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As Classificações Inferiores da Lagosta

Reino: Animalia
Filo: Arthropoda
Subfilo: Crustacea
Classe: Malacostraca
Ordem: Decapoda
Subordem: Palinura

Lagosta é, na verdade, o nome usado para se referir a uma grande diversidade de espécies de crustáceos decápodes marinhos pertencentes a subordem Palinura. Dentro desta subordem, há três famílias e, em cada família, há inúmeras espécies.

Lagosta no Mar
Lagosta no Mar

Mas antes de falarmos das classificações inferiores da lagosta, que tal conhecermos um pouco mais sobre as características gerais desse animal?

Lagosta é um crustáceo que vive em recifes de corais, onde se esconde durante o dia e sai à noite para caçar. Dos artrópodes vivos, é o que possui maior massa corporal, podendo pesar até 23kg. As lagostas pertencem também à ordem dos decápodes, com oito patas e duas grandes pinças.

Esse animal costuma mover-se lentamente pelo fundo do mar. Mas, quando precisa deslocar-se com velocidade, a lagosta nada de costas, usando sua poderosa cauda em formato de leque como forma de propulsão. Suas antenas espinhosas são utilizadas para lutar e se defender.

Labrador Pega Lagosta no Mar
Labrador Pega Lagosta no Mar

Varia muito em sua coloração, mas em geral lagostas de águas mais rasas têm cores mais claras que as que vivem em áreas mais profundas. O corpo desses artrópodes é constituído fundamentalmente por cabeça, tórax e abdômen.

Seu esqueleto é externo e bastante resistente. Durante o crescimento do corpo do animal, a carapaça deixa de lhe servir e ele “liberta-se” num curto espaço de tempo, sintetizando de seguida um novo exoesqueleto. Durante esse período, o corpo fica “mole”, desprotegido e  vulnerável aos inimigos e predadores.

Dependendo das espécies, esse processo de muda é periódico e acontece uma ou duas vezes por ano nas lagostas adultas. Nas fases larvar e juvenil, o número de muda por ano é maior. A variação do tamanho e do crescimento pode ser influenciada por fatores como: luz, salinidade, genética da espécie, parasitismo, nutrição, relacionamento social, substrato e quantidade de água. Em média a maioria das lagostas tem um crescimento de dois a três centímetros por ano.

Lagosta Azul no Mar
Lagosta Azul no Mar

Alimentação das Lagostas

As lagostas são, em sua maioria, carnívoras. Elas alimentam-se de forma diferente dependendo da fase de sua vida. É carnívora na fase larval, quando come outros pequenos animais. Quando jovem ou adulta, a lagosta é oportunista e come praticamente qualquer animal ou planta que possam apanhar.

Elas apresentam preferência por moluscos e pequenos crustáceos. Sua dieta inclui também animais mortos. Algas, esponjas, briozoários, anelídeos, ouriços e peixes também fazem parte do cardápio desse animal.

Lagosta Gigante
Lagosta Gigante

Reprodução

Normalmente, a maturidade de uma lagosta fêmea é alcançada aos seis anos de idade. O acasalamento costuma acontecer no verão e a postura dos ovos vem pouco tempo depois.

A fecundidade das fêmeas depende do seu tamanho. Por exemplo, um animal de 23 centímetros tem capacidade para botar 13 mil ovos. Ao chegar aos 34 centímetros, a fêmea será capaz de botar 134 mil ovos. No máximo, uma fêmea poderá pôr até 250 mil ovos.

Entretanto, esses números exorbitantes de ovos, no meio marinho, não são considerados muito elevados devido a inúmeras adversidades que os ovos enfrentam até eclodirem. Estima-se que menos de 1% desses milhares de ovos sobrevive.

Ovos de Lagosta
Ovos de Lagosta

A postura dos ovos se dá logo após a troca do exoesqueleto. As fêmeas não voltam a mudar a carapaça até que os ovos tenham eclodido. Estes permanecem fixos aos apêndices abdominais durante a fase de incubação.

As fêmeas no Atlântico ficam ovadas entre outubro e março. A duração da incubação depende da temperatura da água. Em latitudes mais baixas, a incubação dura cinco meses. Nas águas de temperaturas menos elevadas, o processo pode durar nove meses. As larvas resultantes da eclosão têm o nome de Filossomas e medem míseros três milímetros.

Com essa variedade de lagostas presentes em todo o mundo, separamos para vocês um representante de cada família e suas peculiaridades.

Família Palinuridae – Palinurus elephas

Palinurus elephas
Palinurus elephas

Conhecida também como lagosta-comum, a Palinurus elephas é caracterizada por uma carapaça espinhosa, cientificamente chamada de cefalotórax. A espécie ocorre nas regiões costeiras do Mediterrâneo, na costa ocidental europeia e nas costas da Macaronésia, no Atlântico Norte.

Essa espécie pode alcançar até 60 centímetros de comprimento, mas normalmente não ultrapassa os 40 centímetros. É um animal de hábitos noturno e se alimenta de pequenos vermes, caranguejos e animais mortos, escondendo-se nas fendas das rochas ao amanhecer.

Família Polychelidae – Polycheles typhlops 

Polycheles typhlops
Polycheles typhlops

A espécie Polycheles typhlops é cega e costuma medir de 5 a 10 centímetros. Seu exoesqueleto possui uma cor de tom esbranquiçado com leves nuances alaranjadas ou amareladas. Todos os seus cinco pares de pernas possuem garras nas pontas. Essa espécie tem de 12 a 15 espinhos em cada lado da carapaça

O Polycheles typhlops vive em águas profundas dos oceanos Indico e Pacífico e em ambos os lados do Oceano Atlântico, incluindo o Mar Mediterrâneo. Há registros de exemplares encontrados a 4000 metros de profundidade.

Família Scyllaridae – Scyllarides latus 

Scyllarides latus
Scyllarides latus

Conhecido popularmente pelo nome de “cavaco”, o Scyllarides latus é uma espécie da família Scyllaridae com populações no Mediterrâneo e no leste do Atlântico Norte. A espécie é considerada rara devido a captura excessiva. Os adultos podem atingir os 30 centímetros e apresentam uma coloração acastanhada que lhes serve de camuflagem. O peso corporal pode atingir os 1,5 kg.

Diferentemente das outras espécies de lagosta, o Scyllarides latus não tem pinças. A espécie, que se alimenta essencialmente de moluscos, tem hábitos noturnos e se esconde em fendas e em outros abrigos durante o dia. Além dos humanos, a espécie é predada por diversos peixes ósseos.

Outra característica comum a todos os membros da família Scyllaridae é o segundo par de antenas, que apresenta-se alargado e achatado, formando uma “pá” ou “barbatana”. Ao contrário da lagosta-comum, os cavacos também não apresentam espinhos em sua carapaça. Em alternativa a ausência dessa proteção, o exoesqueleto do cavaco é mais espesso que nas demais espécies, funcionando como uma armadura resistente.

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