Home / Informações / O Que o Braquiossauro Comia? Como Ele se Reproduzia?

O Que o Braquiossauro Comia? Como Ele se Reproduzia?

Se você, assim como eu é uma 90ths kid, ou seja, uma pessoa que nasceu nos anos de 1990, provavelmente os filmes do Jurassic Park fizeram parte da sua infância. Não estou certa? O Steven Spielberg soube explorar muito bem nos seus longas-metragens o fascínio que os seres humanos têm com os dinossauros, apesar de nem todos os fatos e características apresentados serem reais. Afinal, estamos falando de Hollywood. Acima do conhecimento, está o entretenimento. Mas nem por isso ela deixa de trazer informações e até mesmo uma certa magia em volta desse répteis gigantes que viveram há milhões de anos no planeta terra. Aliás, se não fosse os fósseis encontrados ao longo dos séculos, eu acharia que eles não passam de personagens de um filme de ficção. Mas, acredite, eles eram sim habitantes da terra e dominaram este local por muito tempo. E, provavelmente, por causa da trilogia, alguns animais, em particular, ficaram mais famosos. Como esquecer o terrível tiranossauro rex? Impossível! O mesmo vale para o pterodáctilo e o triceratops. Mas existem outras espécies tão interessantes quanto essas citadas acima, como o braquiossauro. 

Braquiossauro
Braquiossauro

Sobre o braquiossauro 

Essa raça viveu por aqui há cerca de 150 milhões de anos atrás, durante o período que é chamado de Jurássico tardio. Seu nome significa “lagarto braço”, fazendo alusão aos seus membros longos, principalmente os dianteiros, que eram bem maiores que os traseiros, como os pés, por exemplo. Aliás, muitos paleontólogos acreditam que ele não poderia levantar os membros inferiores, como é mostrado em Jurassic park. 

Outra coisa que chamava atenção nesse animal era seu pescoço super comprido, muito parecido com o da girafa. Em decorrência disso, acredita-se que ele tinha muito menos energia que outros indivíduos, como descreveu o cientista Heinrich Mallison, em um artigo para “Biologia dos Dinossauros Saurópodes”. E, apesar de ser grande e bem pesado, ele não era o maior desse grupo. Os cientistas crêem que existiam outros bichos com estatura muito maior. 

Ele é considerado um animal de sangue quente. Sua temperatura corporal podia chegar a incríveis 45 graus. Essa descoberta foi feita em 2011, após a medição de índices de isótopos. 

Quanto a sua altura, crê-se que ele media cerca de 25 metros de comprimento, mas não é uma certeza, já que a maioria dos ossos analisados são de animais que não estavam totalmente desenvolvidos. Quanto ao peso, ele podia ter uma massa que variava de 56 a 62 toneladas. 

E o que eles comiam? Bom, mais uma vez voltando a Jurassic Park, você com certeza avistou essa grandão no filme. E neste caso, a informação dada pelo longa está correta: ele era, sim, um herbívoro. Ou seja, se alimentava apenas de plantas, preferencialmente árvores coníferas, cicadáceas e gingka. Segundo uma análise de 2008, ele precisava consumir, por dia, 400 quilos de vegetação seca, isso era necessário para dar energia ao seu torso gigante, que sem dúvida alguma não era fácil de carregar por aí. E ainda falando em alimentação, o bicho tinha os dentes perfeitos para essa atividade: em forma de colher. Removendo as folhas sem quebrar grandes pedaços das plantas. 

Reprodução 

Apesar da reprodução ser tratada nos longas de Spielberg, esse ainda é um assunto nebuloso para os cientistas. Existem apenas teorias sobre esse processo. Muitos acreditam que a maioria dos dinossauros de reproduziam de forma sexuada, e que grande parte dos filhotes nasciam de ovos, que eram depositados em ninhos ou enterrados na areia ou lama. A partir de análise de ninhos fossilizados, foi possível perceber que algumas espécies colocavam os zigotos sem sequer preparar os ninhos. Já outros tinham o maior cuidado nesse processo e retornavam todo o ano ao mesmo local para uma nova postura. Outro fator descoberto é que alguns desses locais eram mais altos que o solo, o que quer dizer que algumas espécimes chocavam os bebês, como algumas aves fazem hoje em dia. Há indícios também que outros colocavam os ovos e os abandonavam logo em seguida. Outros pontos, porém, ainda permanecem sem explicação. Por exemplo, se os filhotes já nasciam independentes ou precisavam de cuidados dos pais. Um osso medular no fêmur de um T-Rex foi encontrado e esse contava com um reservatório extra de cálcio, a substância responsável pela formação de ossos e casca de ovo, o que quer dizer que esse bicho era ovíparo. 

Por outro lado, ainda não é possível saber, por exemplo, se eles disputavam seus parceiros ou tinham rituais de acasalamento. 

Onde eles viviam? 

O local de moradia do braquiossauro é motivo de discussão entre os paleontólogos. Alguns acreditam que este vivia na água devido a posição da sua nativa, que ficava no topo da cabeça. Já outros dizem que por causa de bolsas de ar encontradas em seu corpo, eles ficariam instáveis em águas profundas. 

Mas a teoria mais aceita é com base em um estudo de 2014, onde o especialista David Wilkinson, biólogo da Liverpool John Moldes University, no Reino Unido, crê que, na verdade, eles preferiram terra plana, como outros saurópodes. Os animais também teriam que escalar montanhas e fazer longas caminhadas para gastar energias. 

Vida em grupo 

Com o passar do tempo, à medida que a vegetação do local onde ele morava ia ficando escassa, o bicho se juntava com outros para viajar para outras regiões para encontrar comida. Por causa disso, descobriu-se que o indivíduo vivia em grupo para se defender. Duas coisas faziam com que eles não fossem presas fáceis para os carnívoros. A primeira delas era as garras que o herbívoro apresentava, mantendo os predadores longe. Outro fato era a sua altura, isso porque eles conseguiam avistar a ameaça bem de longe e tinham tempo de avisar os outros e fugir. O que com certeza salvou a vida de muitos deles, já que não eram experts no quesito locomoção. Por causa de todo o seu tamanho e peso, a criatura se locomovia entre 19 a 31 quilômetros por hora. Está vendo, ser alto tem suas vantagens. 

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *