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Larva-alfinete: Curiosidades, Características e Fotos

A agricultura do Brasil tem um papel importante na economia do país. Somos um grande importador e exportador neste grupo, por isso saber lidar com pragas na plantação é de vital importância não só para o capital de giro do país, como para o próprio agricultor, que tira dessa atividade o seu sustento. Elas são as principais responsáveis por prejuízos neste setor, e um exemplo delas é a larva-alfinete, um dos insetos que mais atacam o milho. 

Características da larva-alfinete 

A larva-alfinete é considerada uma das piores pragas das culturas pois é um inimigo silencioso. Ela fica escondida no solo e o agricultor só descobre que a vegetação está sendo atacada por ela quando o estrago já está em níveis avançados. 

A Diabrotica speciosa na fase larval se alimenta das raízes do milho, causando danos irreparáveis e, consequentemente, provocando impacto significativo nos produtores. 

Ela é facilmente reconhecida devido as suas cores. Tem asas em verde e amarelo e a cabeça em cor de tijolo. Normalmente, é na fase larval que ela provoca mais estragos e é neste estágio que ela é intitulada de larva-alfinete. 

É um besouro – em estágio adulto – que pertence à família Chrysomelidae. 

O animal se alimentar das plantas, principalmente o milho. Mas também pode consumir feijão, soja, batata, algodão e hortaliças. 

Larva-alfinete
Larva-alfinete 

Reprodução 

A reprodução do bicho é influenciada pelo ambiente, assim como por sua alimentação. Essa multiplicação muda conforme a região do Brasil onde ela ataca. 

Por exemplo, quando consome feijão, ela é capaz de produzir seis vezes mais ovos do quando come milho. 

Quando vai depositar os zigotos, o indivíduo prefere terra escura, com uma grande presença de umidade,  matéria orgânica e argila, garantindo sua sobrevivência. Outro fator que interfere no seu desenvolvimento é a temperatura. Quando esta varia de 18 a 32 graus, a probabilidade de todos os ovos eclodirem é de até 80%. Neste cenário, sua expectativa de vida é de dois a três meses.

A fêmea pode colocar de 400 a 1011 ovos. Os bebês nascerão entre três a treze dias. A fase larval dura um mês, com o inseto passando por três estágios. Em forma de pupa, permanece por cerca de sete a dezessete dias.

Impacto da larva-alfinete 

Durante a vida adulta, o inseto come as folhas do milho, apesar disso, não provoca estragos significativos, o maior problema mesmo é quando este invade uma plantação enquanto é jovem, já que ele vai consumir a raiz dos vegetais. Isso porque os ovos da fêmea são depositados nesta região. Por causa disso, o animal afeta o potencial do sistema radicular da planta, o que faz ela perder a capacidade de absorver água e nutrientes presentes no solo que são primordiais para o desenvolvimento da produtividade do vegetal. 

Quando esse ataque está em fase avançado, o dano provocado pela larva é tanto que as culturas mal conseguem se manter de pé. Isso em conjunto com ventos fortes ou alta umidade ocorre o que é chamado de tombamento ou acamamento. Após a queda, quando o milho se levanta pelos esforços da raiz é que o agricultor descobre o “pescoço-de-ganso”, o principal sintoma em decorrência da larva-alfinete. 

Combatendo o larva-alfinete

A melhor maneira de acabar com esse bicho é utilizando as ferramentas de manejo integrado de pragas, que identificam e controlam a larva em sua estágio adulto. A notícia ruim é que caso o empresário encontre uma alta população do animal na sua plantação, isso quer dizer que a quantidade de ovos também será grande, sendo um desafio para este proteger a cultura dessa criatura. Isso porque quando ela está no solo, não existe nenhuma substância química que seja eficaz – e barata – para matá-la. Para tanto, seria necessário o uso de germoplasma e biotecnologia, que protege a raiz da planta. O VTPRO3 é o único que existe no mercado capaz de defender esta região e, assim, garantir a produtividade da cultura. 

Em alguns casos, o produtor também pode utilizar de métodos naturais, como a introdução de predadores do bicho, como Celatoria bosqi, Centistes gasseni, assim como os fungos Metarhizium anisopliae. 

3 curiosidades da larva-alfinete

  • Na fase adulta ela é chamada de vaquinha, patriota e brasileiro. 
  • A larva-alfinete não suporta excesso ou baixas umidades do solo. 
  • Seu ataque deixa furos parecidos com o do alfinete, por isso o nome. 
Larva-alfinete
Larva-alfinete

Pragas do milho 

Além da larva-alfinete, existem outros indivíduos que atacam o milho, gerando danos aos agricultores. 

1 – Corós 

Estes costumam aparecer nos meses de outubro a dezembro. Outra larva que consome o sistema radicular do milho e do sorgo, afetando a produtividade da cultura. A melhor forma de eliminá-lo é com o uso de inseticidas. Este pode ser integrado com outros métodos, como preparo antecipado da área de plantação, eliminar plantas como as daninhas e retirar todos os restos da plantação anterior, pois é justamente neste local que o coró se esconde. 

2 – Helicoverpa armigera

Além do milho, a criatura consome soja e algodão. O empresário pode acabar com sua população usando elementos geneticamente modificados que tem a presença de toxina Bt, assim como inseticidas químicos ou biológicos e caçadores naturais da praga. 

3 – Broca-da-cana

Apesar do nome, a Broca-da-cana também invade culturas de milho e sorgo, atacando do V6 até o fim do ciclo da plantação. 

Sua extinção dos vegetais são realizadas com o uso de inimigos naturais, em fase de ovo, como Trichogramma app ou a larva Cotesia flavipes. 

4 – Pulgão 

Essa provavelmente é uma das pragas mais comum que existem, presente em diversas culturas, seja as de grande escala ou em jardins e hortas caseiras. Ele suga a seiva das folhas e, quando fazem isso, transmitem para a planta uma toxina presente na sua saliva que deixa o local marrom e provoca a morte da área afetada. Ainda acarreta o vírus do mosaico da cana-de-açúcar, o que impõe estragos significativos no sogo.

Na cultura do milho, é achado duas espécies, uma delas é chamada de pulgão-verde. Este infesta a cultura desde o nascimento das plantas até o maturação dos grãos. 

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