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Mamíferos Não Placentários

Os mamíferos, assim como os outros animais de outras classificações, se reproduzem de forma sexuada e desenvolvem a sua reprodução de diferentes formas, instintivamente para a sua manutenção e não extinção da sua espécie.

Placentários ou não placentários pode ser uma palavra ou frase que assusta de início, por ser mais conhecida biologicamente do que popularmente, pode assustar ainda mais quem não tem afinidade com a matéria, mas basicamente é sobre isso que falaremos hoje ao decorrer do texto, e você perceberá que é mais simples do que você imagina.

Além das fêmeas, todos os mamíferos apresentam glândulas mamárias, mama, isso mesmo, isso inclui os machos, a diferença é que nos machos a glândula mamária não foi desenvolvida e nas fêmeas sim, para o período de reprodução e amamentação.

Ainda sobre as características dos mamíferos em comum, os pelos também são. Vamos falar da placenta, que não é característica comum de todos os mamíferos como as duas anteriores, alguns mamíferos a apresentam, a maioria inclusive, que são os placentários e outros, a minoria, não, que vamos apresentar a seguir… mas já adiantamos que para os que possuem, dentre as muitas funções dela no período de reprodução está a proteção do novo mamífero.

Dentre os não placentários, estão a classificação dos Prototerios, que são ovíparos, ou seja, colocam ovos na reprodução. Nessa classe temos o ornitorrinco, em alguns estudos ele chega a ser definido como um elo entre os mamíferos e as aves, pois tem a produção do leite na reprodução que escoa pelos pelos, em que os filhotes acabam realmente consumindo, como os mamíferos comuns mas como já descrito, eles colocam ovos, como as aves. Além desse grupo que não apresenta placenta, temos mais um, que são os metaterios.

Os metaterios são mamíferos que possuem o marsúpio, uma espécie de bolsa, exemplificando, temos o canguru, ou seja, parte de um desenvolvimento do filhote será dentro da fêmea e passado um tempo, o novo filhote nascerá e entrará no marsúpio da mãe e completará o seu desenvolvimento por lá até nascer novamente de vez. E por último, são os mais comuns e conhecidos, os próprios placentários, os euterios, que como já entendemos, apresentam a placenta, em que todos são vivíparos, que como exemplo claro temos nós, seres humanos. Mas para entendermos mais dos desconhecidos mamíferos não placentários vamos apresentar o universo de um animal bastante curioso e peculiar:

Prototérios

Prototérios
Prototérios

Apesar do ornitorrinco ser o único animal a ser exemplificado no texto acima, não são os únicos mamíferos prototérios, ou seja ovíparos, que botam ovo como única forma de reprodução, além dele, temos as equadinas. No total são cinco, quatro espécies de equadinas e uma de ornitorrinco. Mas como o usamos como exemplo, vamos entrar mais a fundo na explicação da reprodução dele e na sua vida.

Ornitorrinco

Os ornitorrincos já foi descoberto causando muita curiosidade sobre sua natureza pela sua peculiaridade. Um mamífero ovíparo, que possui patas de nadador, um bico, mas ao mesmo tempo pelos o que causa certo impacto em qualquer um.

São abundantes na Tasmânia e têm sido objeto de estudo há pouco tempo, digamos… cerca de duzentos anos. Com seus bicos, embaixo da água, caçam camarões, vermes e larvas de insetos aquáticos.

Suas tocas podem ter trinta metros de profundidade, o que causa certa dificuldade para estudiosos terem contato com este animal. O esporão venenoso de um macho que se sente atacado pode causar muita dor e inchaço, causando ainda mais dificuldade para os estudiosos. Até hoje pouco se sabe da reprodução dele na natureza, já que manter ele vivo em cativeiro não é uma tarefa fácil e por sua natureza quase que inacessível. Mas vamos a algumas informações que foram adquiridas ao longo do tempo:

Reprodução

O onitorrinco assim como muitos outros animais apresenta apenas uma única estação do ano de acasalamento e reprodução. Podemos dizer que são animais tardios, se tornam totalmente maduros com cerca de dois anos de idade e algumas fêmeas podem chegar a se reproduzir só com já quatro anos de idade.

A Conquista e o Acasalamento

No início da reprodução, na corte, alguns poucos estudos em cativeiro fizeram alguns estudiosos perceberem que o macho e a fêmea se aproximam quando estão nadando, quando a fêmea demonstra interesse em cupular, o macho agarra sua calda com o bico, subindo até a copulação, circulando sua calda ao abdômen  da fêmea, onde fica o seu órgão reprodutor. Se tudo ocorrer como o planejado, a fecundação ocorrerá.

No acasalamento, o macho introduz o esperma dentro do corpo da fêmea,  o macho tem essa capacidade com cerca de sete anos de idade. A maturidade sexual da fêmea e do macho pode ocorrer entre cinco e sete anos.

Os Cuidados e a Amamentação

Quando acasala, a fêmea monta um ninho com material vegetal disponível na natureza, bem resistente a caça e ao tempo. O macho não participa dos cuidados e da incubação dos filhotes. Outra característica peculiar e curiosa quanto a fêmea de ornitorrinco é que ela não possui só um, como o esperado, mas dois ovários, mas somente um deles é funcional, o esquerdo.

Quando reproduz coloca de um a três ovos, mais comumente dois, ovos pequenos, menores do que as aves em geral. O processo de desenvolvimento os ovos se dá no útero por cerca de vinte e oito dias e são incubados nos ninhos por cerca de dez a doze dias. A fêmea coloca seu corpo protegendo os ovos afim de incubar eles. O período de incubação é dividido em três fases.

No primeiro o ainda embrião não tem órgãos funcionais e depende da gema para sua manutenção. No segundo, há a formação dos dígitos. E na terceira e última fase, acontece a formação dos dentes, que já vão ser muito bem usados no rompimento da casca do ovo. Após o rompimento, os novos onitorronquinhos são frágeis, cegos e pelados, com cerca de dezoito milímetros de comprimento.

Se alimentam do leite expelido pelo corpo da mãe. Curiosamente, o onitorrinco possui glândulas mamárias mas não possui mamas. O leite escorre através dos poros pela pele, se depositando em sulcos presentes no abdômen da mamãe e assim os filhotes lambe o leite.

A amamentação dura entre três e quatro meses. Durante a amamentação e incubação a fêmea só deixa seus filhotes para se alimentar, escondendo e protegendo o ninho com materiais vegetais para evitar predadores. Aos poucos a mãe vai os deixando mais livres e cerca de quatro meses os filhotes já conseguem sair da toca e conhecer o mundo.

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