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Características da Morsa Animal: Alimentação e Reprodução

Já imaginaram visitar e passar um tempo nos locais mais gelados do mundo? E ainda, encontrar animais como pinguins, ursos polares, os simpáticos lobos marinhos ou então ter a sorte de ver um pequeno grupo de morsas? Pois é, para vocês terem uma pequena noção da magnitude, a região polar é localizada no extremo norte do planeta, sendo composta em sua maioria pelo Oceano Glacial Ártico e por algumas partes do Hemisfério Norte, como o Alasca e o Canadá. Grande parte de sua área é banhada por águas oceânicas (65%), e o restante (35%) constituído por ilhas, como por exemplo, a Groenlândia, pertencente à Dinamarca. E é nesta grande ilha que a morsa, animal de hoje, é também encontrada.

Vamos combinar, ao imaginar uma morsa a primeira coisa que nos vem à cabeça, para quem via desenhos, é o Leôncio morsa, não é mesmo? Pois, um animal barrigudo e com dois grandes caninos, engraçado e que adora uma boa comida. Não é muito diferente da versão real, mas vamos conhecer um pouco melhor este animal grandioso?

Morsa Animal
Morsa Animal 

Características da Morsa:

A morsa, de nome científico Odobenus rosmarus, faz parte da família Odobenidae, e em conjunto com outros mamíferos marinhos como as focas, a morsa é classificada dentro da super família de Pinípede, que originando-se do latim pinna, significa animais com “nadadeiras” e pes, pedis como “pés”. A morsa se diferencia das focas e leões marinhos, por exemplo, por possuírem os dois caninos superiores que crescem para fora de sua boca.

Como dito estamos falando de um mamífero marinho, de hábitos diurnos, que pode atingir 4 metros de comprimento e pesar incríveis 1,6 toneladas. De formato roliço e coloração marrom acinzentada, a morsa apresenta uma cabeça redonda, com grandes bigodes duros, nadadeiras no lugar do que consideraríamos os pés e uma pele enrugada e espessa, que vai aumentando conforme ela fica mais velha, além de uma grande camada de gordura que ajuda a morsa a manter a temperatura corporal estável.

A morsa também apresenta peças características da espécie que são seus caninos superiores proeminentes, podendo atingir 1 metro de comprimento e que são utilizados para alimentação, acasalamento (no caso dos machos), defesa e para deslocar o gelo e poder mergulhar.

Este grande e pesado mamífero é carnívoro, podendo ser encontrado cavando com suas presas, a areia do fundo do mar, em busca principalmente de mexilhões, mas seu cardápio também é composto de estrelas do mar, moluscos, caracóis e outros crustáceos. Uma curiosidade realmente impressionante é a capacidade desses animais de arrancar a carne de amêijoas, pela força de sucção, sendo está tão potente que seria capaz de puxar a pele de uma foca.

Reprodução das Morsas:

A reprodução das morsas envolve disputam violentas entre os machos, para ganhar o direito de se acasalar com as fêmeas, e por um longo período de gestação e criação de seu filhote. Elas passam pouco tempo em terra firme, preferencialmente apenas na época do acasalamento, que acontece nos meses de janeiro e abril. Os machos só entram em sua maturidade sexual aos 15 anos, enquanto as fêmeas aos 8 anos de idade. Depois do acasalamento, o período de gestação dura em torno de 15 meses, e em seguida a mãe ainda vai cuidar de seu filhote por aproximadamente 1 ano e meio após o nascimento.

É muito raro as morsas fêmeas darem à luz mais de um filhote, e cada cria nasce pesando em torno de 50 Kg. A expectativa de vida das morsas atualmente gira em torno de 40 anos, isso se deve aos muitos anos de programas de proteção, lutando contra sua caça pela pele, gordura e seus caninos. As morsas são animais bastante sociáveis entre eles, criando e vivendo em grandes grupos, podendo chegar a ter mais de 100 indivíduos.

Uma particularidade relacionada a cerimônia de acasalamento é que os machos, para chamar a atenção das fêmeas, além dos confrontos entre eles, as morsas machos ainda realizam um “concerto” de cantorias, buscando a melhor melodia para atrair alguma fêmea.

Curiosidade sobre sua Respiração:

Vimos que a morsa passa grande parte de sua vida na água, se alimentando debaixo d´água. E apesar de precisar chegar à superfície para respirar, ela ainda consegue ficar um bom tempo submersa podendo chegar a 100 metros de profundidade. Mas como ela consegue este feito? Pois bem, a morsa sofreu uma série de adaptações desde seus ancestrais. Além da provável substituição de pernas e pés por nadadeiras, ao mergulhar a morsa realiza algumas modificações fisiológicas importantes, como: diminuir a circulação sanguínea, focando mais em órgãos como cérebro e coração, diminui o seu metabolismo em 50%, entra em um estado de bradicardia (baixa frequência cardíaca) e para lidar com a pressão externa da água, a morsa consegue desviar os gases para sua cavidade, tendo a capacidade de aguentar a embolia.

Felizmente, devido a alguns programas de proteção a favor não só das morsas, mas também outros mamíferos marinhos, tem se conseguido ajudar a sobrevivência destes animais. Desde a era dos Vikings, as morsas tem sido caçadas devido a sua pele/couro, sua grande quantidade de gordura depositada debaixo de sua pele e também pelo marfim que constituem os dois caninos superiores.

As morsas são animais curiosos e sociáveis, porém, caso esteja viajando pelas regiões geladas e veja algum pequeno grupo de morsas, por mais que elas mesmas se aproximem aparentemente de forma amigável, mantenha distância, pois como parte de seu comportamento, eles utilizam seu nariz, focinho e caninos para te reconhecer, e levar um golpe com estes dentes proeminentes, mesmo sem querer, pode causar ferimentos muito sérios em nós seres humanos, podendo levar inclusive a morte. Então, é melhor admirá-los a distância, não é mesmo?

Por fim, ainda precisamos trabalhar muito para eles deixarem de somente sobreviver, para sim, viver com um número de indivíduos considerável, me referindo não só às morsas mas todas as espécies ameaçadas. Programas de proteção são importantes, mas a conscientização é ainda mais. Conhecimento é o que traz o respeito que é necessário para entendermos a natureza destes animais, suas características e importância diante do ciclo ecológico, naquele ecossistema.

Referências: 

  1. https://www.aquariodesp.com.br/novo/images/educacao/polar.pdf
  2. http://www.ceres.udesc.br/arquivos/id_submenu/585/biologia_comparada_aula_14_pinipedes_evolucao_e_classificacao.pdf
  3. https://nationalgeographic.sapo.pt/natureza/grandes-reportagens/1354-morsas-fev2014
  4. https://escola.britannica.com.br/artigo/morsa/482824
  5. https://pt.slideshare.net/profmariateresa/morsa-3b
  6. http://www.icmbio.gov.br/portal/images/stories/plano-demanejo/11_pinipedes_apa_da_baleia_franca.pdf

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