Home / Curiosidades / Tubarão-panã é Perigoso? Ele Ataca Humanos?

Tubarão-panã é Perigoso? Ele Ataca Humanos?

Apesar de pensarmos que somente os animais venenosos ou grandes caçadores são perigosos, a verdade é que qualquer bicho pode apresentar certo risco para seres humanos, isso porque todos têm maneiras de se defender do seu predador, traço garantido pela evolução. 

Até um bicho-preguiça pode se tornar agressivo se for incomodado. 

Dito isso, é óbvio que muitos outros podem ser mais mortais que o preguiça, como é o caso do tubarão-martelo-panã ou só tubarão-panã. 

Ele até é considerado um perigo para o homem, mas normalmente não costuma nos atacar. O muito que acontece é ele ficar curioso com a presença de mergulhadores no seu habitat. Fora isso, ele costuma ignorar seres vivos. Porém, é preciso respeitá-lo. Por mais que investidas deles contra nós seja algo incomum, é necessário pensar que estamos em seu ambiente. Logo, ele estará disposto a tudo para defendê-lo ou impor respeito diante dos “invasores”. 

É aquela velha história: melhor não arriscar. 

Tubarão-panã
tubarão-martelo-panã

Sobre o tubarão-martelo-panã 

O tubarão-martelo-panã ou cação-panã (Sphyrna mokarran) faz parte da família Sphyrnidae. Este nome é usado para nomear nove animais, sendo o panã o maior do grupo e também um dos mais agressivos. 

Ele mede algo em torno de 6,1 metros de comprimento e pesa mais de 450 quilogramas. Encontra-se em alto risco de extinção.

O animal pode ser visto em águas tropicais e temperadas, preferencialmente quentes, de todo o mundo. Principalmente em locais próximos a costas e plataformas continentais. 

A criatura é identificável entre seus outros primos por meio do seu martelo – cefalofolio – que tem um formato mais reto e é mais largo. Assim como pela altura de sua barbatana dorsal, parecida com um foice. 

O tubarão-panã é um indivíduo de costumes solitários. Sua dieta é composta de diversos animais, desde crustáceos e cefalópodes, até raias, peixes e tubarões pequenos. 

Aliás, acredita-se que a principal função evolutiva do seu martelo tem como intuito mobilizar sua presa favorita: a raia. 

Sua reprodução é do tipo vivípara, com a fêmea dando a luz a 55 filhotes por ninhada, a cada dois anos. 

E lembra que comentamos que o bicho corre grande risco de sumir da natureza? Pois bem, isso se deve, especialmente, ao fato dele ser incessante caçado por causa de suas barbatanas, que são super valorizadas no mercado internacional. Esta é usada como ingrediente base em uma sopa feita de nadadeiras de tubarão. Se juntarmos isso com o fato de que o animal só se reproduz a cada dois anos, é compressível entender porque ele corre tanto risco de entrar em extinção. Sendo assim, a atitude mais racional a se tomar é parar de caça-lo e criar programas para preservação da espécie. 

8 Tubarões estranhos 

Com cerca de 440 espécies de tubarões descobertas e registradas pela ciência, muito se engana quem pensa que o tubarão-panã é o único a fazer parte da lista de animais com características bem diferentes. Abaixo, vamos conhecer outros indivíduos com traços bem peculiares e interessantes. 

1 – Tubarão-zebra 

Tubarão-zebra
Tubarão-zebra

Como o nome já dá a entender, o tubarão-zebra é uma espécie com um corpo branco coberto de pintas pretas. Ele é frequentemente confundido com o tubarão-leopardo pelos mergulhadores, já que ambos têm características físicas semelhantes. 

A criatura pode ser encontrada nos oceanos Índico e Pacífico, assim como no Mar Vermelho. 

2 – Tubarão-boca-grande 

Tubarão da boca grande
Tubarão da boca grande

Desde que a espécie foi descoberta no Havaí em 1976, existem apenas 60 registros de aparições desse grandão. 

E ele é tão diferente que os cientistas foram obrigados a criar todo uma nova família e gênero somente para a espécie. Desde então o tubarão-boca-grande é o único membro do grupo Megachasma. 

Este é considerado o menor e o mais primitivo tubarão a se alimentar de plâncton. Ele é companheiro de comida do tubarão-frade e do baleia, o maior da espécie. 

3 – Tubarão-chifre 

Tubarão-chifre

O tubarão-chifre foi nomeado desta forma devido a duas protuberâncias acima de seus olhos e dos espinhos que exibe nas barbatanas dorsais. Ele possui uma cabeça larga, focinho saliente e uma coloração cinza-escuro ou marrom-claro com manchas pretas ou marrons-escuras por todo o seu corpo. 

O indivíduo vive em regiões subtropicais do leste do Pacífico, principalmente na costa californiana, mexicana e no Golfo da Califórnia. 

4 – Wobbegong

Wobbegong
Wobbegong

Seu nome advém de um dialeto nativo americano que tem a ver com a capacidade dele se camuflar no fundo do mar e ter um corpo achatado e largo. 

O Wobbegong exibe de seis a dez lóbulos dérmicos em cada lado da sua cabeça, além de barbelas nasais utilizadas para sentir o local à sua volta. 

5 – Tubarão-pajama 

Tubarão-pajama
Tubarão-pajama

A característica mais marcante desse bicho são as listras do seu corpo. Ele também exibe barbos nasais salientes, mas curtos. Assim como barbatanas dorsais que ficam na parte traseira do seu torso. 

É uma espécie relativamente pequena dentro do grupo de tubarões. Ele mede de 14 a 15 centímetros de comprimento, chegando até os 76 cm na fase adulta. 

6 – Angular Roughshark 

Angular Roughshark
Angular Roughshark

O Angular Roughshark ( tubarão áspero angular) é chamado assim devido às suas escamas ásperas, também chamadas de dentículos, que cobrem todo o seu corpo. Ele também detém duas grandes barbatanas dorsais. 

Do tipo raro, esse bicho se locomove junto ao leito do mar, parando com frequência enquanto plana em superfícies arenosas ou com lama. 

Como gosta de ficar próximo ao fundo do mar, ele normalmente é encontrado em profundidades de 60 a 660 metros. 

7 – Tubarão-duende 

Tubarão-duende
Tubarão-duende

Por ser um animal de grandes profundidades, em torno de 1300 abaixo da superfície, o tubarão-duende é raramente visto por seres humanos. Mas alguns já foram avistados em locais “rasos”, entre 40 a 60 metros. Por causa disso, acaba sendo capturado nas regiões de margens no Japão. 

Acredita-se que a espécie esteja mundialmente distribuída, mas a maior parte da população encontra-se na Nova Zelândia, Austrália, Portugal, França, Suriname, África do Sul, Estados Unidos e, como já dito, no Japão. 

8 – Tubarão-cobra 

Tubarão-cobra
Tubarão-cobra

Este é um dos tubarões mais primitivos descoberto pela ciência. Ele provavelmente é o responsável pela maior parte de casos de avistamento de “serpentes do mar”. Isso porque sua aparência é bem parecida com a desse bicho, tendo um corpo longo e barbatanas curtíssimas. 

Uma das características que mais chama atenção é sua mandíbula repleta de dentes. Esta contém 300 deles, distribuídos em 25 fileiras. 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *