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Mutum de Penacho

O mutum de penacho pertence a ordem das aves galliformes. Aves pertencentes a esta ordem, assim como as espécies em geral dos mutuns, têm a característica em comum de serem animais de pequeno a médio porte, que têm papo ou cristal, e que são onívoros, ou seja, se alimentam a base de pequenos invertebrados, como lagartixas e vegetais, como frutos, frutas, legumes, verduras, folhas, sementes e grãos.

Estão os mutuns na mesma ordem os animais usados e criados culturalmente em muitos países para o consumo de seus ovos e abate para o consumo de suas carnes, como as galinhas e os perus, por exemplo. Por este motivo, somado a caça ilegal e ao desmatamento dos seus habitats naturais, mais de cento e sete espécies de animais pertencentes a classificação de ordem dos galliformes infelizmente se encontram atualmente em extinção ou em risco de extinção, o que é o caso do mutum de penacho, que se encontra criticamente nesta situação.

Aliás, galliformes mais comuns que são criados para este fim, como a galinha e o peru, só não foram extintos ainda pela produção em massa da indústria, pelo consumo gigantesco de carne e ovos. Se fossem considerados só as reproduções e ovos que são usados para a alimentação humana antes do nascimento do novo indivíduo, certamente também já estariam extintos há muito tempo atrás. Apesar de estar na mesma ordem, o mutum do penacho é mais parecido com os faisões e perdizes que também são pertencentes a mesma ordem de aves.

A família a qual pertence é a cracidae. Família esta em que está as aves que tem como seus habitats naturais as florestas de climas tropicais e subtropicais e estão nesta família todas as outras espécies de mutuns. Seu gênero é o crax, é daí que vem o nome da sua espécie de mutum, crax fasciolata. Além de mutum de penacho também é conhecido como mutum pinima referente as pintas presentes em sua aparência, especialmente em regiões do Pará e Maranhão. Além destas regiões se encontram no Brasil, Paraguai, Argentina e Bolívia.

É uma espécie que possui subespécies, mais especificamente três, a crax fasciolata fasciolata, habitante do Brasil, Paraguai, Argentina e Bolívia, a crax fasciolata pinima, habitante do nordeste do Brasil e a crax fasciolata grayi, habitante da Bolívia.

Dimorfismo Sexual do Mutum de Penacho

O mutum de penacho, assim como grande parte das aves da ordem galliforme, possui forte dimorfismo sexual, ou seja, diferença na aparência por conta de sexos distintos. Mas também possuem características em comum, como o seu porte, -medem cerca de oitenta e três centímetros e pesam cerca de dois quilos e oitocentas gramas-.

O macho tem o peito branco, a cauda, as asas, parte das pernas, a cabeça, os olhos, o moicano e parte do bico, pretos, os pés rosados e a parte de cima e maior do bico, amarelo. Já a fêmea tem o peito marrom, puxando para o laranja, os pés alaranjados, a cauda e as asas pretas com listras brancas, parecidas com riscas de giz, o pescoço, a face, os olhos e o bico preto e o moicano branco com pintas pretas.

Mutum de Penacho na Floresta
Mutum de Penacho na Floresta

Claramente o dimorfismo sexual faz com que o reconhecimento do seu sexo seja mais fácil. O filhote desta espécie de mutum não apresenta muitas mudanças na aparência física, mas no seu porte, no moicano que ainda é mais pequeno comparado ao do adulto, no tamanho do bico e nas voltas dos olhos que ainda são mais claros. O que não atrapalha seu fácil reconhecimento como a distinção de sexos.

Quando ainda mais novinhos, quando há pouco tempo nasceram ou saíram do ninho, os filhotes destes mutuns são inteiros marronzinhos com mesclas de tons, fase em que aí sim o reconhecimento do seu sexo é quase impossível.

Mutum de Penacho: Habitat e Comportamento

Podemos considerar ser animais sedentários. São animais diurnos e habitam todo o dia o solo, o chão de florestas e a noite, quando vão dormir, se empoleiram em galhos de árvores, que geralmente são fixos, não mudam de galhos ou árvores.

Mutum de Penacho Procurando Alimento
Mutum de Penacho Procurando Alimento

São solitários, vivem sozinhos ou quando acasalam e reproduzem, em casal durante os cuidados e proteção dos filhotes, ou em grupos familiares, quando os mesmos nascem e ainda são mais dependentes.

Quando habitam a natureza e vivem de forma selvagem além de não gostarem de outros adultos fora o seu par, não convivem com outras espécies de animais. Mas quando criado e vivendo em criatório, podem chegar a ciscar o mesmo alimento de galliformes, como galinhas, sem problema de convivência.

Outra característica em sua personalidade, é não gostar de ser visto, raramente serão avistados na natureza. Quando se sentem invadidos e ameaçados, podem ficar nervosos, demonstram isto com o abrir e fechar a cauda e balanços de cabeça.

Como se Alimentam

São aves mais frugivoras do que granivoras, este último é uma característica da maioria dos galliformes.

Sua alimentação é a base de frutos, mas também se alimentam de folhas, brotos e até flores, sementes e pequenos animais invertebrados de onde retira a sua proteína, como gafanhotos, lagartixas, pererecas e caramujos.

Como habitam maior parte do tempo o chão, têm o característico hábito de ciscar ao se alimentar, assim como as galinhas.

Sua Reprodução

Têm somente um período anual reprodutivo, que ocorre de novembro a dezembro. Quando reproduzem, o casal, tanto o macho quanto a fêmea, constroem o ninho em árvores, entre folhas e galhos.

Na postura a fêmea põe de dois a três ovos e a incubação dura cerca de trinta dias. Curiosamente são aves nidifugas, ou seja, como a palavra sugere, fogem do ninho logo após a eclosão dos ovos e o seu nascimento.

Seus olhos abertos assim que nasce permite o seu ato instintivo e esperto. Isto não significa já nascerem totalmente independentes e autônomos, ficam na saia, aliás, na cauda da mãe por um tempo até terem a capacidade de seguirem suas vidas sozinhos como gostam, não só da mãe, mas do pai também, já que o casal vive junto e são igualmente cuidadosos, protetores e preocupados com a alimentação ainda dependente do filhote.

Na hora de dormir, não ficam mais na cauda da mãe, mas literalmente nas asas, já que é assim que habitualmente dormem.

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