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Características do Siri Animal: Alimentação, Respiração e Habitat

Não, não vamos falar do Sr. Sirigueijo. Como já explicamos aqui, ele na verdade é um caranguejo, e não um siri. Mas eles estão diretamente ligados, já que o siri faz do grupo dos caranguejos, membros da família Portunoidea. 

Este indivíduo pertence ao filos dos artrópodes. Ele é um crustáceo do grupo dos Decapodes, ou seja, detêm dez pernas. 

E, antes que você se pergunte, a maior diferença entre o siri e caranguejo são suas patas. No primeiro, nesta região existe uma adaptação que permite o nado, além do fato deles caminharem de lado – apesar do segundo também fazer isso, mas apenas em situações de estresse -.

Esse indivíduo pode viver em diversos tipos de habitats. Existem cerca de 10 mil espécies desse animal. 

Siri Animal
Siri Animal

Características do siri 

Esse bicho possui uma carapaça, que serve para proteção, chamada de exoesqueleto. Ela é composta de uma substância chamada quitina, o mesmo material encontrado em nosso cabelo e unhas. E é esse traço que o impede de virar uma presa fácil aos seus predadores. 

Seu tamanho vai variar de espécie para espécie. É possível encontrar animais minúsculos, com cerca de um centímetro de comprimento, ou gigantes, como o Macrocheira kaempferi, indivíduo do Japão, e o Pseudocarcinus gigas, encontrado na Tasmânia. O bicho japonês pode chegar aos 4 metros de envergadura, enquanto o segundo pesa algo em torno de 9 quilos. Imagina, 9 quilos de siri? É muita coisa. 

O siri detêm 5 pares de pernas, sendo o primeiro evolutivamente modificado em grandes pinças que o ajudam na hora de comer e também durante as brigas. O último par tem como intuito ajudar a criatura a nadar no mar. Elas são achatadas e largas, como um espécie de remo. No final do seu corpo apresenta uma cauda que fica enrolada. 

Por ser um grupo grande, suas características físicas podem variar, como é o caso do dimorfismo sexual, visto em alguns indivíduos, e em outros, não. Neste caso, a forma mais fácil de identificar o sexo do animal é olhando na parte de baixo do seu tórax. Se este apresentar um desenho mais comprido e pontudo, quer dizer que ele é macho. Já as fêmeas detêm um formato mais largo. 

Alimentação 

O siri é um bicho onívoro, com alguns se alimentando de material em decomposição. Mas isso também varia de acordo com a espécie, sendo possível encontrar alguns animais com uma dieta carnívora ou herbívora. 

Respiração

O siri tem a respiração do tipo traqueal, o que permite que ele consiga respirar tanto na água, quando na terra. 

Habitat do siri 

A maioria dessas criaturas moram no mar, ou próximo a ele, ou ainda em manguezais – algo comum um Brasil, por exemplo -. São encontrados principalmente em países tropicais. Mas é possível observar indivíduos vivendo em rios na Europa, como é o caso do Potamon fluviatile. 

Outras são parasitas e vivem “grudadas” em outros animais. Ainda existem aqueles que utilizam as conchas deixadas por outros moluscos ou compartilham o local com eles, assim como a comida, como os siris da família Pinnotheride. O grupo Hapalocarcinidae vive associado a corais. 

Aqueles que ocupam as conchas deixadas por outras criaturas são chamados de ermitões. Quando estes crescem de tamanho, precisam procurar um local maior para morar. 

Comportamento

A maior diferença observada no siri em comparação com o caranguejo é no estilo de se movimentar, como já citado anteriormente. O primeiro caminha de lado, enquanto o segundo anda para frente e para trás. 

Reprodução do siri 

Sua reprodução depende da água. Os ovos ficam grudados no corpo da fêmea ou são depositados em algum lugar. Algumas espécies chegam a carregar cerca de 2 milhões de “bebês”, como é o caso do siri-azul. 

Os filhotes nascem em formato de larvas, totalmente diferente do estágio adulto. Essa etapa é chamada de zoea, com o indivíduo tendo o corpo transparente e se alimentando de plâncton. 

Eles passam por metamorfose, que nada mais é que a troca do seu revestimento exterior. Só depois da quarta mudança do exoesqueleto é que o siri adere uma aparência mais próxima dos adultos. Porém, algumas espécies já nascem com esse aspecto. 

Durante o acasalamento é normal observar certos “rituais”, como o macho chamando atenção da fêmea até que ela o escolha para a cópula. Neste período algumas espécies chegam a mudar de cor, como o siri-azul. No final do coito, este animal fica na ponta das patas e libera feromônios para atrair parceiras. 

Curiosidades sobre o siri 

  • Os siris são fonte de alimento em muitas regiões, principalmente em locais com manguezais ou próximo a costa do mar. Os mais consumidos são: Câncer pagurus, Callinectes sapidus e o Câncer Magister, da Europa, América do Norte e Oceano Pacífico, respectivamente. 
  • O ideal é comprar esses animais ainda frescos, ou seja, vivos. 
  • Grande parte da população ribeirinha vive em função do comércio desse indivíduo, por isso a conservação da espécie é importante, além dele ter uma relevância no ecossistema.
  • Mesmo tendo 10 pés, o siri usa apenas quatro pares para se locomover. 
  • É um animal invertebrado, ou seja, não tem ossos. 
  • No Brasil é possível encontrar cerca de 15 espécies desse bicho, com alguns chegando a 15 centímetros de comprimento. 
  • Detém duas antenas, que na verdade são seu olhos. 
  • Apesar de botar 2 milhões de ovos, a grande maioria não sobrevive. 
  • Seu andar de lado permite que ele se movimente mais rápido e, em conjunto com seus olhos, faz com que ele tenha maiores chances de sobrevivência. 
  • Bate as patas ou agita suas pinças para se comunicar. 
  • Na época de reprodução é comum ver os machos brigando pelas fêmeas. 
  • Algumas espécies têm a habilidade de amputar os próprios membros. Após um ano este se regenera por completo. 
  • Se assustam com facilidade, mesmo aparecendo para os humanos. Ele dificilmente ataca, só fará isso se tocar nele ou algo do tipo. Na maioria das vezes ele vai preferir correr e se esconder em sua toca. 

E aí, gostou de saber mais sobre os siris? São indivíduos interessantes, não? Não esqueça de compartilhar. 

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