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As Raças Zebuínas e suas Características

Reino: Animalia

Filo: Chordata

Classe: Mammalia

Ordem: Artiodactyla

Família: Bovidae

Género: Bos

Espécie: Bos taurus

Subespécie: Bos taurus indicus

Famoso por sua corcova, o gado zebu é um bovino da subespécie Bos taurus indicus e que demonstrou grande potencial de adaptação, sendo largamente utilizado em cruzamentos ao longo dos anos. No Brasil, a sua corcova é também chamada giba ou cupim.

A principal virtude econômica dessa raça é a resistência ao clima quente. O cruzamento entre espécies zebuínas originou animais mestiços adequados para a produção de carne e leite.

Ao contrário das raças taurinas, o habitat do zebu está na região intertropical. Por isso, a raça, de origem indiana, se adaptou muito bem ao território brasileiro. Hoje, o zebu é responsável por mais de 80% dos animais criados no Brasil, sendo um dos maiores rebanhos bovinos do mundo.

A subespécie foi introduzida em território brasileiro no século XIX. A Associação Brasileira dos Criadores de Zebu é a entidade que controla o registro genealógico desses animais e as atividades dos criadores. A ABCZ é também responsável pela realização da Expozebu, em Uberaba, considerada a Capital Mundial do Zebu. O evento, encarado como uma das maiores feiras agropecuárias do mundo, acontece anualmente na primeira semana do mês de maio e movimenta mais de 150 milhões de reais, reunindo cerca de 40 países.

Confira agora as principais características do gado zebuíno. Vem com a gente!

Raças Puras

As raças zebuínas puras são aquelas que não resultam de cruzamento entre espécies. Elas são de origem indiana e podemos citar como exemplo, a Gir, a Guzerá e a Nelore.

Nelore

O Brasil é hoje o segundo maior país criador de zebu e o principal na exploração do gado de origem indiana com finalidades econômicas. Dentre as diversas raças bovinas que são cultivadas aqui, a mais comum é a raça Nelore.

O Nelore mostrou-se ser o melhor gado para o Brasil devido a sua adaptabilidade ao clima tropical do país. Essa raça é também muito utilizada para o que se chama de “cruzamento industrial”, ou seja, cruzamento de gado zebu com o gado europeu (taurino).

Como características padrão, podemos citar: pelos curtos, finos e lisos que auxiliam na eliminação do calor; pelagem branco-cinza e pele preta apresentam um conjunto de propriedades físicas que refletem, absorvem, irradiam e filtram as diversas radiações solares da região tropical.

O Nelore tem a seu favor uma boa conformação, cabeça pequena e leve, ossatura fina e também leve. Todas essas características contribuem para o bom desenvolvimento do animal. Além disso, esse zebu possui bons aprumos, cascos e ligamentos firmes, umbigo curto e vergalho bem direcionado, com testículos largos, bem conformados e curtos.

Essa raça zebuína apresenta algumas variações. São elas: o Nelore mocho, o Nelore de Pelagem Vermelha e Amarela e o Nelore Malhado de Preto. O primeiro tem seu primeiro registro datado em 1969 e veio a se tornar um dos mais importantes grupamentos devido ao seu contingente e a qualidade do rebanho. O segundo foi registrado pela primeira vez em 1984, já sendo criado em várias fazendas. Por fim, o terceiro também data de 1984 e há tempos já vem sendo selecionado por um pequeno número de criadores e apresentando bons resultados.

Raças Neozebuínas

As raças neozebuínas são aquelas que resultam do cruzamento entre espécies. Como exemplos, podemos citar o Brahman, o Tabapuã e o Indubrasil.

Indubrasil

Beleza racial, rusticidade e fácil manejo. Essas são as principais palavras usadas no mercado bovino para definir o gado Indubrasil. Essa raça é o resultado de um cruzamento específico entre os zebuínos Gir, Guzerá e Nelore. O Indubrasil surgiu graças a curiosidade de criadores e estudiosos que queriam unificar, em uma só raça, as principais qualidades do gado zebu.

O primeiro registro genealógico feito na Associação Brasileira dos Criadores de Zebu foi em 1938. Hoje, o Indubrasil já é a segunda raça zebuína mais criada no México. Na Costa Rica, por exemplo, existem criadores que, individualmente, possuem 500 matrizes.

O principal centro de criação desses animais híbridos é o Triângulo Mineiro. Porém, é possível encontrar criações em Goiás, Mato Grosso, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Bahia. Atualmente, seu habitat está mais restrito ao Nordeste brasileiro e à região de Minas Gerais.

Como principais características, podemos dizer com tranquilidade que trata-se de um animal de grande porte. As fêmeas podem atingir 750kg na fase adulta, enquanto os machos adultos chegam a pesar mais de uma tonelada.

Os Indubrasil possuem orelhas grandes, a maior entre os bovinos. Seus chifres são médios e seus olhos são aparentemente sonolentos. A pelagem é uniforme, de coloração branca ou cinza.

São animais com habilidade materna, docilidade, boa adaptação em confinamentos com ótimo ganho de peso diário e bom rendimento de carcaça. Mas, em meio a todas as qualidades e benefícios do Indubrasil, vale a pena destacar a evolução genética, que tem como objetivo alcançar excelentes resultados de produção de leite e de carne.

Atualmente, o estado do Rio Grande do Sul é dono do maior mercado de sêmen da raça, que podem ser utilizados em cruzamentos com animais de sangue zebu ou europeu (taurinos). Já foi feita, inclusive, a fusão do Indubrasil com o gado Holandês.

Gado Holandês
Gado Holandês

Nos Estados Unidos, que já foi um forte importador de gado Indubrasil na década de 1940, também realiza-se o cruzamento com raças europeias. Por incrível que pareça, a Ásia é onde há o maior rebanho dessa raça. Lá, cientistas trabalham para a “pureza” da raça por meio de cruzamentos, absorvendo as raças nativas.

Raça pura ou raça mista. Seja qual o for a origem genealógica do zebuíno, fato é que a bovinocultura requer dos criadores ações de constantes de aprimoramento de ações nas áreas de melhoramento genético das raças, manejo sanitário, nutricional e reprodutivo. Além disso, é preciso que seja feita uma análise criteriosa das questões ambientais, econômicas e sociais, que são determinantes para o sucesso da produção.

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