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Características da Perereca

Tanto a perereca quando o rã e o sapo são animais que causam certa aflição na maioria das pessoas pela sua aparência, principalmente pela sua pele que de forma brusca podemos chamar de gosmenta. Gosma esta que é típica dos anfíbios por terem a respiração cutânea, ou seja, também pela pele além do pulmão quando são adultos.

Quando ainda são filhotes fazem a respiração via os brônquios, parecidos com os peixes, neste caso estão em sua fase larval, também conhecida como a fase em que são girinos quando ainda habitam as águas. Sendo assim, está aparência gosmenta nada mais é do que secreções oriunda de sua respiração.

Grupo Dos Anuros

E assim são as pererecas, uma espécie de anfíbio. Mais especificamente cerca de setecentas espécies da família hylidae. Estas espécies estão juntas com justamente com as rãs e os sapos na classificação anuro. Dentre as suas características em comum esta o fato de serem anfíbios sem cauda ou rabo.

Certamente pela sua fase larval ou em que ainda são girinos, tanto a perereca, a rã e o sapo, são descendentes dos primeiros animais vertebrados a evoluírem do seu habitat fechado somente as águas, para a terra também. Concomitantemente estão entre os primeiros animais terrestres a desenvolverem cordas vocais, que são muito usadas em sua convivência.

Perereca
Perereca

Conquista E Reprodução Da Perereca

No mundo das pererecas, somente os machos coaxam, ou seja, emitem um certo tipo específico de som na sua fase de reprodução. O seu coaxe é caprichado com o objetivo de atrair a fêmea, sabendo que o macho escolhido será o que coaxar mais alto.

Esta competição é acirrada e há casos de oportunismo, em que machos que sabem que não tem tal capacidade de ganhar a competição, se escondem atrás de outro macho mais habilidoso e com a maior chance de vencer a competição e surpreendentemente há casos em que o macho oportunista consegue o que quer e engana a fêmea, enquanto o coitado que se esforçou realmente fica entre os perdedores.

Como onívoros que são, quando acasalam e reproduzem, botam seus ovos ou em poças de água em árvores, ou em plantações que tenham acesso direto a mesma quando eclodidos ou diretamente na própria água, facilitando o acesso ao seu habitat natural assim que nascerem e consequentemente a sua sobrevivência.

Perereca Pequena Rã Arborícola

Dentre as características da perereca que a diferencia da rã e do sapo esta o seu habitat arborícola, ou seja, vive em árvores, tanto que o significado do seu nome é rã pequena e arborícola. Mais detalhadamente, habita florestas e vegetações úmidas, como pântanos, riachos e córregos nas regiões do Brasil, da Argentina e de Portugal.

Dentre as setecentas espécies de pererecas, algumas já foram extintas no Brasil, dentre o motivo da sua ameaça de extinção estão o desmatamento do seu habitat e a poluição das águas, o que as impede até que sobrevivam da fase larval para a fase adulta como perereca.

Algumas pessoas ao avistarem estes conhecidos popularmente anfíbios, tem tanta repulsa que acabam os matando, uma típica forma cruel é lhes atacando com sal, o que além de muito maldoso é desumano, já que tem importante papel na natureza no controle de pragas e insetos com a sua alimentação a base de pequenos invertebrados como as temidas e perigosas aranhas. Resumidamente estes anfíbios são inofensivos aos seres humanos e quando adentram o mesmo ambiente que você, não é para lhe atacar, mas somente por você estar próximo do habitat dele.

Árvore, Solo E Lagoa

Um fato que pode lhe assustar quanto ao sapo, é que eles liberam venenos quando muito pressionados, mas leia bem, somente quando muito pressionados, que quando bem lavado após o contato, não causa mal algum e inclusive são estudados como fármacos.

Você pode estar se perguntando naturalmente o que mais diferencia os três anfíbios do mesmo grupo. A resposta é que os sapos habitam o solo ou a terra e as rãs habitam as lagoas. Seus corpos são incrivelmente adaptados aos seus habitats, a rã tem membranas entre seus dedos que formam uma espécie de pé de pato que as permite nadar pela lagoa e as pererecas tem espécies de discos em seus dedos que as permitem escalar e se segurar nas árvores. Assim vemos o quanto rãs e pererecas são habilidosas, enquanto os sapos são mais desajeitadinhos com seu porte e peso maior.

As rãs são mais ameaçadas pelos humanos pela sua caça para o consumo da sua carne que é apreciada por consumidores na cultura dos países que habitam. O mais popular entre as espécies de sapos no Brasil é o conhecido sapo cururu, que ganhou até uma música infantil como homenagem.

A Família Hylidae

Como nosso foco é a perereca, vamos falar um pouco mais sobre elas. Ainda sobre a sua aparência, medem cerca de somente dez centímetros entre as maiores e as menores espécies, mas não pense que seu tamanho deixa a desejar, pelo contrário, com porte e peso tão leve, conseguem saltar habilidosamente cerca de dois metros de comprimento, o que as ajudam neste caso são suas membranas elásticas em seus dedos que as impulsionam, além de no caso do seu habitat arborícola, as auxiliarem a se pendurarem em galhos. Mais uma diferença notável são seus olhos mais saltados comparados aos maiores sapos e rãs e caracteristicamente mais na frente da face ao invés das laterais como é nos mesmos.

Boana Icamiaba

Curiosamente, muito recentemente, no meio do ano passado, foi descoberta uma outra espécie de perereca nativa e habitante da bacia da floresta amazônica, no Brasil, nunca antes avistada, nomeada como boana icamiaba.

Sua aparência é muito peculiar, de cor marrom com listras pretas pelo corpo e com espinhos nas mãos, que segundo os pesquisadores são usados para disputas de acasalamento, reprodução e demarcação de território.

Dadas as suas compatibilidades e distinções, ficou fácil diferenciar estas três espécies de anfíbios do mesmo grupo, não é mesmo? Também esperamos que tenha ficado fácil o seu entendimento de que não são animais perigosos para nós e que não são dignos de ataques em nome de nossa defesa. Assim contribuímos para a preservação de espécies que já são ameaçadas por ações humanas na natureza, o que desequilibra o controle do ecossistema.

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