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Características das Serpentes Marinhas: Habitat, Respiração e Alimentação

Como o nome dá a entender, a serpente marinha é bem parecida com a sua parente terrestre, com um corpo fino e alongado. Porém, ela possui algumas características que a diferem daquelas que vivem em terra firme. Isso porque o seu corpo exibe modificações que a faz ser capaz de viver dentro da água, em grandes profundidades, além de outros traços marinhos. 

Outro ponto que chama atenção sobre esse animal é que ela tem a fama de ser um indivíduo dócil, com muitos mergulhadores gostando de nadar ao lado dela. Como a maioria das criaturas, só ataca quando é incomodada. E é agora que vem o paradoxo da situação: ao mesmo tempo que a serpente marinha tem fama de calma e é adorada pelos profissionais de mergulho, ela é altamente venenosa, muito mais que qualquer outra cobra. 

Ela tem parentesco com os ofídicos terrestres da Austrália e, ao mesmo tempo, não é considerada uma animal aquático “puro”, já que consegue respirar o ar da superfície normalmente. 

Serpentes Marinhas
Serpentes Marinhas

Características da serpente marinha 

Esse animal é capaz de absorver oxigênio por meio da superfície da sua pele, conseguido suprir 25% da sua necessidade de ar por meio desse processo. E por ter mais características de um bicho da terra, ela também não suporta águas com alta salinidade, algo que os indivíduos marinhos conseguem. Como uma adaptação, a criatura desenvolveu glândulas especiais ao redor e sob a língua, permitindo que ela elimine o excesso de sal do seu corpo. 

E, ao contrário das terrestres, que apresentam escamas salientes que protegem o seu torso, a da serpente marinha é lisa e não possui esse “volume”. Para este indivíduo, elas foram projetadas para serem hidrodinâmicas – ajudam no nado – e para atuarem como uma armadura contra os corais pontiagudos. Sua pele é dura e impenetrável e ela muda a cada duas a seis semanas. 

A narina funciona como uma bexiga natatória, permitindo que o bicho flutue. Seu corpo é bem adaptado a vida marinha, exibe uma cauda achatada que funciona como um leme.

A coloração vai depender da espécie, mas a grande maioria tem um corpo escuro, que auxilia na camuflagem contra os predadores. Já o abdômen é mais claro, fazendo com que ela fique menos visível se for atacada por baixo, por exemplo. 

Habitat 

É possível encontrar essa espécie em todo mundo, principalmente em águas quentes e temperadas. Isso porque, como a maioria dos répteis, não gosta de frio. Sendo assim, podemos avistá-lo nas águas tropicais do Caribe até a Austrália e no leste da África.

Apesar da maioria gostar de ficar em águas rasas, ela pode ser levada para bem longe da costa pela corrente oceânica. São ativas aos 30 metros de profundidade, mas consegue chegar aos 150 m. 

Alimentação da serpente marinha  

A comida preferida desse indivíduo são os peixes, que ela consome por inteiro. Sua dieta também inclui crustáceos e enguias, com algumas espécimes comendo também ovas de peixes. 

A forma como caçam varia de espécie para espécie. A grande maioria utiliza suas presas venenosas para matar a caça. Algumas chegam perseguir a comida até locais mais rasos, enquanto a cobra marinha de cabeça preta prefere consumir os peixes que ficam parados em fendas ou rochas. 

A amarela se reúne em grupo perto da superfície, esperando pelo alimento. Ela também costuma nadar para trás, fazendo parecer que sua cabeça é sua cauda. Quando a presa chega perto o suficiente, ela ataca por trás. 

Reprodução

A serpente marinha é do tipo vivípara, o que quer dizer que os ovos se desenvolvem dentro dela até que estes eclodão e os filhotes nasçam. Destas, apenas a espécie Laticauda deposita seus bebês em terra firme. 

As minis cobras nascem na água, onde realizam todo o processo de vida. Com alguns nascendo bem grandes, tendo metade do tamanho do corpo da mãe.  

Os bebês se tornam independentes assim que nascem. Ou seja, eles passam pouco tempo com os pais, não necessitando de nenhum cuidado paterno. 

Respiração 

Apesar de conseguir respirar na terra, essa serpente não conseguiria viver no solo. 

Ela respira oxigênio do ar e tem um único pulmão. É capaz de manter a respiração embaixo da água por cerca de uma hora ou mais. 

Veneno da serpente marinha 

Assim como as terrestres, as serpentes marinhas são venenosas, mas muito mais que a primeira. Ela também morde, embora seja uma ocasião difícil de acontecer. E quando isso ocorre, não costuma injetar tanta toxina na vítima. 

Mas, ao contrário de ser algo positivo, é uma situação perigosa. Isso porque em decorrência disso o ataque é indolor e os sintomas não aparecem de imediato e, se não for tratado, a morte pode acontecer nas próximas 8 ou 12 horas. Por isso é tão perigoso o fato dela não liberar tanta toxina no ataque. 

Mitos 

Alguns mitos envolvem esse animal. O mais famoso de todos é que por causa da sua presa pequena ela só poderia morder uma vítima na região do lóbulo da orelha ou na área de pele que fica entre o polegar e o indicador. Isso é mentira. A cobra é capaz de atacar qualquer região exposta de pele. 

Algumas espécies de serpentes marinhas 

1 – Cobra-do-mar-pelágio

Cobra-do-mar-pelágio
Cobra-do-mar-pelágio

Essa é a mais famosa entre as serpentes marinhas. Ela vive nos litorais do Pacífico, tanto em área tropical quanto subtropical. Precisa de água morna para sobreviver, em torno de 16 a 39 graus. 

Ela pode chegar a um metro de comprimento, tem um corpo comprimido lateralmente, o que ajuda no nado. Já sua cabeça é estreita e tem olhos salientes. Exibe um corpo cinza escuro com linhas amarelas na barriga e na cauda. 

2 – Laticauda colubrina 

Laticauda colubrina
Laticauda colubrina

Vive na região Indo-Pacífico e, por causa disso, são caçadas por pescadores devido as suas cores exuberantes – o torso é azul escuro com linhas pretas e o nariz é amarelo – ou para servir de alimento. Normalmente se reúne em grupos para caçar o caramuru gigante.

As fêmeas são maiores que os machos, chegando a 140 centímetros. 

Costuma ir até a praia para beber água fresca e também é venenosa. 

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