Home / Informações / Características da Doninha Anã: Tamanho, Nome Científico e Fotos

Características da Doninha Anã: Tamanho, Nome Científico e Fotos

Moradora do nordeste asiático, a doninha-anã (Mustella nivalis) reside nas florestas desta região. Caça em qualquer horário do dia, com ajuda de suas unhas afiadas e com seu corpo fino e longo. É considerada o menor carnívoro do mundo animal. Segundo algumas lendas, é a espécie mais corajosas entre os bichos, já que é um caçador bem ousado se pensarmos no seu tamanho. E os cientistas concordam com este ponto, já que seu torso pequeno e sua agilidade lhe ajudam a ser um exímio caçador. 

Doninha Anã
Doninha Anã

Características da doninha-anã

Tem um nome em alemão, Mauswiesel, que refere-se ao seu tamanho. Como dito, é o menor carnívoro do mundo e seu corpo tem traços tipicamente visto nos mustelídeos: longos, com membros curtos, como sua cauda. Tem uma cabeça longa e plana, com orelhas pequenas e redondas, e um par de olhos escuros. Tem patas brancas e com cinco dedos, dotadas de garras não retráteis. 

Possui dimorfismo sexual. Os machos, que são maiores, medem de 13 a 25 centímetros, incluindo sua cauda. Já as fêmeas chegam aos 20 centímetros. Ambos têm pelos castanhos na parte superior, e brancos na inferior. Coloração semelhante a outras três espécies de doninhas: a de cauda longa – com pelos creme -, curta e a das montanhas.

E uma das características morfológicas que mais chamam atenção para este indivíduo é a capacidade que ele tem de mudar a coloração da sua pelagem. No inverno, ela adota uma aparência totalmente branca. Uma adaptação incrível ao seu local de moradia. Essa mudança ocorre para que o animal consiga se camuflar com mais facilidade nas épocas de frio. Afinal, imagina o contraste de um bicho castanho andando pela neve? Seria uma presa fácil. Apesar disso, seu pelo não é tão macio e sedoso quanto o da doninha de cauda curta ou arminho que, inclusive, foram muito cobiçados pelos nativos americanos e pela realeza da Europa. 

Habitat 

Esse bichinho é comum em todo o hemisfério norte, sendo nativo da América do Norte, Alasca, norte dos Estados Unidos, sul do Canadá e da Europa – menos na Islândia, Groenlândia e Irlanda. Foram introduzidos de forma artificial – pelo homem – em ilhas da nova Zelândia, assim como em Açores, Malta e Creta. E isso foi possível porque o indivíduo têm a capacidade de se adaptar a diversos tipos de habitats. É possível vê-la ocupando áreas de floresta tropicais, coníferas e pradarias. 

Vive tanto na terra como abaixo dela, em tocas. Mas, ao contrário da maioria dos animais que vivem no subsolo, a doninha-anã não cava esse local. Ele costuma usar aquelas que foram deixadas por outros indivíduos ou aquelas construídas por suas presas. 

Doninha Anã Habitat
Doninha Anã Habitat

Normalmente não mora num único abrigo, sendo possível encontrar vários desses lugares no mesmo território de uma doninha. 

Preferem aquelas que ficam localizadas na base de árvores. Quando estás não estão disponíveis no seu habitat, opta por residir em em troncos ou em locais com grama alta, por este motivo é possível encontrá-la em locais com atividades agrícolas. 

A vegetação é primordial para sua caça, pois deixa o animal fora de vista da sua vítima. 

Comportamento

É um animal solitário, procurando companhia apenas na época de reprodução. É territorial e acaba formando uma espécie de hierarquia, constituída principalmente pelos machos dominantes mais velhos, que se sobrepõem aos jovens e as fêmeas. 

Precisa comer com frequência para não morrer de fome, por isso é comum encontrá-la caçando em qualquer hora do dia. 

Costuma ter uma espécie de despensa, isso porque caça presas maiores que si mesma, mas não consegue consumir a carne toda de uma vez. Esse local normalmente fica situado na entrada de sua toca, assim como o seu “banheiro”. 

Doninha Anã em Pássaro
Doninha Anã em Pássaro

É possível sentir um odor bem característico nestes lugares, feito com suas glândulas anais. Quando está assustado ou se sente encurralado, ele libera um líquido com um cheiro bem forte para impedir o ataque.

Costuma realizar algo chamado de “dança de guerra da doninha”. Quando faz isso, adota uma postura de costas arqueadas, membros rígidos, os pelos ficam eriçados – tanto do corpo, quando da cauda -, emite barulhos parecidos com latidos, e fica dando voltas e pulos. Essa dança é mais comum entre os jovens, principalmente quando estão brincando com seus irmãos. 

Reprodução da doninha-anã

A doninha-anã não é do tipo monogâmico, por isso é comum vê-la acasalando com vários parceiros, diversas vezes. Mas isso não é tão comum entre elas. Os machos não disputam as fêmeas. Costuma reproduzir na estação de primavera e verão, e isso acontece porque o nascimento do filhote no começo do ano permite que a taxa de sobrevivência seja maior. Mas pode copular o ano todo. 

As fêmeas ficam no cio durante 4 dias, acasalando com vários machos neste período. Esta é a única ocasião onde o macho abandona seu território: para encontrar uma parceria. 

Inclusive, este é capaz de invadir a “casa” da fêmea em qualquer momento do ano. 

Estas normalmente defendem o local com ferocidade contra outras do mesmo sexo, mas essa agressividade aumenta durante o final da gravidez e amamentação. 

Doninha Anã do Ártico
Doninha Anã do Ártico

A cópula é difícil, normalmente o casal briga bastante, rolando brigas e mordidas, até que o macho consiga agarrar a fêmea pelo pescoço. Da relação sexual nascerá cerca de quatro ou cinco filhotes, que são chamados de kits. A gestação dura em torno de um mês. 

Os bebês nascem sem pelos, surdos e cegos e pesam entre 1.01 a 1.7 gramas. 

As mães são as responsáveis por cuidarem dos filhos, já que os machos vão embora depois da reprodução.

Os kits ficam dependentes das fêmeas pelos próximos 32 dias, quando começam a desmamar. Com 47 dias já conseguem caçar e, depois de nove ou dez semanas, mães e filhos se separam. 

Expectativa de vida

Por alguns motivos, como metabolismo alto e habilidade baixa de armazenar gordura, muitos não chegam a idade adulta ou saem da fase do desmame, principalmente aquelas que nascem na segunda ou terceira ninhada do ano. Os que conseguem, normalmente chegarão aos dois anos de idade, na natureza. Em cativeiro já foi registrado um animal que viveu até os 10 anos. 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *