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Características do Tatu-fada-rosa: Tamanho e Nome Científico

O tatu-fada rosa é considerado o menor de todas as espécies desse bicho. Medindo apenas de 90 a 115 milímetros de comprimento, o animal pode ser visto na Argentina onde habita campos secos e planícies arenosas, preferencialmente com a presença de arbustos com espinhos e cactus. 

Conhecido cientificamente como Chlamyphorus truncatus, esse indivíduo passa boa parte da sua vida embaixo da terra. 

Aliás, sua habilidade de se locomover neste local é tanta que ele é chamado de “nadador de areia”, devido a rapidez que se move debaixo do solo. Sendo essa agilidade uma das formas como ele escapa de seus predadores, já que tem a capacidade de se enterrar nesta região em questão de segundos. Faz o mesmo quando se assusta.  

Tem o nome de tatu-fada rosa por ter um torso rosado que cobre seus pelos brancos, o que faz ele parecer um bicho saído de algum desenho animado.  

Sua alimentação também é feita nestes buracos no chão. Ele consome tudo que está próximo a ele, incluindo invertebrados – formigas e larvas – e plantas. 

É um indivíduo muito sensível ao estresse e não se dá bem com a presença de humanos. Ele também não é o tipo de criatura que vive em cativeiro. Quando preso, sobrevive por no máximo oito dias e morre logo em seguida. 

Tatu-fada-rosa
Tatu-fada-rosa

Curiosidades sobre tatus 

  • A nomenclatura “pichi” advém da língua indígena mapuche – usada na região centro-sul do Chile e sudoeste da Argentina – e significa minúsculo. Acredita-se que “ciego” foi usado para diferenciá-lo do Zaedyus pichiy (piche), um tatu que pesa um quilo e vive na mesma região do rosado. 
  • Existem dois tipos de tatu-fada: o pequeno e o grande, que é ainda mais desconhecido que o primeiro. 
  • Ele se difere de outros por ter perdido a parte lateral da sua carapaça. 
  • Seus pelos são feitos de seda e estes ajudam o animal a manter sua temperatura corporal. 
  • A ponta de sua cauda tem um formato de diamante, uma característica muito rara. Esta é causada como uma quinta pata de apoio. 
  • Ele é um animal de hábitos noturnos. 
  • Segundo Mariella Superina, especialista na preservação de tatus, o pichiciego é muito exigente. Enquanto cuidava de um bicho que se perdeu, ela tentou vários ingredientes para fazê-lo comer, até que encontrou uma mistura que foi aceita pelo animal, mas qualquer mudança ele se recusava a consumir. Quando ela resgatou um segundo fada, fez a mesma junção de comidas, e o indivíduo não comeu. Fazendo a especialista acreditar que cada um tem uma preferência individual. O que torna a reabilitação dessas criaturas ainda mais difícil. 
  • É um dos mamíferos mais raros do mundo. 
  • Os pichiciego-menores não conseguem levantar a própria cauda, por isso ele a arrasta quando anda. 
  • As fêmeas exibem duas mamas. 
  • Os bebês são bem parecidos com os adultos, com uma diferença na sua carapaça, que só fica rígida quando atingem a maioridade. 
  • Ele é a única espécie de tatu do gênero Chlamyphorus. 
  • Sua carapaça tem 24 segmentos que se mexem por serem ligados por um tecido flexível.
  • Ele se difere dos membros da família Dasypodidae por ter a carapaça pélvica ligada a sua espinha e aos ossos da pelve. 
  • É um animal lento, menos quando está cavando. 
  • Pode usar a parte posterior do seu casco para tapar a entrada da sua toca. 
  • Prefere cavar suas tocas em locais com solo seco e quente, preferencialmente próximo à formigueiros. Se este ficar úmido, ele abandona o local. 
  • Acredita-se que ele está em grande risco de extinção, mas como não se sabe o número exato da sua população, o seu status de conservação é desconhecido. 
  • Os tatus fazem parte da ordem Cingulata, que abriga mamíferos sem dente como o tamanduá e a preguiça. 
  • Vive em matas próximos a rios, florestas, caatinga e cerrado. 
  • Eles são chamados de armadilhos em Portugal e armadillos em países com língua espanhola. 
  • Ele passa a maior parte do dia dormindo, cerca de 16 horas. Dorme durante o dia e saí à noite para se alimentar. 
  • Apesar de ser conhecido por comer cupins e formigas, ele também pode consumir verduras, raízes e pequenos animais. 
  • Já pode procriar com um ano de idade. A gestação dura até 120 dias e nasce de dois a quatro filhotes. 
  • O maior indivíduo que existe da espécie é o tatu-canastra, que tem um metro de comprimento e pesa 60 quilos. 
  • O tatu-bola não é o único que se enrola para se proteger dos predadores, essa estratégia é utilizada também pelo pangolim, um mamífero com escamas, morador da África e da Ásia que está em extinção. Como tem um casco duro, nenhum caçador tem paciência o suficiente para matá-lo. 
  • O bola não cava suas tocas, ele reaproveita as de outros animais. 
  • O bola também foi o mascote da copa do mundo de 2014, que se passou no Brasil. O bicho foi batizado de Fuleco. 
  • No Brasil, existem matadouros que criam tatus. Esses animais são mortos por volta dos 18 meses de vida e são utilizados em artesanatos – a pele – assim como para consumo sua carne. Lembrando que é preciso de autorização do Ibama para criar o indivíduo. 
  • Existiu um tatu que era tão grande quanto um Fusca. Ele se chamava gliptodonte e pesava 1,4 toneladas e tinha 3 metros. Ele vivia no continente americano e está extinto. Aliás, tocas desses bichos ainda são achadas pelo mundo, servindo de abrigo para outros animais e para seres humanos.
  • Esta espécie pode passar hanseníase para o homem, vulgarmente conhecida como lepra. Aliás, o tatu é usado em laboratórios nas pesquisas sobre essa doença. 
  • E ao contrário do que o seu outro nome sugere, pichiciego, ele não é totalmente cego. A criatura consegue diferenciar claro de escuro. 

Os tatus são animais incríveis, ainda mais o tatu-fada rosa, que parece ter saído de alguma animação da Disney. É neste momento, conhecendo essas criaturas, que percebemos que estamos longe de saber da existência de toda a fauna espalhada pelo mundo. O que não é tão ruim assim, pois ainda temos a oportunidade de nos surpreendemos com a descoberta de indivíduos bem diferentes e peculiares. Não esqueça de compartilhar. 

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