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Classificações Inferiores da Andorinha

As andorinhas são pássaros pertencentes à família Hirundinidae. São aproximadamente 83 espécies, divididas em 19 gêneros, que podem ser encontradas em todo o mundo, exceto na Antártica. A maior diversidade encontra-se na África.

Essas aves também ocorrem em várias ilhas oceânicas. Várias espécies europeias e norte-americanas são migrantes de longa distância. Em contrapartida, as andorinhas do hemisfério sul não são migratórias.

A família Hirundinidae compreende duas subfamílias: Pseudochelidoninae (com duas espécies) e Hirundininae (com 81 espécies). No entanto, não existe uma distinção científica entre esses dois grupos.

Altamente adaptadas à alimentação aérea, as andorinhas têm uma aparência distinta. O corpo dessa ave é em formato fusiforme, que é quando as extremidades são mais estreitas e alongadas. No caso das andorinhas, as asas relativamente longas e pontiagudas são características que favorecem a captura de insetos em pleno voo.

Que tal conhecer um pouco mais sobre algumas classificações inferiores das andorinhas? Vem com a gente!

Andorinha-das-Chaminés (Hirundo rustica)

A andorinha-das-chaminés, também conhecida como andorinha-de-bando ou andorinha-de-pescoço-vermelho, é a espécie mais abundante em todo o mundo. Ela ocorre na Europa, na África, na Ásia, nas Américas e no norte da Oceania. É a única espécie do género Hirundo que habita as Américas. Campos abertos e de vegetação baixa são considerados os habitats preferidos da andorinha-das-chaminés, a qual evita desertos e florestas densas.

Essa ave mede aproximadamente 20 centímetros de comprimento e 34 centímetros de envergadura. O peso varia entre 16 e 22 gramas.  A plumagem dorsal é de coloração azul escuro metálico. A barriga é esbranquiçada, enquanto a testa, o queixo e o pescoço são ruivos.

Andorinha-das-Chaminés em Pleno Voo
Andorinha-das-Chaminés em Pleno Voo

A cauda apresenta bifurcação, com guias caudais muito longas que variam de dois a sete centímetros de comprimento. Durante o voo, é possível observar uma sequência de pintas brancas ao longo da parte superior da cauda.

Os olhos, as patas e o bico são pretos. As patas possuem uma penugem branca e o bico é curto e fino. Há um pequeno dimorfismo sexual; as guias caudais das fêmeas são mais curtas, o azul do dorso não é tão cintilante e a barriga é mais pálida.

O voo da andorinha-das-chaminés alcança a velocidade de 11 a 14,5 m/s. Além de se alimentar em pleno ar, essa ave também consegue voar junto à superfície de lagos ou rios com o bico aberto para matar a sede.

Andorinha-das-Rochas (Ptyonoprogne rupestris)

A andorinha-das-rochas pode ser encontrada em toda a Europa. Essa ave pesa aproximadamente 23 gramas e tem de 13 a 15 centímetros de comprimento com uma envergadura de 32 a 34,5 centímetros. Possui partes superiores em tons de cinza e marrom e partes inferiores mais pálidas. As asas e a cauda são mais largas do que qualquer outra andorinha europeia. A cauda é curta e quadrada, com manchas brancas perto das pontas. Os olhos são castanhos, o bico é pequeno e preto e as pernas são de cor rosa acastanhado. Não há dimorfismo sexual, mas os jovens têm a plumagem mais clara.

A andorinha-das-rochas se reproduz nas montanhas do sul da Europa, do noroeste da África e do sul da Ásia. A maioria dos indivíduos dessa espécie são residentes fixos da Europa, mas algumas populações do norte desse continente e da Ásia são migratórias e invernam no norte da África, no Oriente Médio ou na Índia.

Essa ave nidifica em rochas de penhascos. Os ninhos são geralmente solitários. A fêmea bota cerca de cinco ovos e é a principal responsável pela incubação. A andorinha-das-rochas é uma espécie que não forma grandes colônias de reprodução, mas é gregária fora desse período.

Andorinha-de-Dorso-Acanelado (Petrochelidon pyrrhonota)

A andorinha-de-dorso-acanelado é original das Américas. A nidificação ocorre nos Estados Unidos e México e, durante o inverno, elas migram para a América do Sul. Essa espécie pode ser encontrada da Venezuela até o sul da Argentina em grandes colônias de nidificação que atingem mais de 2.000 ninhos.

A andorinha-de-dorso-acanelado mede aproximadamente 13 centímetros de comprimento. As pernas são curtas, o bico é pequeno e as asas são relativamente longas e pontiagudas. A plumagem dessa ave é escura e acastanhada, com uma coloração que lembra canela, cobrindo as costas e as asas. A testa e as partes inferiores são brancas.

As andorinhas-de-dorso-acanelado são socialmente monógamas, com um casal cuidando de cada ninho. Mas já foram observadas poligamia sexual devido à genética variada em toda uma colônia e dentro de muitos ninhos individuais. Tanto o macho quanto a fêmea contribuem para a variabilidade genética da colônia.

O comportamento dessa andorinha é mais agressivo em comparações a outras espécies da mesma família. Eles usam vocalizações especiais para aconselhar os outros membros da colônia sobre a existência de um bom local de presas, onde há abundantes alimentos disponíveis.

Andorinha-dos-Beirais (Delichon urbicum)

A andorinha-dos-beirais ocorre na Europa, na África e na Ásia. Apesar de preferir campos abertos de vegetação baixa como habitat, é possível que essa ave seja vista em regiões montanhosas com até 2.200 metros de altitude. Se o ar for suficientemente limpo, a andorinha-dos-beirais pode habitar também em centros urbanos. Diferentemente das outras andorinhas, é mais comum que essa espécie seja vista em cima das árvores, pois é mais fácil para se alimentar e o local é ideal para pernoitar.

Essa ave pesa em média 18 gramas, tem 13 centímetros de comprimento e aproximadamente 30 centímetros de envergadura. A cabeça e a região dorsal do corpo são preto-azuladas. A cauda, curta e bifurcada, e a parte superior das asas são pretas. Em contraste, o uropígio e as  partes inferiores do corpo e das asas são brancos. As patas são curtas e cor-de-rosa e com penugem branca. Os olhos são castanhos e o bico é pequeno, fino e preto.

A andorinha-dos-beirais é uma espécie com vocalização expressiva, principalmente quando estão em suas colónias. O canto do macho pode ser ouvido durante o ano inteiro e é algo suave e melodioso. Durante o inverno, o som do chamado é mais áspero.

Pesquisadores da Suíça estudaram o comportamento dessa ave durante o período de migração e conseguiram estimar a velocidade média do batimento das asas da andorinha-dos-beirais: de cinco a seis batimentos por segundo. Esse valor é praticamente o mesmo observado nas andorinha-das-chaminés. A velocidade das duas espécies durante o voo também é parecida: de 11 a 14,5 m/s.

Então é isso! Se você gostou ou tem alguma dúvida, deixe seu comentário. Aproveite também para acessar outros conteúdos do nosso portal. Até a próxima!

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