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Elefante Marinho Patagônico: Características E Curiosidades

O elefante marinho patagônico, também chamado de elefante-marinho-do-sul (Mirounga leonina), é um mamífero semi-aquático que vive no hemisfério sul. São constantemente confundidos com focas, porém o nariz do macho, que lembra uma tromba de elefante, daí o seu nome, e que serve para emitir ruídos exagerados especialmente no período de acasalamento, faz com que o animal seja inconfundível.

Eles podem ser encontrados desde à Antártida até o sul dos continentes mais próximos, com machos medindo até 6 metros e pesando até 4 toneladas e fêmeas não atingindo nem metade do tamanho e peso dos machos.

Características

Os elefantes marinhos patagônicos distinguem-se da família das focas por não possuírem orelhas e por se locomoverem com a parte de baixo do seu corpo e não com as nadadeiras como as focas. Desta forma as nadadeiras posteriores se tornam inúteis na sua locomoção em terra. No seu deslocamento em terra eles podem chegar a atingir até 8km/h em viagens de distância curta, para cortejar as fêmeas ou espantar visitas indesejadas.

Elefante Marinho Patagônico
Elefante Marinho Patagônico

Porém, como todas as focas, os elefantes marinhos possuem membros posteriores atrofiados, com extremidades proeminentes que formam a nadadeira caudal. Possuem 5 dedos na sua palmura, membrana que serve para facilitar a propulsão aquática.

As narinas dos machos, em formato de trombas, se expandem de maneira que forma uma caixa de ressonância para emitir rugidos quando encontra-se em uma briga ou se irrita como também para demonstrar a sua dominância e autoridade.

Possuem olhos pretos e redondos com pigmentações diversas que possibilitam que eles enxerguem em maior profundidade nos oceanos para captura de presas.

Os elefantes marinhos patagônicos possuem uma reserva de gordura que possibilitam a sua sobrevivência e servem como reserva energética nos seus deslocamentos em terra e oceano. Essas reservam variam conforme as condições climáticas e idade do animal e interferem na maneira como eles flutuam nos oceanos, sendo que os mais pesados tendem a voltar à superfície enquanto os mais leves afundam.

Embora sejam um pouco desajeitados e lentos em terra, quando estão no mar possuem muita agilidade no seu nado, com as fêmeas podendo nadar até 1.255 metros de profundidade em busca de alimento. Os machos costumam nadar de 200 a 400 metros de profundidade e os mergulhos tanto dos machos quanto das fêmeas duram de 20 a 27 minutos. Costumam se alimentar de crustáceos, lulas, raias, polvos e sépias.

Elefante Marinho Patagônico
Elefante Marinho Patagônico

No fim de agosto os machos costumam se agrupar na costa das praias enquanto as fêmeas só chegam no fim de setembro para o período de acasalamento e reprodução, onde neste período os machos possuem até 20 fêmeas. Neste período os elefantes marinhos patagônicos se reúnem em grandes colônias. A gestação dura em média 340 dias, onde o filhote quando nasce é amamentado durante quatro semanas e possui uma pelagem negra que é substituída por uma de cor cinzenta e mais longa no período de desmame. Quando completam um ano de idade, possuem uma pelagem amarelada que vai se transformando em marrom escuro no seu período adulto. Durante o seu período adulto a variação de cores quase não ocorre, podendo os machos mais velhos apresentarem uma cor mais “desbotada” e marcas de guerra de conflitos com outros machos ao longo da sua vida.

Após o período de reprodução, tanto os machos quanto as fêmeas retornam ao mar e permanecem no local por aproximadamente 2 meses vivendo separadamente e quando chega o período de troca de pelagem ambos voltam às praias para o período de muda, onde também vivem separadamente. Após este período voltam ao mar e permanecem até a próxima primavera.

Curiosidades

  • É considerado o maior carnívoro do hemisfério sul, podendo os machos chegarem a ser maiores que os ursos polares;
  • Os elefantes marinhos passam 80% das suas vidas nos oceanos;
  • Podem passar até 30 minutos sem respirar embaixo d’água;
  • A sua reserva de gordura avantajada chama a atenção de orcas e caçadores em busca do seu óleo;
  • Possuem bigodes sensíveis, chamados de vibrissas, os quais são capazes de detectar vibrações da água e até mesmo áreas em que contenha maior visibilidade;
  • A população de elefantes marinhos patagônicos compreende 700 mil animais;
Elefante Marinho Patagônico
Elefante Marinho Patagônico
  • Foi alvo de caça no século XIX, por conta do óleo, produzido com a sua gordura, porém a mesma reduziu significativamente no século XX, com o descobrimento do petróleo, deixando de ser viável e fazendo com que o animal saísse da zona de extinção, porém a poluição dos mares pelos seres humanos ainda continua sendo ameaça para o animal;
  • São alvo de orcas e focas-leopardos;
  • Possuem circulação sanguínea adaptada ao frio;
  • Os machos reproduzem-se apenas nos seus 10 anos de idade, enquanto que as fêmemas atingem a maturidade sexual a partir de 2 a 4 anos de idade, podendo ter um filhote a cada ano durante 12 anos;
  • Os machos têm um tempo estimado de vida de 13 anos, onde 17% sobrevivem até os 8 anos, 6% chegam aos 11 anos e apenas 1,2% sobrevivem até os 13 anos;
  • O animal nada de maneira vertical, assim como os peixes;
  • Apenas 27% dos nascimentos deste animal ocorrem no período do dia;
Elefante Marinho Patagônico
Elefante Marinho Patagônico
  • O seu nariz protuberante se desenvolve apenas aos 8 anos de idade;
  • Os elefantes marinhos patagônicos, ou seja, os que habitam o sul do planeta, são maiores que os que habitam o norte;
  • Sua tromba, quando inflada, pode atingir até 40 centímetros;
  • As fêmeas vivem muito mais que os machos, podendo chegar até os 20 anos de idade, e um dos motivos é que no período de acasalamento os machos precisam lutar muito para dominar o seu território para que não corra o risco de outros machos o invadirem e isso causa uma certa exaustão no final dessa época;
  • No Brasil, os elefantes marinhos patagônicos podem fazer visitas ao Rio Grande do Sul ocasionalmente, por ser mais próximo do seu habitat e, devido gostarem de águas frias, dificilmente vão além para os outros estados.

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