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Tipos De Sapos Brasileiros: 4 Espécies de Sapos no Brasil

Os sapos são animais que assim como as aranhas e as cobras não são as espécies que mais almejamos encontrar por aí distraidamente. Os sapos são apenas uma espécie da orcem Anura que contempla mais de cinco mil espécies distintas. Neste conjunto de espécies estão sapos, pererecas e também rãs. Os sapos estão na família Bufonidae e desta família o chamado sapo caruru é o mais comum no Brasil. E por falar em Brasil, falaremos dos sapos que encontramos por aqui, sapos que podemos chamar de brasileiros. Se você pudesse arriscar, quantas espécies acredita que temos em nosso país?

Muitas? Poucas? Neste post iremos descobrir. Inicialmente adiantamos que boa parte das espécies aqui encontrada estão na Mata Atlântica e também na Amazônia.

Sapos Brasileiros
Sapos Brasileiros

Os Sapos Brasileiros

No Brasil há um total de mais de mil anfíbios diferentes e deste total há cerca de trezentos presentes na ordem Anura, onde estão os sapos, as pererecas e também as rãs. De todos estes anfíbios cerca de quarenta e um deles presentes no Brasil estão com sérios riscos de serem extintos.

Devido ao elevado número de espécies diferentes que podemos encontrar em nosso país traremos as mais conhecidas e concomitantemente as que mais facilmente são encontradas com significativa densidade demográfica.

Mas antes de adentramos para as espécies mais conhecidas vamos conhecer um pouco mais sobre estes animais.

As Primeiras Impressões Dos Sapos Brasileiros Ou Não

Os sapos fazem a chamada respiração cutânea e justamente por isso sua pele é seca, glandular, vascularizada e extremamente fina. Também por isso habita regiões úmidas e com sombras. O contato com os raios solares pode ressecar a pele e atrapalhar o processo da respiração.

Por respiração cutânea podemos sintetizar o processo de troca gasosa de animais que não possuem um sistema específico para tal. Assim sendo apresentam células e vasos sanguíneos na própria pele que realizam o processo de troca gasosa, assim configura-se a chamada respiração cutânea.

E por falar em pele de sapo, os sapos costumeiramente apresentam a coloração do habitat onde se encontram o que favorece a sua camuflagem e a indireta proteção contra predadores. A pele dos sapos também apresenta ou melhor, pode apresentar substâncias extremamente tóxicas que os auxiliam contra predadores bem como da ação de bactérias e fungos.

Onde Podemos Encontrar Os Sapos E O Que Comem?

Como seu estilo de vida está diretamente relacionada com a água os sapos podem ser encontrados justamente próximos a ela. São habitualmente vistos em Lagos, riachos, igarapés, lagoas e outros. Os motivos para isso são os mais diversos e um deles como vimos é a sua respiração.

A alimentação do sapo ao contrário do seu habitat que podemos considerar como restrito é extremamente versátil e diversificada. Integra a pirâmide alimentar deste animal as moscas, mosquitos, gafanhotos, aranhas, besouros, formigas, cupins e outros. Como muitas vezes vemos em filmes, por exemplo, o alimento do sapo é capturado por meio de sua língua extensível e pegajosa que permite que o alimento seja levado do ponto onde foi capturado para a boca do animal.

Sapo Cururu O Mais Comum No Brasil

Não poderíamos começar a nossa lista de algumas espécies que podemos chamar de brasileiras se não com ela, a mais comum, o sapo caruru. Este sapo é da família Bufonidae onde podemos encontrar sete gêneros distintos onde o Rhinella é que apresenta maior população. Configura-se como uma sapo de porte grande. Seus olhos são grandes concomitantemente e acima dos mesmos apresenta uma certa protuberância que se estende dos olhos até o seu focinho. A sua pele como é comum e esperado para os sapos é totalmente seca. A sua pele além de seca também é bem rugosa e curiosamente não apresenta dentes.

Assim como a maioria das espécies, apresentam dimorfismo sexual, mas ao contrário do que habitualmente acontece, no caso do sapo caruru a fêmea possui um porte significativamente maior que o porte do macho. A sua coloração pode variar, dentre marrom a um amarelo esverdeado.

A sua reprodução é curiosa, o macho abraça a fêmea pela cintura derramando esperma sobre os ovos colocados pela mesma. Inacreditavelmente as fêmeas podem colocar de oito a trinta e cinco mil ovos. Estes sapos podem ser encontrados vivendo em áreas terrestres visto que demandam de pouca água para sua sobrevivência.

Allophryne rutheveni 

Não há muitas informações sobre sapos brasileiros além do caruru mas encontramos informações que esta espécie de nome super difícil também pode ser vista e muito por aqui. O allophryne é uma espécie que está presente em alguns países como a Venezuela por exemplo e acredita-se que além do Brasil possa ser visto também na Bolívia. No Brasil, apresenta uma significativa distribuição geográfica, estando presente nos estados do Amapá, Pará, Amazônia, Mato Grosso, Rondônia e Roraima.

São animais extremamente pequenos e as suas cores são escuras, podemos dizer que as cores que o allophryne rutheveni lembra a de um felino, como uma onça pintada.

Allobates brunneus 

Essa espécie tem porte mediano e é possível de ser encontrada em diversas localidades como no Brasil, na Bolívia, na Guiana, Peru e também no Suriname. Apresenta um tom esverdeado com uma sinuosa listra em tom de preto que cobre todo o seu corpo lateralmente. Atualmente ainda não chegamos a este ponto, mas em breve esta espécie será considerada em risco de extinção. O motivo é o de muitas outras espécies na mesma situação, a destruição do seu habitat natural e a falta de sinantropismo, ou seja, a capacidade de adequação a vivência em outros habitats que não o seu natural.

Brachycephalus pitanga 

Não poderíamos deixar o Brachycephalus pitanga de fora de nossa lista. Esta espécie é endêmica do Brasil, ou seja, é uma espécie existente apenas em nosso país, e ao que tudo indica massivamente no estado de Minas Gerais, na cidade de Ubatuba bem como também em São Paulo.

É um animal de porte pequeno e de cor surpreendente. Assim como o seu nome sugere a cor desta espécie é semelhante a cor da pitanga madura, fruto da pitangueira. Em outras palavras temos um alaranjado vivido.

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