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Características do Sapo Pulga: Tamanho e Nome Científico

Ainda na “onda” de animais pequenos, o nosso foco hoje é no sapo pulga, também conhecido como sapo dourado brasileiro. Cientificamente chamado de Brachycephalus didactylus, pertencente a família Brachycephalidae, este indivíduo é o segundo menor sapo do hemisfério sul. E não é atoa que ele ocupa essa colocação. A criatura mede 10 milímetros de comprimento, parecendo não mais que uma sujeirinha na mão de um ser humano. Ele perde apenas para o Paedophryne amauensis, o menor do mundo. 

Como sugere seu nome, é um bicho endêmico do Brasil e infelizmente corre risco de extinção devido a destruição do seu habitat para a agricultura e urbanismo.

Sapo Pulga
Sapo Pulga 

Visto primeiramente em uma parte da Mata Atlântica carioca, recentemente o indivíduo foi encontrado e registrado pela pesquisadora Jane de Oliveira, pesquisadora do Programa de doutorado em Ecologia e Evolução da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, na região de Serra das Torres, no Espírito Santo. Essa foi a primeira vez que o sapo foi avistado fora do Rio de Janeiro.

O animal é tão pequeno que cabe dentro de uma moeda de cinco centavos. 

Ele reside no chão das florestas e provavelmente é o menor invertebrado do Brasil. 

É uma espécie difícil de se ver, não só por seu tamanho, mas também por sua coloração, que se parece com a do seu local preferido para se acomodar: folhas mortas caídas no solo. Isso em conjunto com o fato de que ele pouco se movimenta e só é ativo durante a noite faz dele uma criatura pouco avistada, a não ser que se esteja prestando atenção. 

Ao contrário dos sapos, que vivem na água, o dourado mora confortavelmente em locais úmidos. Ele também apresenta um menor número de dedos e falanges.

Os menores sapos do mundo 

O sapo pulga é apenas o segundo menor anfíbio do mundo. Vamos conhecer os outros integrantes desta lista. 

1 – Paedorphyrne amauensis 

A maioria dos menores sapos do mundo foram encontrados na ilha de Papua Nova Guiné, ao norte da Austrália. E um deles é o ameuensis. Este anuro pertence à família dos Macrolídeo, ou seja, grupo dos mais minúsculos animais do planeta. 

Ele tem apenas 7,7 milímetros de comprimento, ocupando o primeiro lugar de menor sapo da terra. 

O indivíduo foi descoberto em 2009 durante uma excursão ao povoado de Amaru, na Papua Nova Guiné, sendo, aliás, o único lugar onde ele é encontrado. Mas ele só foi oficializado em 2012.

No momento da reprodução, este indivíduo emite um barulho bem parecido com o dos insetos. 

Ele é capaz de se camuflar bem entre as folhas caídas no chão da selva tropical, seu habitat. 

E como já aprendemos aqui que tamanho não é documento, apesar da sua estatura, o anfíbio pode dar saltos 30 vezes o seu tamanho. 

Seu corpo é vermelho-escuro com manchas pretas e cinzas. 

Paedorphyrne amauensis
Paedorphyrne amauensis

2 – Sapo-pigmeu 

Chamado cientificamente de Eleutherodactylus limbatus, o sapo-pigmeu é dos mais ínfimos membros da família de anfíbios do tipo anuro. 

Ele foi descrito pela primeira vez por um pesquisador dos Estados Unidos, Edward Drinker Cope, em 1862.

Endêmico da Ilha de Cuba, no Caribe, esse pequenino gosta de habitar florestas xerófilas e locais com a presença de serapilheira para poder se camuflar, fugindo de seus predadores. 

Sai durante o dia para comer e se alimenta de aranhas e formigas. 

Exibe um torso marrom com linhas pretas e amarelas. 

Eleutherodactylus limbatus
Eleutherodactylus limbatus

3 – Epipedobates tricolor 

O sapo-fantasmagórico-venenoso é de origem equatoriana, sendo encontrado principalmente nas encostas do centro do país. 

Reside florestas tropicais, ficando sempre próximo a locais úmidos e riachos, preferencialmente com muitas folhas no chão. Mas ele também pode ser visto próximo a plantações de banana e cacau. 

Tem 22 milímetros de comprimento e uma cabeça relativamente grandes para o seu corpo. Este detém uma coloração vermelha e brilhante, com alguns detalhes em branco, assim como manchas claras nas patas.

Exibe grandes olhos negros. 

Ele é capaz de produzir uma substância chamada de epibatidina, venenosa para suas vítimas. Esta apresenta grande valor na indústria farmacêutica e, por este motivo, o sapo está em risco de extinção.

Epipedobates tricolor
Epipedobates tricolor

4 – Miltonímano Mantella 

Este anfíbio tem um corpo vermelho vivo, que chama bastante atenção e esta cor está espalhada por todo o seu corpo, que entra em contraste com seus grandes olhos pretos. 

A “matella de orelhas negras” tem origem na ilha de Madagascar e faz parte da família Mantellidae. 

Gosta de residir em florestas tropicais e úmidas, assim como pântanos, selvas e terras baixas. 

É outro animal que sofre o risco de sumir da natureza, isso porque ele é muito caçado para ser vendido como bicho de estimação ou para outro uso. 

Miltonímano Mantella
Miltonímano Mantella

5 – Gastrophryne Carolinensis 

Em comparação com os outros anfíbios que aparecem nesta lista, o Carolinensis é um “gigante”. Ele mede 59 milímetros de comprimento. 

Seu corpo é verde, marrom ou cinza e exibe um formato de lágrima, tendo um rosto pequeno e a parte traseira relativamente maior. 

Detém uma boca pequena. Não possui verrugas ou cristas na pele, sendo essa bem resistente as picadas de formigas, das quais se alimenta. 

Ele gosta de viver em áreas úmidas e sombreadas da América do Norte, principalmente na Flórida, assim como Texas, Maryland e Missouri, nos Estados Unidos. 

Gastrophryne Carolinensis
Gastrophryne Carolinensis

Curiosidades sobre sapos 

  • Possui duas glândulas atrás de seus olhos, estas são ativadas quando pressionadas. 
  • Para fazer o famoso “coaxar”, enchem e esvaziam a boca, formando um papo. Neste vai e vem entre este e os pulmões, o ar faz com que suas cordas vocais vibrem. Normalmente este som é ouvido na época de reprodução, com os machos chamando suas companheiras. 
  • Ele é um controlador natural de pragas, podendo comer até 100 insetos por dia. 
  • O sapo cururu é um dos maiores do mundo. Ele é endêmico da Amazônia, local com o maior número de espécies desse grupo. O bicho mede 30 centímetros e pesa até um quilo. 
  • O sapo-parteiro macho é o responsável por carregar os ovos após fecundar a fêmea. Eles são colocados em suas patas traseiras e ficam por lá durante um mês. Quando os bebês estão prontos para nascer, o pai os coloca na água.

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