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Alimentação Mutum do Nordeste

Como toda ave da ordem de galliformes, ou seja, aves de médio porte, ficam a maior parte do tempo no chão, com algumas partes do tempo, como a noite, na hora de dormir, em galhos de árvores. E é daí que vem a sua alimentação.

Se alimenta de forma simples, basicamente de frutos de árvores que caem no chão, além de sementes, folhas e pequenos animais como pererecas e gafanhotos.

Quem é o Tal Mutum do Nordeste?

Da família cracidae, esse é mais um das muitas espécies de mutuns e da ordem de galliformes, da ordem das aves de médio porte, fora ele, também está a galinha, o faisão e o peru.
De nome científico pauxi mitu, o mutum do nordeste também é conhecido como mutum de Alagoas, em seus nomes, duas regiões de onde são oriundos, Alagoas e Pernambuco. Atualmente infelizmente não se encontram em nenhuma dessas regiões vivendo de forma selvagem em seu habitat natural por conta do desmatamento para a plantação de cana de açúcar e caça para o abate e consumo de sua carne, ambos motivos vindo de ações irresponsáveis do homem sob a natureza.

Tomando consciência de sua extinção, Pedro Mário Nardelli, proprietário do criatório Nardelli localizado no Rio de Janeiro, levou algumas últimas espécies, -há o relato de que seriam mais especificamente somente três, ainda encontradas na natureza de Alagoas- até o criatório e os manteve por lá, visando preservar os poucos que ainda restavam e até reproduzir a espécie, o que aumentaria sua preservação ao longo do tempo.

Alguns anos depois seu criatório veio a falência, o que levou a ONG CRAX (Sociedade de pesquisa da fauna silvestre), localizada em Contagem, Minas Gerais a continuar sua preservação. Além da ONG, como se tornou um plano nacional a preservação de sua espécie, existem outros institutos voltados a causa, como o Santuário Pauxi Mitu, nome científico que homenageia o mutum do nordeste, em Borá, São Paulo e o Criadouro científico cultural de Poços, em Poços de Caldas, esses dois institutos visam a soltura da espécie após o nascimento do filhote vindo de mutuns do Nordeste puros.

Todo esse processo requer cuidado, desde a conquista do casal, até a reprodução e a postura do ovo, para garantir o máximo possível o nascimento do tão querido filhote e assim ele será desde pequeno, tratado de forma monitorada para garantir a sua sobrevivência vivendo de forma selvagem.

Esse tratamento exige pouco contato humano e mais contato com o que será o se futuro habitat, com o que há de acesso como alimentação.

Claro, respeitando o que naturalmente é o necessário para a sua sobrevivência. Afinal, esse é o objetivo final, sua reintrodução a natureza antes de ser definitivamente extinto, aumentando a população não só nos criatórios como no habitat natural.

Atualmente ainda se encontram só vivendo em cativeiros voltados a essa ação. Uma possível soltura para continuação da espécie em natureza é considerada, mas acaba sendo revista por outros institutos por conta de possíveis caças de moradores locais, o que seria muito arriscado com as poucas espécies que restam, além do que seu habitat não se encontra em conservação. Mesmo assim, algumas áreas protegidas foram construídas e abertas a visitação do público, o que conseguiu de certa forma unir as duas coisas dentro do possível.

Mesmo em cativeiro, são poucos atualmente, cerca de cento e cinquenta a duzentos.

Mutum do Nordeste X Responsabilidade Ambiental

No caso do mutum do nordeste o que levou a sua extinção na natureza, foi o desmatamento para o plantio crescente de cana de açúcar na época e a caça para o abate e consumo de sua carne. O que é muito comum com outras aves galliformes como a galinha e o peru, por exemplo.

Essas duas causas foram irresponsáveis e sem planejamento para que não prejudicasse a fauna e a flora local. Tanto a reincerssão do mutum do Nordeste como de outros animais quase extintos na natureza requer todo um trabalho para a situação já acontecida não se repetir, como a conscientização da população local, para que não cacem os ainda existentes, fazendo assim com que se extingam de vez e só o preservem em cativeiro.

Essa situação envolve outras espécies de animais, como algumas espécies de pássaros, já que aqui a criação de pássaros em casa é cultural como alguns outros países. É necessário uma responsabilidade e conscientização individual de cada ser humano sob a natureza.

Aparência do Mutum do Nordeste

Três Mutum do Nordeste Fotografados Juntos
Três Mutum do Nordeste Fotografados Juntos

Apesar de ser uma ave de médio porte, é bem grande, mede cerca de noventa centímetros e pesa aproximadamente entre dois quilos e quinhentas gramas a três quilos. É todo preto puxando para o azul, com o final do peito laranja, perto da sua cauda, que no final tem uma risca branca, esse mesmo tom de laranja se encontra nas pernas e pés, olhos e bicos que por sinal têm um formato bem peculiar. No topo da cabeça tem algumas penas que lembram muito um moicano. Não podemos deixar de notar que é uma bela ave.

Uma curiosidade referente a isto, é que existem pinturas europeias antigas representando o mutum do Nordeste quando ainda eram muitos na natureza, provavelmente por ser uma ave bem característica na época.

Como se Reproduzem

Tanto na natureza como em cativeiro que é a sua situação atual, têm dois períodos de reprodução no ano.

Quando reproduzem geralmente botam dois ovos em ninhos feitos em árvores consideravelmente longes do chão. Após a eclosão do ovo, a incubação feita pela fêmea do casal dura cerca de trinta dias.

Ovo de Mutum do Nordeste
Ovo de Mutum do Nordeste

Outros Tipos de Mutuns

No seu gênero mitu não se encontra só ele, há mais três espécies de mutuns, o de nome científico mitu tomentosum, também conhecido como mutum do Norte e mutum ciara, também encontrados aqui no nosso país, mais exatamente como o seu nome já sugere, no norte e também visto na Venezuela, Guiana e Colômbia.

O mitu Salvini, não sendo encontrado no nosso país, mas no Peru, Equador e Colômbia. E o de nome científico mutum toberosum, conhecido como mutum cavalo, mutum da várzea, mutum etê e mutumpiri, também encontrado no Brasil, na região da Amazônia. Esse último é bem parecido com o mutum do Nordeste.

Inclusive entre os mutuns do Nordeste que se encontram vivendo em cativeiro há híbridos de mistura com o mutum cavalo, além de outros puros.

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