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Características dos Anelídeos: Nutrição e Reprodução

O filo dos anelídeos contêm aproximadamente quinze mil espécies catalogadas e, ainda assim, é o menor entre todos. Mas você sabe o que é um filo?

O nome é dado às repartições que existem entre seres vivos, sejam eles animais, vegetais ou fungos. Os indivíduos são reunidos com base em suas configurações morfológicas, formando um filo aqueles que têm características semelhantes.

No decorrer do texto você poderá entender quais são os traços que caracterizam os animais do filo annelida, como foi originalmente denominado.

Anelídeos
Anelídeos

Onde são encontrados?

Estes animais estão tanto na água – seja ela doce ou salgada – quanto em solo exclusivamente úmido. É mais fácil de associar e absorver as características quando se tem em mente quem integra esse grupo tão vasto, e os exemplos mais conhecidos de anelídeos são as minhocas e sanguessugas. Elas são conhecidas de alguma forma ao ser humano, seja de maneira física e próxima ou à distância, por meio de um livro ou produto audiovisual. O ponto chave é que ambas passam um padrão morfológico perceptível, mas que será melhor detalhado em seguida.

O que caracteriza um anelídeo?

O próprio nome do filo já contém uma dica importante: o termo “anelídeo” foi dado com base na ideia de os animais terem seu corpo segmentado, com cada pequena parte dando a impressão de anéis reunidos. Anéis = anelídeos.

Eles são invertebrados, com corpo mole, alongado e cilíndrico, possuindo clara segmentação em pequenos anéis, como já foi dito. Algo muito importante para esses animais é o fato de serem celomados, ou seja, possuírem celoma. Por não possuírem esqueleto, é esse o responsável pela sustentação e locomoção do seu corpo. A presença do celoma varia para cada subdivisão do filo, podendo ser abundante ou quase nulo, como é no caso das sanguessugas, que o possui em uma quantidade mínima.

Como funciona o corpo de um anelídeo?

Começando esse tópico com uma característica importante e bem interessante: os anelídeos possuem o sistema digestório completo. Considerando que seu comprimento varia entre 1 milímetro e 3 centímetros, possuir boca, papo, moela, intestino e ânus seja a ser surpreendente, pois tudo é compactado dentro de um pequeno espaço para permitir o melhor funcionamento do animal.

Justamente graças a esse tamanho diminuto, muitas adaptações precisaram acontecer durante o processo de seleção natural. Como já foi dito antes, os animais desse filo podem ser encontrados em água e na terra, e em cada um desses ambientes a respiração deles é feita de uma forma diferente. Para os aquáticos, existem as brânquias que intermediam o processo de inspiração e expiração. Já para os terrestres, o processo acontece através da própria pele! O nome dado é “respiração cutânea”, em que a troca gasosa ocorre pela pele do animal, já que ela é bem fina e permite que procedimento ocorra sem maiores dificuldades.

Além de ter um sistema digestório evoluído e poder respirar através da pele, os anelídeos possuem uma espécie de distribuição de órgãos internos que respeitam a sua segmentação externa. É como se cada pequeno anel abrigasse determinados órgãos, separados em divisórias, mas unidos para garantir o bom funcionamento do animal.

Agora, outro questionamento essencial: como novos anelídeos são formados?

Antes de tudo, é importante distinguir que na natureza existem dois tipos de reprodução, a sexuada e a assexuada, e no filo dos anelídeos ambas são executadas. A reprodução sexuada é a desenvolvida pelos seres humanos, por exemplo, que envolve a combinação dos genes herdados de cada parte da relação para criar um indivíduo novo. Já quando se trata da vertente assexuada, o que acontece é a geração de clones, pois não há variabilidade genética.

Um outro fato importante para entender os processos que serão descritos a seguir é que os anelídeos são hermafroditas, ou seja, possuem os órgãos reprodutores masculino e feminino.

Dito isso, a forma de reprodução mais comum no meio, segundo os estudiosos da área, é que haja fecundação cruzada, de caráter sexuado. O processo pode parecer um pouco complicado, mas vamos para o passo a passo. Primeiro acontece o contato entre os dois animais, e isso se dá a partir da junção de seus ventres. Feito isso, cada um posiciona seu genital masculino para encontrar os receptáculos seminais, permitindo o fluxo de espermatozoides em ambas as direções. Quando é feita a liberação, os animais se afastam e, assim, cada qual carrega sua própria prole. Ocorre, então, o amadurecimento dos óvulos nos ovários de cada um; quando decorre tempo suficiente, um casulo é desenvolvido como forma de armazenar tais óvulos. Esse casulo, por sua vez, é movido pelo anelídeo até a sua parte anterior e, nesse processo de movimentação, os espermatozoides do parceiro são disseminados sobre os óvulos do próprio animal. Quando a fecundação se concretiza, o casulo é liberado e, assim, novos anelídeos podem nascer. Nesse caso, há variação genética, já que se trata de um caso de reprodução sexuada.

Anelídeos
Anelídeos

Depois dessa explicação, é hora de conhecer um pouco mais sobre a esquizogênese, a forma mais comum de reprodução assexuada dos anelídeos. De forma direta, nesse caso ocorre o processo de citocinese: repartição de uma célula em duas. Novos indivíduos são gerados a partir dessa fissão, mas aqui acontece a replicação do DNA do anelídeo em questão, fazendo com que a criação seja, na verdade, uma cópia. Portanto, não há variabilidade genética.

Então, agora sempre que você ver uma minhoca em seu quintal pode se lembrar que ela possui um sistema digestório completo, mesmo em tão pouco espaço, e respira através da própria pele! Talvez se questione se ela é produto de uma reprodução sexuada ou assexuada, mas nunca saberemos, não é? O importante é lembrar que ela é apenas um exemplo de uma única espécie entre as quinze mil que são categorizadas. E ela está bem aí no seu espaço!

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