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Larva-angorá: Características, Curiosidades e Fotos

Conhecido cientificamente como Astylus variegatus, a larva-angorá é uma praga que ataca as plantações de milho antes da germinação, se alojando nas flores e nas sementes. 

Características 

Na fase adulta, é um besouro com cerca de 8 centímetros de comprimento. Possui uma coloração amarela junto com cinco manchas pretas espalhadas por seu corpo. Já quando bebê, em forma de larva, apresenta pelos marrons e, por causa dessa característica, recebe o nome de larva-angorá.
Quando alcança seu total desenvolvimento nesta fase, este indivíduo mede cerca de 14 milímetros de comprimento. 

Larva-angorá
Larva-angorá 

Distribuição 

Ele ataca principalmente as lavouras cultivadas em todos os países da América do Sul, como a Argentina, Paraguaia e o Brasil.
Apesar de invadir diversas plantações, ela é mais conhecida por ser uma praga do milho. Causando grandes estragos neste ambiente e, assim, gerando enormes prejuízos para os agricultores destas regiões. 

Reprodução da larva-angorá

Após a cópula, a fêmea coloca até 90 ovos. Estes são botados em grupo, normalmente no chão ou em restos de vegetais.
Os bebês ficam neste formato entre nove a treze dias. Já a fase de larva, que é o mais longa, dura cerca de um ano. Ele passa pelo estágio de pupa por cerca de 16 dias. 

Danos causados pela larva-angorá

A larva ataca as sementes do milho antes da germinação, o que acaba resultando em uma significativa redução da população do vegetal. Estes vivem no solo.
Já os adultos prejudicam o desenvolvimento das plantas, já que ficam nas flores e se alimentam do pólen destas. 

Como controlar a larva-angorá

A melhor forma de eliminar esse animal é com a aragem do solo, isso porque esse processo mata as larvas do indivíduo, que vivem justamente neste local. O uso de químicos também pode ser utilizado, principalmente naquelas locais com histórico da presença da criatura. 

Outra dica é realizar um tratamento nas sementes com inseticida, impedindo os danos que são causados por essa criatura. 

As 9 principais pragas do milho 

Diversas pragas podem aparecer no cultivo de milho, o tipo vai depender de quão avançado está o desenvolvimento do vegetal. 

Corós 

No caso do coró, por exemplo, ele costuma aparecer não só no milho, como no sorgo também, ocorrendo principalmente entre os meses de outubro a dezembro. 

As larvas desse bicho se alimentam do sistema radicular da planta, o que acaba gerando falhas nas linhas de plantio. O principal elemento para acabar com o animal é o uso de inseticidas, mas outras técnicas auxiliam na eliminação do coró, como preparo antecipado da região onde será plantado a vegetal, retirada de hospedeiros e plantas daninhas, e destruição dos restos da cultura anterior após a colheita. 

Larva-arame 

A larva-arame ataca as sementes após essas semearem e o sistema radicular da planta. Além do uso do inseticida, o agricultor pode realizar uma drenagem da camada onde faz o plantio. Esse processo obriga o ser se afundar mais no solo, reduzindo os danos causados por ela. A rotação da cultura também diminui bastante a incidência desse animal. 

Lagarta-rosca 

Está costuma reduzir a quantidade de plantas por metro linear, já que corta as plantas que estão mais próximas do solo. Além do milho, a rosca também ataca o feijão. Apesar de ser conhecida como lagarta, na fase adulta ela adota características de mariposa. 

Para matá-la, é necessário tratar as sementes com inseticida sistêmico, assim como a retirada de todas as plantas invasoras. Isso porque a criatura gosta de colocar seus ovos nesses vegetais e em restos de culturas ainda verde. 

Lagarta-elasmo 

Atacado entre os estágios V1 e V8, ela aparece nos períodos de estiagem, logo no início do plantio.
O agricultor precisa ficar atento a locais com solo arenoso e com a presença de palha, ambos favorecem o surgimento desse bicho. 

Larva-alfinete 

Outro indivíduo que prejudica o sistema radicular do vegetal. Em decorrência disso, o animal provoca um sintoma chamado de “pescoço de ganso”. 

Apesar de na fase de larva gostar de colocar seus ovos no milho e no sorgo, os adultos se alimentam do feijão e da soja. 

Para eliminá-lo, o agricultor pode usar inseticidas granulados, pulverização no sulco, eliminação dos restos culturais e até o uso de alguns fungos, como o Beauveria bassianaMetarhizium anisopliae e Paecilomyces lilacinus. A boa notícia é pode-se fazer uma junção da técnica química com a biológica. 

Lagarta-do-cartucho 

Esta se aloja no caule do milho, abrindo galerias no local. Isso causa uma doença chamada de coração morto. Esta prejudica o crescimento da planta. É uma grande praga, podendo reduzir em até 57,6% a produção da lavoura. Apesar de ser encontrada com mais frequência neste local, ela também pode atacar as espigas. 

Existem duas formas de acabar com a criatura: uso de inseticidas e utilizando seu predador natural, a tesourinha, que come os ovos e as lagartas pequenas da lagarta. 

Lagarta-da-espiga do milho 

Como fica dentro da espiga, como o nome sugere, este bicho não pode ser morto com substâncias tóxicas. Neste caso, o agricultor também pode utilizar dos caçadores naturais da espécie, que nesse caso é igualmente a tesourinha. Este parasitoide chega a consumir 42 ovos de da lagarta-da-espiga de milho, por dia. 

Broca-da-cana 

Está ataca da fase V6 até o final do ciclo do milho. A forma de combater esse bicho é a mesma usada na cana-de-açúcar, com o uso da vespa Cotesia flavipes. 

Pulgão

O pulgão é outra praga que prejudica o milho. Ele suga a seiva das folhas e, neste processo, acaba por transferir uma toxina que provoca o bronzeamento e a morte da área afetada. Ele ainda pode causar o vírus do mosaico da cana-de-açúcar, oferecendo diversos danos ao sorgo. 

A boa notícia é que o animal é eliminado de forma natural, pela chuva ou por caçadores naturais da espécie. Mas é importante mesmo impedir o aparecimento dessa praga por meio do tratamento das sementes e do solo com inseticidas sistêmicos, que não prejudiquem os predadores desse indivíduo. 

Como deu a entender, a melhor forma de enfrentar todas a pragas é utilizar de técnicas que evitam o seu aparecimento, e não eliminá-la quando ela já estiver tomando conta da plantação. 

A prevenção é sempre a melhor forma de acabar com qualquer doença. 

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