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Corós: Características, Curiosidades e Fotos

Os corós são animais conhecidos por atacarem plantações. Eles são larvas de solo que detém um corpo em forma de C. Exibem uma cor branca, com a cabeça e as três patas em tons mais escuros. 

Características físicas 

Ele se desenvolve em quatro fases: ovo, larva, poupa e adulto. Eles são facilmente reconhecíveis por suas características físicas. Os machos, que já tem formato de besouro, são identificados por seu tamanho e sua cor. Já as larvas são diferenciadas pelo comprimento e quantidade de pelos e espinhos localizados em sua região ventral, no último segmentos do abdômen. 

No caso do coró-do-trigo, podemos diferenciá-los dos outros por sua coloração marrom-amarelada. O das pastagens tem uma cor marrom-avermelhada. 

Corós
Corós 

Os adultos do D. abderus são quase pretos, com 1,3 centímetros de largura e 2,5 de comprimento. Os machos não são capazes de voar e exibem dois apêndices, um em forma de chifre, e o outro torácico, que é bifurcado e mais curto. Se reproduzem anualmente. Macho e fêmea se encontram entre novembro e abril, com a postura acontecendo em janeiro e fevereiro. Eles permanecem em formato de ovo durante duas semanas. Em forma larval, de sete a oito meses. A mãe consegue botar até 14 deles. Este mede de 4 a 5 cm. 

O bebê costuma se enterrar no solo entre 10 a 20 centímetros de profundidade. 

Na hora de botar os ovos, as fêmeas preferem optar por locais com bastante palha, que é usada para a confecção do ninho. Ela também serve de alimento para os filhotes

Já o P. triticophaga detém um corpo marrom avermelhado e brilhante, com pelos dourados. Apresenta um comprimento de 1,8 centímetros e uma largura de 0,8 cm. Se reproduzem a cada dois anos. 

Durante o mês de outubro, o macho deixa o solo e vem a superfície para acasalar. Os ovos são postos na terra entre este mês e dezembro. O bebê permanece em forma de larva até os dois anos de idade, mais ou menos. Este detém de 3 a 4 centímetros de comprimento. Eles vivem bem próximos à superfície, em torno de 10 cm de profundidade. Se transformam em adultos em março, permanecendo no solo até a próxima primavera. 

Ocorrência 

Os corós são conhecidos por atacarem as plantações de trigo, principalmente no sul do país. São do tipo polífagas, por isso se alojam em diversas espécies de plantas, cultivadas ou não. Um dos motivos para eles aparecerem é o não revolvimento do solo, o que favorece sua sobrevivência no local. 

Ele não está espalhado em toda a cultura de trigo do país, mas ele pode aparecer, inicialmente, como uma mancha em uma mesma área, evoluindo para regiões muito maiores. 

Os corós-das-pastagens têm sido vistos com mais frequência por aqui – anualmente -, principalmente em Santa Catarina e Rio Grande do Sul. 

Já o do trigo é avistado em anos alternados e de uma forma mais concentrada em todo o norte do Rio Grande do Sul. O período mais crítico da praga ocorre entre maio e outubro, mas isso depende do ano, podendo ser se estender além deste tempo. 

Danos causados pelos corós 

Os maiores danos causados por esse animal são nos cereais de inverno. Isso porque o ciclo de desenvolvimento da folhagem coincide com esta fase. Mas não quer dizer que ele não pode se alojar nas culturas de verão, como no final do ciclo da soja e mudas semeadas precocemente do milho. 

No caso do trigo, ele é atacado por ambas as espécies citadas acima, e os dois são capazes de causar grandes estragos, já que esse cereal é plantando justamente durante a fase de maior consumo da larva desses bichos. Eles atingem o número de plantas viáveis, diminuindo sua população, principalmente durante a fase de afilhamento.

Passada esse estágio, o vegetal pode até não morrer, mas ocorre óbito dos afilamentos, assim como redução do seu crescimento e a diminuição na produção. Os danos são causados somente pela larvas na fase de poupa,  que comem as sementes, raízes e partes da plântulas, que acabam puxando para dentro do solo após consumirem o sistema radicular. Causando, assim, grande prejuízo econômico para os agricultores.

Curiosidades 

  • Uma espécie nativa, sua importância econômica cresceu bastante nos anos de 1980.
    O indivíduo Diloboderus abderus é considerado uma praga do trigo desde 1950.
    Recentemente, foi descoberto a espécie Phyllophaga triticophaga, em 1998. 

Como combater os corós 

Apesar de gerar preocupação com o seu aparecimento, é possível eliminar o animal. Uma das formas de fazer isso é utilizando inseticida orgânico, plantas repelentes, rotação das culturas e controle biológico. Mas sem dúvida que a forma mais eficiente de ter sucesso nisso é realizando uma junção de todos as dicas dadas acima, isso diminui a necessidade do uso de toxinas artificiais. 

No caso da rotação de cultura, este além de oferecer uma proteção natural ao ambiente, favorece um melhor aproveitamento da adubação da terra, assim como evita que as pragas se alojem na mesma região. 

É necessário também plantar uma série de plantas, essa diversidade impede que besouro se espalhe por toda a plantação. Fazendo isso, o agricultor limita a oferta de comida do indivíduo. 

No controle biológico, pode-se fazer uso de fungos como o Beauveria bassiana. Este invade o organismo dos corós, se instalando por meio dos esporos nos órgãos internos do animal. Pode-se utilizar igualmente vespas e outros predadores naturais dessa criatura, isso irá equilibrar a cadeia alimentar e eliminar as pragas em certas regiões. 

Uma outra boa opção é o uso de Calda Sulfocálcica, um inseticida e pesticida orgânico, que cria uma camada protetora nas plantas. Esta afasta não só os besouros, como os fungos e os ácaros. O agricultor também pode optar pelo óleo de neem. Este é produzido por meio sementes e frutos do Neem, protegendo a cultura sem afetar está e o meio ambiente. 

Por fim, plante também vegetais repelentes ao redor da plantação. Escolha aquelas com odores fortes, elas afastarão as pragas. A pessoa pode escolher o alho, alecrim, arruda, coentro e tomilho. Além de manter indivíduos indesejáveis longe, ainda é possível usá-las na comida. 

 

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