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Espécies Representativas dos Peixes

Presentes em nosso planeta há milhões de anos, os peixes são animais vertebrados que habitam rios, lagos e oceanos. Acredita-se que hoje existam em todo o mundo mais de 25 mil espécies, das quais 350 residem na região da Mata Atlântica, 50 em Pampa, 325 no Pantanal, 239 na Caatinga, 1,2 mil no Cerrado e 3 mil na Amazônia.

Os peixes são classificados de acordo com sua estrutura física: os Ósseos e os Cartilaginosos. O primeiro grupo engloba a maior parte dos peixes. Eles possuem um sistema ósseo e esquelético. A sardinha, o bacalhau e o atum são representantes dessa categoria.

Exemplo de Peixe Cartilaginoso
Exemplo de Peixe Cartilaginoso

Já o segundo grupo não possui ossos. É a cartilagem que garante a sustentação do corpo. Os cartilaginosos são minoria entre os peixes, a citar como exemplo os tubarões e as arraias.

A partir de agora você vai conhecer um pouco mais sobre as espécies de peixe mais representativas. Vem com a gente!

Tilápia

De origem africana, a Tilápia é o peixe de água doce mais cultivado no Brasil desde 2002 e que se adapta com facilidade à água salgada. Criado em 24 estados, ele marca presença na culinária e é um dos principais responsáveis por movimentar o mercado de piscicultura no país.

A Tilápia é também recebe o nome de Nilótica, St. Peter, St. Pierre, Chitralada e Vermelha em determinadas regiões. Esse peixe costuma medir de 12 a 15 centímetros, sendo os machos maiores que as fêmeas.

A reprodução da Tilápia ocorre em área de água rasa, pois a quantidade de oxigênio é mais abundante. A fêmea então deposita os ovos (mais de 2000) no ninho para que eles sejam fertilizados pelo macho, de uma dúzia até mais de 2000. A desova pode acontecer até quatro vezes ao ano.

A Tilápia protege os ovos de sua cria na boca para garantir que eles sejam devidamente oxigenados, além de evitar que eles sejam atacados por bactérias, fungos e outros predadores.

Carpa Comum

Conhecida também como Carpa Espelho, Carpa Capim e Carpa Cabeça Grande, a Carpa Comum possui coloração cinza prateada. Essa espécie pode medir até 100 centímetros e pesar 100kg, mas são comumente comercializadas quando atingem de 2 a 6kg.

A Carpa se origina nos grandes lagos e rios da Ásia, Europa e África e é considerada um símbolo de honra na China por ser um peixe forte que nada contra a correnteza. A Cyprinus carpio é, na maioria das vezes, cultivada em viveiros escavados e em conjunto com plantações de arroz. No Brasil, o cultivo de Carpas concentra-se nas regiões sul e sudeste devido ao clima favorável

Tambaqui

O Tambaqui tem origem na Bacia Amazônica. Seu corpo pode pesar até 45kg com 90 centímetros de comprimento. Em tempos de cheia dos rios, eles se alimentam de frutos e sementes. Já na seca, o zooplâncton é a principal refeição. Durante o período de desova, eles não se alimentam, vivendo apenas da gordura acumulada durante a cheia.

De nadadeiras curtas, sua cor é mais parda na parte de cima do corpo e preta na região inferior, podendo variar de tom de acordo com a cor da água em que se encontram.

A espécie pode ser cultivada em viveiro escavado ou em tanques-rede, comportando-se muito bem no policultivo, contanto que o Tambaqui seja o protagonista.

Pacu

O Pacu é também chamado de Caranha e Piratinga. Suas medidas chegam a 20kg e 80 centímetros de comprimento. Tipicamente encontrado no pantanal Matogrossense, nos rios amazônicos e na bacia do Rio da Prata, o Pacu origina-se dos rios Paraná, Paraguai e Uruguai.

Esse peixe possui escamas e corpo comprimido de formato romboidal. Sua coloração é uniforme em tom de castanho ou cinza escuro. A parte inferior costuma apresentar cor amarelo claro.

O Pacu é responsável por estimular o turismo de pesca. O melhor período para a prática é em março de abril, pois o nível dos rios encontra-se elevado nesses meses. De dentes achatados, a espécie alimenta-se de frutos, sementes, folhas, algas e, raramente, peixes, crustáceos e moluscos. Durante o verão, o Pantanal fica fechado para a pesca.

Pirarucu

O Arapaima gigas é um dos maiores peixes de água doce do Brasil. O gigante pode medir mais de três metros de comprimentos e ultrapassar os 200kg. O “bacalhau da Amazônia” possui cabeça achatada, corpo alongado e escamoso.

Carnívoro, o Pirarucu encontra-se geralmente na Bacia Amazônica e tem preferência por águas calmas com temperaturas que variam de 24 a 37 °C. Esse peixe se alimenta de caramujos e de outros peixes menores. Já em cativeiro, o Pirarucu aceita bem as rações com índices significativos de proteína.

Sua carne apresenta boa textura e não tem espinhos em formato de ‘’y’’. O Pirarucu é considerado por especialistas como uma das espécies mais promissoras da aquicultura brasileira.

A reprodução é feita em ambientes calmos de água rasa. Uma única fêmea é capaz de pôr 10 mil ovos, mas é o macho que se responsabiliza por cuidar deles por até seis meses. É nesse período que os Pirarucus ficam mais vulneráveis à ação dos pescadores ilegais, o que diminui o sucesso reprodutivo da espécie.

Namorado

O Namorado é um peixe de água salgada. Ele pode ser encontrado no decorrer de todo o litoral brasileiro a 50 metros de profundidade. Sua cabeça tem formato oval com uma mancha marrom, enquanto as extremidades do corpo são claras com algumas pintas brancas arredondadas.

Os lábios do Namorado são grossos e a boca é consideravelmente larga. A nadadeira dorsal desse peixe começa na nuca, a peitoral é fina e comprida, as laterais são curtas e a caudal é truncada, o que facilita a captura de suas presas (crustáceos e pequenos peixes).

O Namorado consegue viver em média 30 anos. Por isso, a sua maturidade sexual é tardia e chega a partir dos cinco anos de idade. O macho é sempre maior que a fêmea, podendo chegar a mais de um metro de comprimento e pesar mais de três quilos.

Na culinária, esse peixe é bastante apreciado pelo fato de apresentar poucos espinhos pelo corpo e baixo teor de gordura.

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