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Características da Cobra do Milho: Nome Científico, Alimentação e Reprodução

A vontade de obter e criar como “pet”, animais exóticos se tornou uma escolha bastante comum nos dias atuais, variando entre espécies de primatas, aves, e outros mamíferos e até répteis, insetos e aracnídeos. Dentre estas espécies, os répteis, mais especificamente, as cobras tem sido frequentemente escolhidas. E uma espécie em especial se tornou ainda mais comum, devido suas características comportamentais e por não trazer riscos ao ser humano. A cobra do milho ou também conhecida como “Corn Snake” se tornou o mais novo “pet” de algumas pessoas e agora iremos descobrir o que tornou este animal mais do que exótico, uma popular companhia dentro das casas, sendo considerado inclusive membro importante e parte da família.

Cobra do Milho
Cobra do Milho

Características gerais:

A nossa cobra de hoje é a popularmente conhecida como cobra-do-milho, ou também de “Corn Snake”. Da classe Reptilia, ordem Squamata e pertencente à família Colubridae, a cobra-do-milho é denominada cientificamente de Pantherophis guttatus. Seu nome popular vem na verdade de algumas vertentes. Uma delas diz que é devido sua coloração semelhante ao milho e a outra diz que é devido seu habito de rastejar por entre milharais, atrás de sua principal fonte de alimento.

A cobra-do-milho tem origem no Estados Unidos da América, algumas partes do México e Ilhas Cayman. Apresentando coloração que a ajudam a se camuflar ao meio, esta espécie pode variar em cor e padrões de manchas avermelhadas, delineadas ou não de preto, em suas costas de fundo laranja, de acordo com cada indivíduo, porém não tem pigmentação em sua região ventral. Esta serpente de temperamento calmo e de fácil manuseio, pode atingir de 1,2 a 2,0 m (metros) de comprimento, sendo o macho menor que a fêmea, e sua perspectiva de vida, em cativeiro, gira em torno de 15 a 20 anos, atingindo a idade adulta por volta dos 3 a 4 anos de vida.

Alimentação:

A “Corn Snake” tem hábitos crepusculares, ou seja, o seu horário de maior atividade é durante o amanhecer ou anoitecer. Nestas horas, a serpente sai e vai em busca de comida. As cobras-do-milho que vivem na natureza se alimentam de sapos, pequenos mamíferos, como o camundongo, de peixes e até de pequenos pássaros descuidados. Em cativeiro, quando filhotes, elas são alimentadas com camundongos neonatos a cada 4 dias aproximadamente, e tornando-se adultas, comem roedores adultos vivos a cada 10 dias.  Vale destacar que estas serpentes não são peçonhentas, mas sim, constritoras, ou seja, matam suas presas mordendo e se enrolado em seu corpo e apertando impedindo o fluxo de sangue, consequentemente também não há mais transporte de oxigênio para os órgãos, principalmente o coração e cérebro, e a presa então vem a óbito.

Cobra do Milho
Cobra do Milho

Reprodução:

O período de reprodução das cobras-do-milho, no Brasil, vai do mês de agosto até dezembro. Estas serpentes chegam a maturidade reprodutiva por volta dos 24 meses, porém é recomendado que, quando for acasalamento em cativeiro, o macho tenha no mínimo 85 cm (centímetros) e a fêmea 110 cm, pois esta ao se reproduzir acaba sofrendo uma desaceleração em seu crescimento.  Em seguida ao cruzamento, a “Corn snake” fêmea só irá depositar seus ovos após 30 dias, podendo pôr de 15 a 22 ovos em sua primeira postura. Vale destacar que elas ainda podem realizar uma segunda ovoposição algum tempo depois. Os ovos eclodem após 60 a 75 dias e ao nascerem, as serpentes medem em torno de 20 a 30 cm de comprimento, realizando sua primeira troca de pele, processo esse também chamado de ecdise, em torno de 7 dias.

Esta troca nas fases filhote e juvenil ocorre normalmente a cada 4 a 6 semanas, enquanto que nos adultos, a ecdise acontece a cada 3 meses aproximadamente.

Cuidados no Cativeiro:

Por fim, não poderíamos deixar de falar um pouco sobre a legislação que envolve a adoção e criação de animais exóticos e os cuidados que o tutor precisa ter ao adquirir um animal de estimação tão especial. A “Corn Snake” é considerada pelo IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) como um animal exótico, ou seja, não faz parte da fauna do país, sendo sua posse, comercialização ou criação proibida ou restrita, dependendo do estado.

Idealmente, caso queira ter a cobra-do-milho, como animal de estimação, é necessário pesquisar e buscar informações corretas sobre os cuidados que a espécie precisa. Em seguida, procurar algum criadouro legalizado, com autorização pelo IBAMA. Se ao invés disso, quer ser um comercializador, é necessário realizar um cadastro no órgão responsável, através do serviço Sistema Nacional de Gestão da Fauna Silvestre (SisFauna) e seguir as orientações.

Independente da escolha, é importante entender que se trata de um ser vivo, de sangue frio, que sente e tem suas próprias necessidades que devem ser respeitadas e cumpridas para que não fique doente. A cobra-do-milho, por mais que seja de fácil manejo, deve ser acomodada em local apropriado, em um terrário amplo, em ambiente acondicionado, com 3 zonas de temperatura, divididas em Ambiente ( T= 25 a 27ºC), Superfície quente (T= 32 a 36º C), utilizando placas ou pedras aquecedoras, e a zona fria  (T= 23 a 24º C). Além de iluminação adequada Ultravioleta e regulando o nível de umidade, principalmente através do fornecimento e utilização de substrato de qualidade e bebedouro e/ou lagos, mantendo um nível de 30 a 40% de umidade. Estes cuidados irão ajudar no controle da temperatura corporal da serpente, a manter a sua saúde respiratória e auxiliar na troca de pele.

A “Corn snake” também gosta de explorar e valoriza bons esconderijos, plantas e galhos que possa escalar. Por isso, é importante investir em enriquecimento ambiental para garantir uma boa saúde física e mental. Outro tópico relevante a ser destacado é sobre a linguagem corporal da serpente. Saber entender e respeitar o seu comportamento, e possíveis variações, irá ajudar no seu manejo, saúde, melhorar a relação tutor-pet e principalmente proporcionar qualidade de vida, livrando-o de estresse e garantindo o seu bem-estar. Sempre observe sinais como regurgitação, ecdise irregular, ou qualquer comportamento que indiquem que a cobra do milho não esteja bem. Em caso de dúvidas sempre busque orientação com um profissional médico veterinário especializado em animais silvestres e exóticos, para melhor cuidar do seu animal de estimação.

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