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Muriqui-do-sul: Características, Comportamento e Fotos

Se você acompanha o site, já viu que falamos do Muriqui-do-norte recentemente. Hoje, vamos voltar a nossa a atenção para os sulistas, o muriqui-do-sul. 

O muriqui-do-sul (Brachyletes aracnoides) assim como o seu parente do norte também é conhecido como mono-carvoeiro ou apenas muriqui. É um indivíduo que faz parte da família Atelidae e pertence ao gênero Brachyletes. Aliás, o Muriqui-do-norte era considerado um aracnoides, mas atualmente ele está classificado em uma espécie diferente. 

Também é endêmico da parte brasileira da Mata Atlântica.

Podemos encontrar esses primatas no Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo. 

Pesando cerca de 15 quilogramas e chegando a 1.60 metros de comprimento, o indivíduo é considerado o maior das Américas. 

Assim como seu primo, também está com status de “criticamente em perigo” na lista da IUCN e “em perigo” pelo Ministério do Meio Ambiente. Tudo isso em decorrência da destruição da Mata Atlântica, seu habitat natural, e também devido a caça ilegal que dizima uma pequena população dos primatas num curto espaço de tempo. 

Ao contrário do que acontece com os moradores do lado norte, o muriqui-do-sul tem a face totalmente preta durante toda a sua vida, da fase jovem até a adulta, sem a presença de manchas brancas. Ele também não exibe polegar vestigial. Ambas as características podemos observar no Muriqui-do-norte. 

Muriqui-do-sul
Muriqui-do-sul

Características físicas 

Exibe uma pelagem bem espessa e macia, na cor bege e com um anel de pelo mais claro ao redor do rosto. Como dito, não possui polegar vestigial.

Tem a face, pés, mãos, cauda e testículos na cor preta. Os machos apresentam caninos mais longos que os das fêmeas. Detêm braços e pernas finas e longas. 

O macho tem um média de comprimento de 55 a 77 centímetros de envergadura. Isso apenas seu corpo, a cauda acrescenta mais 74 a 80 cm. O peso varia de 9.6 a 15 quilos nos adultos. Já as fêmeas são menores, alcançando entre 46 a 63 centímetros de comprimento, mais 74 cm de cauda. Pesa entre 8 a 11 kg. Ambos possuem o ventre avantajado. 

Comportamento

É conhecido por ser um bicho super dócil. Tem o traço de abraçar uns aos outros. 

Detém hábitos diurnos. O indivíduo gosta de viver em árvores de 400 a 2050 metros de altitude. Isso permite um característica muito vista entre eles: o de se balançar entre os galhos, segurando-se apenas pelo rabo. 

Por se tratar de uma criatura sociável, é comum vê-los reunidos em grupos com um grande número de participantes. Esses conjuntos podem ter de 4 a 43 macacos. Mas essa convivência conjunta não se deve apenas ao fato do animal gostar de viver numa comunidade, ele também faz isso porque tem hábitos gregários, ou seja, para poder ter mais chances de sobreviver.

Costuma passar bastante tempo um com outro e não tem um comportamento agressivo, nem quando o assunto são as fêmeas. Também não é do tipo territorial.

O macaco é bem ágil e consegue dar saltos de até 10 metros entre uma copa de árvore a outra. Se desejar, pode passar grande parte da dia dormindo. 

O Muriqui-do-sul acasala com diversos parceiros, ao mesmo tempo. Isso vale tanto para os machos, quanto para as fêmeas. Acredita-se que devido a isso os testículos do animal são tão proeminentes. 

Alimentação 

Tem uma dieta a base de frutas, folhas, flores, cascas, bambus, samambaias, pólen, néctar e semente. Se comparado com o Muriqui-do-norte, os sulistas consomem uma maior quantidade de frutas e essa atitude está totalmente ligada ao seu habitat. As regiões onde mora tem mais presença desse alimento. Mas isso nada interfere em ambas as espécies, como no quesito crescimento, por exemplo. 

Reprodução 

Como dito, esses bichos copulam com vários parceiros, e é por este motivo que a disputa por fêmeas não algo comum entre esses indivíduos. 

Para atrair os machos, as macacas espalham seu feromônio por meio da urina, enquanto se locomove. Ela possui uma ciclo reprodutivo bem lento, tendo um filhote a cada três anos. Ela tira esse tempo para cuidar do bebê até estar pronta para o próximo ciclo de reprodução. 

Conservação 

Como falado anteriormente, a espécie corre grande risco de sumir da natureza, por este motivo existem iniciativas de preservação do muriqui desce 1993. Em São Paulo, por exemplo, a associação Pró-Muriqui desenvolve uma pesquisa com os moradores do sul no Parque Estadual Carlos Botelho. O estudo tem como intuito formar jovens estudantes em Primatologia que serão os responsáveis pela conservação do macaco. 

No Rio, no Parque Nacional da Serra dos Órgãos, os pesquisadores acompanham grupos de muriquis, observando suas rotas e hábitos. 

Além disso, só existem dois locais com monos-carvoeiros em cativeiro, no Brasil. No zoológico municipal de Curitiba e no de Sorocaba, no interior de São Paulo. 

Curiosidades 

  • O nome muriqui vem do tupi muri’ki e significa “gente que vai e vem”. A espécie é conhecida como “povo manso da floresta”, devido ao seu comportamento pacífico e por viver em grupo. 
  • Acredita-se que hoje só existam cerca de 1300 muriquis vivendo no Brasil. 
  • É um dos primatas mais ameaçados do mundo. 
  • Corre o risco de sumir devido a destruição da Mata Atlântica, caça ilegais em áreas preservadas e comércio ilegal – aqui existe o péssimo hábito de tirar os animais do seu ambiente natural para fazê-lo de bicho de estimação -. 
  • Seu parente, o Muriqui-do-norte, apresenta manchas brancas em seu rosto. Este vai perdendo a pigmentação durante o envelhecimento do bicho. Devido a essa característica, cada animal torna-se único, é quase como uma digital. Isso também facilita a identificação da criatura pelos pesquisadores.
  • O Muriqui-do-norte está quase extinto na Bahia. 
  • Já foi registrado grupos de nortenhos com cerca de 100 indivíduos. 
  • No grupo desses bichos não existe macho dominante ou criaturas subordinadas, todos têm direitos iguais.  
  • Em decorrência da caça, esses animais estão se isolando em partes afastadas das florestas e dos parques de conservação. 
  • A espécie sofreu mortes por fogo devido a febre amarela – transmitida pelos primatas -. 

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