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Espécies de Tartarugas: Quais Existem?

Pensando em animais que nos lembram os dinossauros, podemos mencionar várias espécies, não é? Entre crocodilos, serpentes, e outros, as tartarugas também pertencem a uma linhagem de répteis mais antigos viventes aqui na terra, porém não tendem a nos causar grande medo. Suas principais características, destacadas entre nós seres humanos, são sua clara tranquilidade, longevidade e capacidade de sempre retornar ao seu local de nascimento. Existem algumas espécies espalhadas pelos vastos oceanos, mais encontradas em regiões de águas e climas temperadas, subtropicais e tropicais.

Mas quais espécies de tartarugas existem atualmente? Vem comigo que vamos descobrir.

Tartaruga
Tartaruga

Espécies de tartarugas:

As tartarugas marinhas são um dos répteis que fazem parte da Ordem dos chamados Quelônios. No mundo inteiro, existem 7 espécies de tartarugas marinhas, sendo estas, divididas em duas famílias diferentes a Cheloniidae e a Dermochelyidae. As espécies que fazem parte da família Cheloniidae, são: a Chelonia mydas, Caretta caretta, Eretmochelys imbricata, Lepidochelys olivacea, Lepidochelys kempii e a Natator depressus. Já na família Dermochelyidae temos apenas uma espécie, que é a Dermochelys coriácea. O Brasil é um dos locais escolhidos por 5 destas espécies. Porém iremos falar das características de cada uma das 7 espécies existentes.

Família Cheloniidae:

A primeira da lista é a Chelonia mydas, também conhecida popularmente como “tartaruga verde” ou “tartaruga aruanã”. Esta espécie se distribui amplamente nas regiões subtropicais e tropicais, sendo raramente vista em áreas temperadas. Ela é a maior tartaruga marinha levando em consideração o tamanho de sua carapaça rígida, alcançando 139 cm de comprimento e podendo pesar 235Kg. As suas principais características que podem ajudar a diferencia-las das outras espécies são sua cabeça menor, apresentando nela um único par de escamas pré-frontais, mandíbula serrilhada que a auxilia sua alimentação, além de seu casco ter quatro pares de placas laterais de cor verde ou verde-acinzentado escuro. Está explicado de onde vêm o nome, não é mesmo?

Sua alimentação vária, quando ainda pequenos, a principal teoria é que os filhotes sejam carnívoros, devido a quantidade e variedade de nutrientes, que ajudam em seu crescimento. Porém ao se tornarem adultos eles viram herbívoros.

A maturidade sexual gira em torno de 26 a 40 anos. O acasalamento acontece no mar, ao largo das praias que serão usadas para postura dos ovos. A cada estação, as fêmeas colocam uma a sete posturas, sendo estas separadas por intervalos de 12 a 14 dias. As fêmeas de tartaruga verde põem em média de 110 a 115 ovos e o tempo de incubação dura em torno de 48 a 70 dias, dependendo de fatores como a temperatura e humidade do local.

Chelonia mydas
Chelonia mydas

A segunda espécie é a Caretta caretta, também conhecida como “tartaruga cabeçuda” e/ou “tartaruga mestiça”. Elas são vistas tanto em áreas tropicais e subtropicais como em locais temperados. A tartaruga cabeçuda pode pesar em torno de 140 Kg e medir 136 cm de comprimento de carapaça. Diferencia-se das outras espécies, devido as suas 5 placas laterais em seu casco e apresenta coloração marrom avermelhada. Além de possuir uma cabeça grande (daí o nome popular) e uma mandíbula extremamente forte, está preparada para alimentos mais duros, como por exemplo, o caranguejo, e nela apresenta ainda, dois pares de placas pré-frontais e três pares de placas pós-orbitais.

Seu cardápio é variado, porém de hábito carnívoro, a tartaruga cabeçuda alimenta-se de caranguejos, moluscos, mexilhões e outros invertebrados triturados pela força de sua mandíbula. A temporada de deposição de seus ovos, é em torno de novembro e as fêmeas desta espécie fazem de 1 a 7 deposições, pondo em média 127 ovos por postura, em intervalos de 2 a 3 anos.

Caretta caretta
Caretta caretta

A tartaruga da espécie Eretmochelys imbricata, conhecida popularmente como “tartaruga de pente” e/ou “tartaruga legítima”, é amplamente distribuída pelas regiões tropicais e subtropicais, sendo a que mais gosta de clima tropical. Ela pode alcançar até 110 cm de comprimento e pesar 86 Kg, caracterizando-se morfologicamente por ser uma tartaruga relativamente pequena e aspecto alongado, apresentando em sua carapaça quatro placas laterais de cor marrom e amarelada e seu bico nos lembra a de um falcão.

A tartaruga legítima se alimenta de esponjas, anêmonas, lulas e camarões. Após o período de acasalamento, as fêmeas costumas pôr em média 140 ovos. Estes permanecem debaixo da areia por um período de aproximadamente 2 meses, e seus filhotes eclodem e sai para o mar a noite.

Eretmochelys imbricata
Eretmochelys imbricata

A quarta espécie é a Lepidochelys olivácea, está mais conhecida popularmente como “tartaruga oliva”. Ela é vista principalmente em águas rasas, de regiões tropicais e subtropicais. Pode chegar a medir em média 72 cm de comprimento e pesar 42Kg. Caracteriza-se por ter uma cabeça pequena também, porém apresenta mandíbulas fortes, especialmente preparadas para seu tipo de alimento. Pode ser diferenciada pela presença de seis ou mais pares de placas laterais em sua carapaça, variando de coloração cinzenta quando jovem e verde-cinzento-escuro em sua fase adulta.

Sua alimentação baseia-se em salpas, peixes, moluscos, crustáceos, briozoários, tunicados, águas-vivas, ovos de peixe e eventualmente algas. Sendo considerada uma espécie de habito carnívoro.

Quanto sua reprodução, está espécie alcança sua maturidade sexual entre os 10 a 18 anos. As fêmeas de tartaruga oliva põem em torno de 116 ovos por postura, permanecendo próxima da costa no período de incubação que é de aproximadamente 45 a 51 dias.

A diferença entre espécie Lepidochelys olivácea e a Lepidochelys kempii é que está é menor, daí também vem seu nome popular que é “tartaruga marinha pequena”, ela é exclusivamente encontrada na América do norte, enquanto que a “tartaruga oliva” é vista em outras regiões.

Lepidochelys olivácea
Lepidochelys olivácea

A penúltima espécie é a Natator depressus. Denominada popularmente de “tartaruga marinha australiana”, ela é encontrada em água quentes da Oceania. Tem como características casco achatado, de coloração que pode variar entre verde oliva e cinza, suas bordas são voltadas para cima e tem 4 pares de escamas a menos que as outras tartarugas. Em sua cabeça há apenas um par de escamas, sendo considerado uma marca única da espécie. Sua alimentação é a base de algas, corais moles, peixes, pepinos do mar, camarões, lulas, polvos, caranguejos, siris e outros invertebrados.

As fêmeas de sua espécie realizam posturas bem menores que as outras já mencionadas, pondo em média entre 50 a 75 ovos por postura.

Natator depressus
Natator depressus

Família Dermochelyidae:

Por fim, mas não menos interessante é a tartaruga da espécie Dermochelys coriácea. Também conhecida como sendo a “tartaruga marinha de couro” e/ou “tartaruga gigante”. Elas podem ser vistas em todos os oceanos tropicais e temperados do mundo, alcançando 178 cm de comprimento e pesar incríveis 400Kg. Suas características morfológicas consistem em uma apresentar uma cabeça pequena, com mandíbulas em forma de W e bastante fortes e lâminas afiadas. Seu casco é único tendo em sua superfície uma camada de pele fina e bem resistente e ainda milhares de pequenas placas ósseas, dando forma a sete quilhas ao longo do comprimento de sua carapaça.

Sua alimentação é composta de zooplanctons gelatinosos, entre outros, como por exemplo, as águas-vivas.

Sobra sua reprodução. Esta espécie entra em sua maturidade sexual dos 24,5 aos 29 anos. Suas fêmeas põem em média 100 ovos por postura, variando em até 7 posturas em cada ciclo reprodutivo, havendo um intervalo de 2 a 3 anos.

Muitas destas espécies se tornaram animais ameaçados de extinção, devido a uma série de motivos, como sua caça ilegal, por conta de sua carne, carapaça e ovos, a mudança climática, a poluição e doenças, pesca acidental e também por seus predadores naturais. Felizmente, o ser humano, por motivos de desconhecimento quanto ao ciclo de vida das tartarugas e outras características, resolveu promover projetos com os objetivos de estudo e conscientização da população quanto a importância destas espécies tão incríveis e consequentemente, ajudando-a a perseverar e aumentar seu número de indivíduos.

Dermochelys coriácea
Dermochelys coriácea

Referências:

  1. https://www.tamar.org.br/tartaruga.php?cod=18
  2. http://www.projetotamar.org.br/publicacoes_html/pdf/2017/2017_Biologia_Ecologia_e_conservacao_de_tartarugas_marinhas.pdf
  3. http://www.icmbio.gov.br/portal/images/stories/docs-plano-de-acao/pan-tartarugas/livro_tartarugas.pdf
  4. http://www.scielo.br/pdf/bn/v9n2/a13v09n2.pdf
  5. https://www.diferenca.com/tartaruga-cagado-e-jabuti/
  6. https://www2.ibb.unesp.br/Museu_Escola/Ensino_Fundamental/Origami/Documentos/Repteis.htm
  7. https://nema-rs.org.br/files/publicacoes/dieta_rs.pdf
  8. https://www.tartarugas.avph.com.br/tartarugacabecuda.htm
  9. https://escolaeducacao.com.br/tartaruga-de-pente/
  10. http://www.tartarugas.avph.com.br/natatordepressus.php

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