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Animais de Estimação Exóticos: Qual Deles Você Pode Ter?

Os animais exóticos são conhecidos pelo seu caráter selvagem, vivendo em meio a natureza e afastados da humanidade para não causar nenhum mal. No entanto, o próprio Ibama (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) deliberou algumas espécies que são capazes de viver em ambiente doméstico devido ao seu comportamento tranquilo e necessidades que podem ser supridas pelo ser humano.

Elaboramos uma lista dos principais animais exóticos que podem ser feitos de domésticos, caso você queira fugir do padrão de cães e gatos.

1. Jiboia 

Apesar de ser associada a veneno e morte, a jiboia é oficialmente liberada pelo Ibama para ser criada como animal de estimação. Para criar esse bicho exótico, o dono precisa ter um terrário maior que a jiboia, já que ela precisa de espaço para se movimentar. Como o animal atinge cerca de 2,5 metros, o espaço deve ser pensado numa proporção maior.

Além disso, outra questão importante é a temperatura – precisa estar sempre entre 25° e 30°. Uma parte específica deve ser preparada para ser mais fria, para que a jiboia possa escolher onde prefere ficar. Isso pode ser controlado de acordo com o material do terrário.

Jiboia de Estimação

A alimentação da jiboia consiste em aves e pequenos mamíferos, como roedores. No entanto, o animal não demanda muita manutenção. Uma jiboia adulta, por exemplo, costuma comer apenas uma vez por mês.

Caso a jiboia te pique, não se preocupe, pois, a espécie Boa constrictor não é peçonhenta. Os dentes são superficiais e podem quebrar durante a mordida, mas basta que o dono lave e higienize o local.

Sua jiboia de estimação pode viver em torno de 25 anos.

2. Baiacu 

Por ser capaz de alterar sua forma, o baiacu é uma sensação entre os animais exóticos para se ter como bicho de estimação. Mesmo sendo um mecanismo de defesa, ver o corpo inflado do peixe é um divertimento para muitos.

Ele se alimenta de algas e pequenos moluscos. Por possuir uma mandíbula muito forte e dentes pontudos, não tem dificuldade em quebrar seus alimentos.

Baiacu
Baiacu

Só vivem em água com temperatura mais elevada, em torno de 24°, por isso é importante que o criador se atente a isso no momento de adotar um exemplar de baiacu. O áquario usado deve ter capacidade de, no mínimo, 100 litros.

Saiba que o animal produz muito excrementos e não pode ser usado como alimento, pois sua carne possui toxinas que podem matar. Não o crie com outras espécies, pois seu comportamento agressivo tende a matar qualquer companheiro. Se atente a isso antes de levar o baiacu para casa.

3. Cacatua 

O animal pode chegar até a 700 gramas e chama a atenção por sua aparência calma e uma crista que lembra um moicano. Além de ser uma característica estética, o penacho serve para mostrar quando a cacatua está feliz, ficando erguida.

A cacatua não imita sons e frases, como os papagaios, mas costumam fazer muito barulho com notas aleatórias, pois é uma ave muito ativa.

Cacatua
Cacatua

Devido ao seu comportamento agitado, é recomendado que a cacatua seja criada em viveiro, para que tenham liberdade nos seus movimentos e, assim, podem se exercitar. Se forem criadas em gaiolas, é recomendado que sejam soltas de vez em quando para não perderem o senso de movimento. Se fizer isso, faça questão de estar ao lado do animal, observando para que ele não ingira nenhum objeto pequeno.

Dê ração extrusada e sem corante para sua cacatua, a mesma ração dada a araras ou papagaios. Vegetais cozidos, verduras escuras, frutas (menos abacate!) e milho cozido podem variar a dieta.

São animais divertidos, que cantam e fazem danças divertidas. Dê carinho e atenção a sua cacatua, ela vai adorar.

4. Sagui 

Se você quer criar um macaco, o Sagui é sua única opção legalizada.

É recomendado por veterinários que o animal seja criado em um viveiro com todo tipo de objeto que possa distrair o sagui, pois ele é bem ativo. Assim, brinquedos, cordas, balanços e, se possível, uma pequena árvore podem ser bons estímulos para despertar a movimentação do animal e deixa-lo animado.

Selecione um canto do espaço para colocar uma caixa de madeira na qual ele possa dormir.

Sagui
Sagui

Alimente-o com frutas, proteínas, carboidratos e legumes – cozidos sem sal. Alguns outros elementos podem ser incluídos na dieta, como pedaços de carne, frango ou ovos, além de queijo fresco e grilos.

A alimentação do sagui é bem variada, chegando a incluir também arroz integral, ervilhas e milho cozido. Graças a essa dinamicidade, fica mais fácil criar o sagui em casa.

Caso você o adote cedo, existe uma ração especializada que deve servir como base alimentícia nos quatro primeiros meses de vida do sagui. Procure-a em lojas especializadas.

5. Esquilo da Mongólia (Gerbil ou Meriones unguiculatus)

Se você vive em apartamento, talvez seja bom optar por um roedor como seu animal de estimação. Caos não queira necessariamente um hamster, o esquilo da Mongólia pode ser o substituto ideal.

O pequeno animal mede cerca de 10 centímetros de corpo e 9 centímetros apenas de cauda. Essa parte do corpo deve ser cuidada com atenção, inclusive, pois pode quebrar facilmente e até levar o gerbil à morte.

Seu relacionamento com o dono costuma ser muito bom quando há carinho e atenção. Se é bem tratado, costuma retribuir diretamente ao seu responsável.

Esquilo da Mongólia
Esquilo da Mongólia

Ele faz pouco barulho, pouca sujeira, não produz mau cheiro e se adapta muito bem a ambientes menores, com o espaço reduzido de um apartamento, por exemplo. Ideal para quem busca um animal quieto e não tão dependente de atenção. Se você sofre de rinite, o esquilo da Mongólia também é uma ótima opção.

A alimentação do animal é baseada em sementes, grãos de cereais, vegetais frescos e frutas. Seus dentes crescem ininterruptamente, adaptados para esse tipo de alimentação.

Crie o pequeno esquilo em um aquário ou terrário com um pouco de forragem para que ele possa escavar livremente, já que é seu instinto. Forneça companhia para o animal! Faça com que ele divida sua casa com um outro indivíduo de sua espécie para que não se sinta sozinho.

Com boa alimentação, ambiente bem preparado e uma companhia, o esquilo de Mongólia pode viver tranquilamente.

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