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Alimentação e Habitat do Tubarão-galha-branca-oceânico

O tubarão-galha-branca-oceânico ou apenas galha-branca (Carcharhinus longimanus) é uma espécie que pode ser encontrada em mares quentes, tropicais e temperados. Inclusive, ele é um dos três animais mais abundantes nos oceanos e, igualmente, é um dos que mais atacam humanos erroneamente. 

É conhecido por ter um torso que chega aos quatro metros de comprimento e um peso de 168 quilogramas. Apesar de ser relativamente lento quando se locomove na água, ele compensa isso sendo um indivíduo bem agressivo. 

É do tipo solitário e só é visto em grupo quando existe uma grande oferta de comida no local. 

Exibe uma barbatana dorsal e peitorais longas e arredondadas. Aliás, estas têm um coloração branca na ponta, daí o nome “galha-branca”. Seu focinho também é redondo. 

Tubarão-galha-branca-oceânico
Tubarão-galha-branca-oceânico 

Os dentes são triangulares e serrilhados nas pontas, isso na parte inferior. Os superiores têm as mesmas características, mas são mais largos, porque é nesta região que ele corta e rasga a carne.  

Sua mandíbula é bem poderosa. 

Pode ter um corpo cinza escuro, marrom ou azul, sempre com um toque de bronze. A parte ventral normalmente é branca ou amarelada. Os jovens têm suas nadadeiras em tons mais escuros, clareando conforme vão envelhecendo. 

Seus olhos são pequenos. 

É um peixe do tipo epipelágico, o que quer dizer que ele só vive em alto mar e em baixas profundidades, cerca de 150 metros. Por ser uma área de pesca, acaba ficando vulnerável à predação pelo homem. 

Alimentação do galha-branca

Mesmo sendo considerado um bicho lento, ele é bem ativo quando o assunto é comida. Quando está caçando, consegue alcançar grande velocidade. Sua dieta tem como base o consumo de raias, peixes oceânicos e, em algumas ocasiões, crustáceos, aves, lulas e tartarugas. 

Como um oportunista, uma fama gira em torno dele. Acredita-se que ele ataca e come as vítimas de acidentes de embarcações afundadas, tanto em rios quanto em oceanos. 

Habitat 

Ele reside em águas tropicais e quentes do oceano Pacífico, Índico e Atlântico. 

Reprodução do galha-branca

A criatura costuma se reproduzir no início do verão, entre o Atlântico e o Índico. As fêmeas dão à luz de um a quinze bebês, um ano após a cópula. Sua reprodução é do tipo vivípara, ou seja, o embrião se desenvolve dentro do corpo da mãe e, em seguida, ele passa para a parede uterina que possui cordões umbilicais para que dará ao filhote os nutrientes necessários para o seu crescimento e desenvolvimento. 

O tubarão-galha-branca alcança a maturidade sexual aos seis ou sete anos de idade, e isso vale para ambos os sexos. 

Curiosidades 

  • Já teve outros nomes. Em 1831 foi chamado pelo naturalista René-Primevère Lesson como tubarão Carcharhinus maou. Em 1861, o cubano Felipe Poey o denominou como Squalus longimanus. Também foi-se usado a denominação de Pterolamiops longimanus. Das mudanças, o termo longimanus permaneceu por fazer referência às suas barbatanas peitorais. Em latim, essa palavra é traduzida como “mãos longas”. Mas, segundo as regras da Comissão internacional de nomenclatura zoológica, o mais correto seria chamá-lo de Carcharhinus maou. 
  • Estudos recentes apontam que a população do galha-branca sofreu uma diminuição significativa. Isso provavelmente se deve ao fato de suas barbatanas serem super valorizadas no mercado internacional. Esta é usada em sopas em países orientais. O fato dele ter uma maturidade sexual tardia, baixa reprodução e um crescimento lento contribuem para essa estática, colocando a espécie em risco. 
  • Como é uma espécie oceânica, é considerado um oportunista, tendo que aproveitar todas as oportunidades que aparecem para se alimentar. 
  • Quando existe pouca quantidade de comida, ele pode consumir lixo e até carniça. 
  • Também é chamado de tubarão areia marrom ou marrom. 
  • Seus filhotes já nascem com 60 a 65 centímetros de comprimento.
  • Apesar de solitário na maior parte do tempo, é comum vê-lo nadando com uma espécie de peixe chamada baleias-piloto. Acredita-se que isso ocorre porque estes são ótimos em localizar lulas e cardumes.
  • Existem cerca de 5 registros de ataques desse tubarão a seres humanos. 

Ataques a seres humanos 

Não existem muitos registros de ataques desse animal ao homem. Normalmente, quando vê uma pessoa, a atitude de tubarão é sempre ignorar sua presença, sem demonstrar medo. Apesar disso, o bicho é comumente encontrado em locais onde ocorrem acidentes com barcos ou aeronaves com vítimas. 

O maior exemplo disso foi um acidente que aconteceu na Segunda Guerra Mundial. Um vapor da Nova Escócia foi atingido por torpedos de um submarino alemão e acabou afundando na costa da África do Sul. Segundo relatos das vítimas, ocorreu um frenesi por parte do galha-branca, que atacou as náufragos sem dó. Para se ter ideia, das mil pessoas que estavam no navio e caíram na água, apenas 192 foram capazes de sair sãos – talvez nem tanto – e salvos.

Os 5 animais que mais atacam humanos 

Apesar do tubarão-galha-branca ser um dos que mais atacam humanos, ele não está sozinho nesta “empreitada”. 

Cobras 

Cobras
Cobras

A primeira colocada dessa lista é a agradável e nada assustadora cobra – contém ironia. Por ano, acontecem cerca de 100 mil mortes em decorrência de seus ataques. Esse número é uma cotação mundial. 

O país que mais sofre com esse bicho é a Índia, que fica com uma parcela de 11 mil óbitos anualmente. 

Caramujo de água doce 

Caramujo de água doce
Caramujo de água doce

Mais um para a lista de animais que não conhecia, o caramujo de água doce faz parte desse grupo por nos infectar com uma doença chamada esquistossomose. Esta causa grandes dores abdominais. Cerca de 10 mil pessoas pegam a doença e morrem. 

Mosca Tsé-tsé 

Mosca Tsé-tsé
Mosca Tsé-tsé

Esse ser de apenas alguns centímetros de comprimento mata anualmente 10 mil pessoas. O falecimento acontece devido a transmissão da doença do sono, um mazela africana chamada de tripanossomíase. 

Crocodilos 

Crocodilos
Crocodilos

Não existe um número fechado de óbitos causados pelo crocodilo, mas acredita-se que ele ataca e mata, por ano, cerca de mil vítimas. 

Hipopótamos

Hipopótamos
Hipopótamos

Tão bonitinho, mas igualmente perigoso. Para se ter ideia, o hipopótamo é considerado um dos animais mais mortais da África. Com 500 pessoas sendo mortas por ele, todos os anos. O bicho ataca suas vítimas com sua poderosa mordida ou com seu peso de três toneladas, esmagando um ser humano facilmente. 

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