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Características do Cavalo-marinho Pigmeu: Tamanho e Nome Científico

Como é de se imaginar, o cavalo-marinho pigmeu ou anão é um indivíduo com um diâmetro bem curto. Conhecido cientificamente como Hippocampus bargibanti, esse animal faz parte da família Syngnathidae e pertence ao gênero Syngnathiformes. Membros desse grupo tem a mandíbula fundida e bocas em forma de tubo, sendo assim, aspiram a comida para se alimentar. 

Sobre o cavalo-marinho pigmeu

Ele pode medir cerca de 2 centímetros de altura. Com 14 a 27 milímetros de comprimento da ponta da cauda até o fim do seu focinho. 

Recebe esse nome por se parecer com o equino terrestre, com uma cabeça alongada e com uma espécie de crina. Seu torso é coberto por placas em forma de anel. 

Exibem olhos pequenos e que se mexem independentes um do outro.

Cavalo-marinho Pigmeu
Cavalo-marinho Pigmeu 

Costuma habitar as águas tropicais do sudeste asiático, em um local chamado de “triângulo do coral”. Essa região conta uma enorme diversidade de corais, em diversos tamanhos, cores e formatos. No caso do pigmeu, ele só vive em locais com esta “vegetação” no mesmo tom do seu corpo. Aliás, é por isso que ele é conhecido como o “mestre do disfarce”. Dificilmente veríamos ele em uma área como esta. O que é ótimo para ele, já que a camuflagem é a forma da criatura se proteger de seus predadores. 

Essa mudança de cor é vista em outras espécies e é uma característica parecida com a do camaleão, que também tem a capacidade de mexer os olhos um independente do outro.

Sua cabeça é perpendicular ao corpo. 

É um dos poucos peixes conhecidos que tem a capacidade de nadar na vertical. 

Ele costuma ser visto ao sul do Japão até a Austrália. 

Por ser pequeno e ter um focinho muito curto, ele se parece com os bebês de outras espécies de cavalos-marinhos. Eles são diferenciados de seus primos devido a uma característica física. Este possui apenas uma guerra na parte de trás da sua cabeça, ao invés de terem duas na parte lateral do corpo. Outra diferença é que o anão guarda seus filhotes em seu torso, e não em uma bolsa localiza em sua cauda. 

Machos e fêmeas são identificados pelas aberturas que tem no corpo. No primeiro, este local recebe os ovos, quanto na segunda, este expele os fetos. 

Comportamento

Como tem barbatanas minúsculas, o cavalo-marinho não é capaz de viver em regiões com correnteza forte ou ondas, mas, caso ele passe por uma situação dessas, ele utiliza da sua cauda preênsil para não ser levado por essas correntes. Ele a prende em plantas ou corais, e assim não é arrastado para longe. Devido a isso, este em membro é bem forte e desenvolvido. 

É conhecido também por ter uma relação monogâmica, ficando com a mesma parceira para o resto da vida ou durante todo um período reprodutivo. Quando são separados, eles nunca mais procuram por uma outra companheira. 

Alimentação 

E mesmo tendo uma boca pequena, isso não impede do cavalo-marinho de se alimentar. Aliás, ele é carnívoro e só come presas que se movem. 

Ele consome pequenos crustáceos, vermes e moluscos. Como dito, o animal se alimenta sugando sua comida, já que tem um focinho pequeno. 

Reprodução do cavalo-marinho pigmeu 

Sem dúvida alguma que o cavalo-marinho, no geral, é conhecido por seu estilo reprodutor, digamos, diferente do que estamos acostumados. 

Em toda a espécie, inclusive nós seres humanos, é sempre a mulher/fêmea a responsável por levar a criança no ventre até seu nascimento. No caso desse bicho, é o pai quem faz esse papel. A parceira fica com o papel de transferir seus ovos para a bolsa incubadora que fica nos machos. 

Ele inicia a fecundação assim que acolhe os fetos, liberando seu esperma. 

A gestação dura cerca de 60 dias, geralmente durante a primavera. Quando estão prontos para nascer, os ovos explodem dentro da bolsa incubadora e aí o macho começa o processo para expelir os bebês, realizando movimentos violentos com o seu corpo até que todos saiam. O cavalo-marinho pode passar uma hora fazendo isso. 

Vai nascer, em média, 500 mini cavalinhos, todos transparentes e com menos de um centímetro de comprimento. 

E mesmo sendo frágeis, já vem ao mundo totalmente independentes, não necessitando de cuidados paternos. 

Assim que saem da “incubadora”, eles nadam em direção a superfície para encher suas bexigas natatórias de ar, para que assim tenham equilíbrio ao nadarem. 

Apesar da enorme quantidade de filhotes, apenas 3% deles chegarão a vida adulta. 

O tipo de reprodução do cavalo-marinho pigmeu é vivíparo. 

13 curiosidades dos Cavalos-marinhos

  1. O fundo da bolsa incubadora detêm fluído nutritivo que alimenta os bebês. 
  2. Apesar de ser o indivíduo mais famoso por realizar esse tipo de reprodução, o seu parente peixe-trombeta adquiriu adaptações parecidas. Estes vivem na costa oeste da Suécia, entre plantas aquáticas. 
  3. Segundo estudos realizados por biólogos, a troca de papéis sexuais nos cavalos-marinhos é quase completa. 
  4. Como existem poucos machos, é a fêmea quem corteja o futuro parceiro. 
  5. O comprimento normal dos cavalos-marinhos é de 15 a 18 centímetros, mas alguns podem chegar aos 30 cm. 
  6. Existem várias espécies de cavalos-marinhos anões, como o bargibanti, Hippocampus denise e pontohi. 
  7. Por ter barbatanas pequenas, eles batem essas cerca de 30 a 70 por segundo para conseguir impulso. 
  8. É um peixe ósseo. 
  9. Existem cerca de 32 espécies diferentes e três podem ser encontradas no Brasil. 
  10. Sua expectativa de vida é curta. Na natureza, vive até os 5 ou 7 anos de idade. 
  11. Se aproxima de sua vítima sem ser percebido. Para isso, seu focinho cria pequenas ondulações na água, o que acaba disfarçando sua chegada. Para suas presas, eles são monstros do mar. 
  12. É um dos peixes mais lentos que existe. Pode demorar 4 minutos para nadar um metro. 
  13. Tem sucesso em 90% dos seus ataques. Isso se deve ao fato da sua cabeça ser um tipo de mola, que vira muito rápido, fazendo com que a criatura consiga capturar a presa sem dar chances dela fugir. 

Os cavalos-marinhos realmente são animais incríveis, mas poderemos desfrutar deles por pouco tempo se a caça ao bicho continuar do jeito que está. 

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