tamanho e cor da plumagem. O pardal possui um peso que varia de 10 a 40 gramas e mede cerca de 10 a 20 centímetros. Sua coloração é adaptada de acordo com as estações do ano.

Na primavera, os machos exibem uma coloração mais cinzenta no topo da cabeça (píleo), cinza-claro ou branco na face, região peitoral e abdominal. A região entre o olho e o bico deste pássaro é chamada de loro e possui uma coloração preta, mesma tonalidade presente no pescoço do animal. Em suas asas, expõem a pigmentação marrom, com pequenas camadas de preto. Seus pés possuem uma tonalidade de cinza e contrapõem o preto de seu bico.

No outono, o loro possui a cor preta, na garganta, a predominância é de um aspecto incolor ou desvanecido. Sua região maxilar é preta e sua mandíbula preta com tons em amarelo. Ou seja, no outono, as plumas deste animal exibem menor evidência. Isso deve-se ao fato que nessa estação, as folhas das árvores caem e os pardais ficam mais propensos a predação.

No inverno, suas penas são pálidas e seu bico exibe uma cor que varia do castanho ao amarelo.

Quanto as fêmeas, essas também podem ser intituladas de pardocas ou pardalocas. Assim como os machos, seu píleo possui uma cor cinzenta e o loro expressa uma coloração marrom.

Tanto os machos quanto as fêmeas possuem bicos grossos e em formato cônico para facilitar na hora de esmagar semente e insetos. Essas aves verbalizam cantos bastantes elaborados.

Reprodução

Durante cada período de procriar novos descendentes, os pardais possuem apenas um parceiro, ou seja, é uma espécie monogâmica. Para atrair uma companheira, os machos constroem seu próprio ninho, que geralmente ocorre durante os meses de fevereiro a maio. O ninho precisa ser feito com materiais resistentes, e em diversos locais, tais como: árvores, arbustos, barrancos, edifícios ou telhados de casas.

Para a construção do ninho, os pardais machos utilizam vegetação seca, como folhas, gravetos e raízes, além de penas, capins, algodões, cordões e papéis e outras fibras. O ninho possui uma abertura na lateral, que serve como entrada, e apresenta formato esférico.

Após a finalização do ninho, o macho sai em busca de atrair a fêmea. Para que consiga se acasalar, o macho leva a fêmea até o ninho para que ela possa averiguar. Se ele tiver feito um bom trabalho, ela entrará no ninho e formarão uma família.

A fêmea coloca de 4 a 8 ovos, que apresentam uma coloração cinzenta. Esses ovos ficarão incubados pelos pardais durante o período de 12 a 15 dias, pois dependerá da temperatura local onde o ninho foi construído. Após a eclosão dos ovos, os filhotes são alimentados durantes os 10 primeiros dias e logo depois deixam o ninho, retornando apenas para dormir.

Pardal Pássaro
Pardal Pássaro

Habitat

O pardal pode ser encontrado em diversos territórios, desde lugares popularmente habitados, como as cidades grandes, fazendas, campos, mata e até ambientes inóspitos. Sua ocorrência dá-se durante todo o ano, e são sempre encontrados em bandos com grandes quantidades de indivíduos.

Nos últimos anos, porém, vem sendo observada uma queda na sua população.

Em território brasileiro, mais especificamente no Rio de Janeiro, foi observado que estes animais utilizam folhas úmidas da água de chuva e sereno para se banharem.

Já no período seco, os pardais se juntam em bando e se esfregam na areia, causando a impressão de que estão banhando-se.

Alimentação

Apesar de serem bastante pequenos, esses animais possuem uma alimentação diversificada. Comem vários tipos de sementes, tais como alpiste e painço, além de insetos de pequeno porte, sobras de alimentos, como arroz, migalhas de pão, brotos de árvores, flores e frutas, como banana, mamão e acerola.

O canto dos pardais

O canto do pardal é caracterizado por ser melódico e atrativo aos ouvidos. Eles cantam para anunciar ao bando quando acham comida, emitem sons para demarcar território e para conquistar as fêmeas.

Curiosidades

Dentre todas as aves existentes, o pardal é a que possui uma maior distribuição geográfica no mundo.

Um fato interessante sobre esse pássaro é que, pouco antes de pousar, eles ficam estabilizados no ar agitando rapidamente suas asas, remetendo ao bater de asas de um beija flor.

É uma ave nativa da Europa e da Ásia.

Em cada bando formado por esses animais, existe uma hierarquia, onde o macho mais influente e dominador possui mais regalias, como por exemplo, na hora de dormir, o macho ficará na área mais elevada da árvore, para que possa se proteger melhor contra os predadores.

Por andarem sempre em bandos, é possível reconhecê-los pela quantidade de barulho que fazem durante o dia, ficando mais quietos apenas após o entardecer.

As crias dos pardais machos apresentam cores semelhantes às das fêmeas.

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