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Cegonha Bico-de-sapato: Características, Curiosidades e Fotos

A cegonha bico-de-sapato conhecida cientificamente como Balaeniceps rex pertence a família Balaenicitidae e a ordem dos Pelecaniformes. É considerada uma ave de grande porte, podendo medir até 140 centímetros de altura. 

Na fase adulta, exibe pernas em tom de cinza claro, mas quando são jovens esta cor está mais próximo do castanho. Estas são finas e longas. Já os pés são achatados e largos, oferecendo equilíbrio para a criatura que se locomove por diversos tipos de terrenos, como lama e vegetação com água. 

E não é só na altura que ela é grande, suas asas também possuem uma boa largura, com 260 cm de comprimento. Um fato curioso é que suas penas acrescentam de 4 a 7 quilos a sua massa total. 

Além de ser chamada de cegonha-bico-de-pata ela também é apelidada de cegonha-bico-de-tamanco, e isso ocorre devido a esta região que muito se assemelha ao famoso calçado feminino. Mas essas características variam conforme o indivíduo. Este pode ter a região com uma longas manchas cinzas e uma extremidade bem afiada. Na hora de comer, essas bordas são usadas para cortar a cabeça de suas vítimas. Já a bico serve para perfurar solos pantanosos e para pescar, com o bicho sendo capaz de predar em locais mais fundos. 

Cegonha Bico-de-sapato
Cegonha Bico-de-sapato

Habitat 

A cegonha é endêmica da região que vai do Sudão até a Zâmbia, na África Ocidental. É encontrada em locais pantanosos neste continente. 

Alimentação 

Tem um cardápio bem variado, com diversas espécies de peixes, assim como outros animais terrestres, como bebês de crocodilos. Ela também se alimenta de cobras, sapos, roedores e lagartos, alguns tipos de aves aquáticas e vegetais, principalmente do tipo daninha, como papiro e taboa. 

A sua estratégia na hora da pesca é ficar em águas que tenha escassez de oxigênio. Isso porque o peixe terá que subir mais vezes a superfície para respirar. 

Reprodução 

A cegonha-bico-de-sapato só alcança a maturidade sexual entre os três e quatro anos de idade. Quando a reprodução começa, o período que se passa desde a formação dos bebês até seu nascimento é muito longo. 

O ovo é posto ao final da época de chuva, porque é neste momento que as águas dos pântanos baixam. Mas é somente após o fim das secas que os filhotes começam a nascer. 

Apesar de ser essencialmente monogâmico, é comum ver o animal andando com vários parceiros, ao mesmo tempo. Mas também é possível avistá-los separados uns dos outros, com cada um ocupando uma extremidade do seu território. 

Os ninhos ficam espalhados neste local, cerca de três por quilômetro quadrado. 

Cegonha Bico-de-sapato
Cegonha Bico-de-sapato

Status de conservação

Atualmente, a espécie corre risco de extinção. Acredita-se que existem apenas 10 mil indivíduos espalhados pelo mundo.

A vulnerabilidade do bicho se deve às mudanças que ocorreram no seu habitat natural, como queimadas e a expansão da pecuária, que acaba destruindo os ninhos e seus ovos. 

Elas também são mortas devido a crenças religiosas. No local onde vive, muitos locais acreditam que ao avistar esta criatura significa um mau presságio, levando a morte do bicho. 

Curiosidades 

  • É uma criatura preguiçosa. Só muda de habitat quando este oferece pouca água e comida. 
  • A espécie apresenta dimorfismo sexual, com os machos sendo mais altos e mais pesados que as fêmeas.
  • Sua expectativa de vida é de 50 anos. 
  • São solitários. 

Os animais mais curiosos da África 

O continente possui uma enorme diversidade quando o assunto é bichos. Eles também abrigam os indivíduos mais curiosos do reino animal. 

1 – Pangolim 

Pangolim
Pangolim

Talvez você não tenha ouvido falar do Pangolim porque além de ser um bicho encontrado principalmente na África, ele está em extinção, com poucos indivíduos sendo vistos atualmente. 

Ele é um mamífero com um corpo coberto de escamas que adora comer formigas. É também a criatura mais caçada do mundo. 

Não gosta de socializar e tem hábitos noturnos. Ele não tem dentes. Ao invés disso, usa sua longa língua pegajosa para capturar sua comida e engoli-la. Já que não consegue mastigar, costuma ingerir algumas pedras para ajudar na digestão. 

2 – Porco-formigueiro 

Porco-formigueiro
Porco-formigueiro

Se você já tinha achado o pangolim estranho, é porque não vou o Porco-formigueiro. Ele tem um corpo de porco, mas suas orelhas parecem a com de um coelho. Já a cauda lembra a de um canguru. Apesar disso, até que ele é bem fofinho. 

Tem hábitos noturnos e é solitário, procurando companheiros apenas para o acasalamento. 

Ele é visto em todos os lugares da África Subsaariana e, assim como Pangolim, não consegue mastigar sua comida. Mas isso não o impede de comer bastante. A criatura chega a consumir por dia até 50 mil insetos. 

3 – Texugo-do-mel 

Texugo-do-mel
Texugo-do-mel

O ratel ou honey badger – em inglês – é conhecido por ser um animal destemido, isso porque ele é capaz de comer cobras e até atacar leões e outros bichos maiores que ele. 

Cava tocas para descansar. 

A sua pele é bem espessa, o que acaba tornando a criatura imune ao ataque de diversos predadores e também as abelhas, seu alimento preferido, como seu nome sugere. Quando vai comê-las, elas o atacam, mas isso não faz a criatura desistir. São ferozes e astutos. 

4 – Mabeco 

Mabeco
Mabeco

Sem dúvida alguma uma das coisas que mais chama atenção no mabeco ou cão-selvagem-africano é sua coloração única, que é uma mistura de castanho-alaranjado com manchas brancas e pretas. Seu rabo costuma terminar em um tufo de pelos esbranquiçados. Infelizmente é outro animal africano que corre o risco de sumir da natureza. 

Além da cor única, eles são conhecidos por serem cães extremamentes sociais, eles dividem praticamente tudo entre sua matilha, inclusive a caça. E falando nisso, eles saem em duplas para tal atividade. Quando voltam, regurgitam o alimento para os membros da grupo, com os filhotes tendo prioridade na hora de comer. Estes, inclusive, são cuidados por todos os membros do grupo. 

Eles também tomam conta dos membros doentes e velhos da alcatéia, até estes se recuperarem. 

Antigamente, quando seu número era maior, era comum ver um conjunto com até 200 deles, hoje essa quantidade caiu para 40, o que não deixa de ser uma boa numeração, se levarmos em consideração que a maioria das espécies vivem sozinhos ou em duplas. 

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