Home / Informações / O Que Comiam os Pterossauros? Onde Viviam?

O Que Comiam os Pterossauros? Onde Viviam?

É verdade que os dinossauros dominaram a terra por muitos milhões de anos. Provavelmente, por causa disso, pode existir uma crença de que naquela época, o planeta era composto unicamente desses animais. Bom, isso não é verdade. Apesar de relacionarmos esse período com esse grupo, outros também viveram na mesma época, esse é o caso do pterossauro. Mesmo com esse nome e sendo descendente desse conjunto, ele não era um dinossauro, mas, sim, um réptil voador. Essa relação provavelmente ocorreu porque ambos viveram no mesmo período durante o Triássico superior e também desapareceram junto com estes, na extinção do Cretáceo, última fase de vida dos dinossauros, há 65 milhões de anos atrás. 

Sobre o pterossauro 

A principal característica observada nos primeiros pterossauros era a mandíbula repleta de dentes e uma cauda comprida. Isso foi algo que se destacou pois as espécies que viveram nesse último estágio não tinha dentição e a mandíbula mais se parecia com um bico, assim como o rabo era muito menor. 

Acredita-se que a sua dieta era composta de animais aquáticos, como peixes e lulas. O que quer dizer que, provavelmente, ele morava próximo às costas. 

E sabia que um dos melhores fósseis – o mais conservado – foram achados aqui no Brasil? Especificamente no planalto de Araripe, um município no estado do Ceará.

Pterossauro
Pterossauro

 

O primeiro conjunto de ossos desse bicho foi descrito em 1784 pelo naturalista italiano Cosimo Collini. Na época, o cientista achou que se tratava de uma criatura aquática. Foi somente em 1809, que George Cuvier fez uma correção no trabalho de Collini e afirmou que, na realidade, aquele era um fóssil de um réptil voador, com asas com uma membrana corporal ligada aos dedos da pata da frente. Inclusive, foi esse traço que fez Cuvier nominar o animal de pterodáctilo, que em grego significa: ptero = asas e dáctilo = dedos. 

Estas eram constituídas de tecido mole dérmico, fortalecido com fibras e ligadas por meio do quarto dedo, o que deixava a região desproporcionalmente longa. No pulso do bicho foi encontrado um osso extra, pteróide, que servia para suportar a membrana. Nos pterossauros, as asas terminavam nos membros posteriores, ao contrário do que acontece com os morcegos de atualmente, por exemplo. Estes têm uma espécie de braços modificados. 

Nesses répteis voadores já era possível observar uma característica muito comum nas aves modernas: ossos ocos. São esses que ajudam os animais a terem um voo mais eficaz. Assim como um esterno em forma de quilha, específica para a fixação dos músculos utilizados nessa atividade. 

E mesmo sendo uma criatura que voava, os cientistas acreditam que ele não tinha pena. Porém, em algumas espécimes, era possível encontrar uma quantidade de pelos, mas estes eram bem diferentes dos que vemos, hoje, nos mamíferos. 

Seu estilo de vida sugere que ele fosse um ser endotérmico, ou seja, de sangue quente, algo que surpreendeu os especialistas. Já que, como sabemos, os répteis são criaturas de sangue frio. 

E uma das coisas mais incríveis da paleontologia é que a qualquer momento esses pesquisadores podem descobrir novas informações. Por exemplo, após a descoberta de uma jazida com vários pterossauros juvenis, no Chile, eles puderam observar que estes indivíduos procriavam em colônias, igual as aves modernas. 

Um dente de espinossauro foi encontrado fincado numa vértebra do pterossauro, o que quer dizer que o réptil voador era presa deste dinossauro. 

Fóssil brasileiro 

O maior fóssil de réptil voador pré-histórico da América Latina foi achado aqui no Brasil, no nordeste. A descoberta foi divulgada em 20 de março de 2013, pelo Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Este mede cerca de 8,5 metros de uma asa a outra e pesava cerca de 70 quilogramas. Foi este que citamos no começo do texto. Os ossos estavam na Chapada do Araripe, entre os estados do Ceará, Pernambuco e Piauí e foram achados por uma equipe de três pesquisadores. Foi desenterrado cerca de 60% dos restos mortais do réptil, incluindo o crânio, que estava em ótimo estado de preservação. 

Espécies de pterossauros

Quetzalcoatlus

Um adulto dessa espécie poderia chegar a uma envergadura bem próxima de um avião de pequeno porte, algo entre 10 a 11 metros.  Tinha uma massa de 250 quilos. E, assim como todos os pterossauros, exibia ossos ocos, que não só ajudavam no vôo, como auxilia a diminuir seu peso, o que é muito importante para animais que voam. 

E lembra que comentamos que as espécies posteriores do grupo não apresentava dentes? Por causa disso, acredita-se que este aqui engolia filhotes de dinossauros, inteiros, já que ele não tinha como mastigá-los. 

O quetzalcoatlus viveu na terra entre 70 a 65 milhões de anos atrás, onde hoje fica a América do Norte. Aliás, a maioria era dessa região. Ele gostava de habitar planícies e florestas. 

Eudimorfodonte

Essa é a espécie mais velha do pterossauro. O Eudimorfodonte morou na terra há 210 milhões de anos atrás, nas regiões da América do Norte e Europa. Aliás, ele é o primeiro da espécime de que se tem notícia. Tinha cauda curta e na ponta seu formato era de um losango, característica que provavelmente ajudou a criatura a controlar a direção do voo. O corpo também era pequeno. Sua envergadura era bem modesta se comparado aos outros, cerca de um metro.

Como era um bicho costeiro, sua dieta era composta de peixes, que pegava próximo a superfície da água, e insetos que cruzassem seu caminho enquanto ele voava. 

Pteranodonte

Também um animal costeiro e morador da América do Norte. O pteranodonte dominou a terra entre 80 a 88 milhões de anos atrás. Tinha uma envergadura que variava de 7 a 9 metros, sendo assim, era considerado um dos maiores pterossauros que já existiu. Sua característica mais marcante era uma crista longa localizada no centro de sua cabeça. Assim como o Eudimorfodonte, também não tinha dentes. Os cientistas acreditam que ele voava em bando, planando próximo a superfície a procura de peixes, que capturava e engolia com seu bico. 

Gostou? Não esqueça de compartilhar. 

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *