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Tem Peixe Pedra no Brasil? Onde Eles Vivem?

A fauna e a flora brasileira é um ambiente muito vasto e, por este motivo, abriga diversos animais e plantas. Fica até meio difícil de acompanhar. São tanto indivíduos vivendo num mesmo local que não dá para conhecer todos eles. A Amazônia, por exemplo. Ali existe uma concentração de espécimes quase irreal. Mas na verdade, o Brasil, como um todo, tem uma diversidade muito ampla. 

Por exemplo, você sabia que podemos encontrar o famoso e perigoso peixe pedra por aqui? 

Além do Brasil, ele também habita regiões da Austrália – óbvio – e da Nova Zelândia. Gosta de viver próximo aos recifes de corais, mas também podemos avistá-lo próximo a rochas, locais com lama e areia. Com alguns até vivendo em rios, apesar de não ser algo comum entre eles. 

O peixe pedra faz parte da família Synanceiidae. Leva esse nome porque ele realmente tem a aparência de uma rocha, e é aí que mora o perigo. Muitos desavisados acabam pisando ou tocando no bicho, que tem um corpo coberto com uma espécie de navalha, no topo do seu corpo. Ele é considerado a espécie mais mortalmente venenosa, e essa aparência de pedra com tom cinza ou castanho na verdade é a habilidade de camuflagem que o indivíduo tem para fugir de seus predadores. Por isso muitos acidentes envolvem pessoas pisando no peixe. Acontece que é justamente com essa atitude que a vítima acaba pressionado os espinhos do animal, que diante da situação libera uma toxina muito poderosa. Esta pode causar uma dor insuportável, além de paralisia. E, se a pessoa não for tratada em um tempo hábil, ela pode vir a óbito. 

Apesar disso, o peixe pedra não é um animal agressivo, e não ataca a não ser que seja provocado. Na verdade, a maioria dos incidentes são sem querer, já que ao pisarmos nele, sua defesa se ativa automaticamente. Afinal, ele está apenas se defendendo de um situação que não é comum para ele. 

Peixe Pedra
Peixe Pedra

Características do Peixe pedra  

Além da coloração cinza ou marrom, ele costuma ter manchas amarelas, vermelhas ou laranjas.

Aqueles que vivem em rios tem uma cor diferente. Eles apresentam um torso marrom ou marrom avermelhado. Os que detém protuberâncias alaranjadas parecido com uma esponja, parecem um pedaço de lixo próximo aos corais. Mas não se engane, porque você pode estar olhando para um peixe pedra. 

Ele costuma medir em torno de 35 centímetros de comprimento, mas alguns chegam até os 50 cm. Já seu peso costuma ser de 2,5 quilogramas. Tem olhos grandes, mas eles mudam de acordo com o habitat do animal. Os que vivem em rios tem essa região mais alta e separados por uma crista, enquanto os de recifes tem esse local dividido por um depressão profunda. 

Obviamente que a característica que chama mais atenção é sua barbatana dorsal modificada em forma de agulha. Na base desta encontra-se as glândulas venenosas sensíveis a pressão. Essa região é composta por 13 espinhos afiados. Eles se levantam quando o animal se sente ameaçado. Em conjunto com esse existem mais dois perfurantes pélvicos e três anais, mas estes ficam dentro da pele do bicho. 

O peixe pedra não têm escamas, tem um torso cascudo, e é justamente isso que lhe dá aparência de uma rocha. 

Habitat 

Como dito, a criatura encontra-se no Brasil, Austrália e Nova Zelândia, nas costas dos oceanos Índico e Pacífico. 

Reprodução do peixe pedra 

A fêmea carrega internamente os ovos não fertilizados, que são liberados no fundo do mar ou em alguma plataforma feita de rocha. O macho vem e expele seus espermatozóides nos ovos. Após isso, o zigoto eclode nos próximos 3 dias. 

Os filhotes são presas fáceis para outros peixes, por isso apenas alguns chegam a idade adulta. 

Alimentação 

A espécie se alimenta principalmente de peixes pequenos e camarões. É um caçador paciente e pode esperar por horas até que a presa esteja ao seu alcance e ele possa surpreendê-la. Às vezes, para isso, ele se enterra na areia e fica apenas com o topo o

da cabeça e os espinhos para fora. Caso a caça chegue por trás, ele levantará seus perfurantes para assustá-la e guiá-la até a zona de ataque. 

Curiosidades do peixe pedra 

  • Além de causar uma dor insuportável, o veneno da criatura também pode provocar inchaço, paralisia do tecido, além da morte. Isso depende a que profundidade os espinhos entraram e a quantidade de perfurantes.
  • Depois de descarregar a toxina, as glândulas responsáveis por produzi-la precisam de algumas semana para se reabastecer. 
  • Normalmente a quantidade expelida depende da pressão aplicada no local. 
  • Segundo pesquisadores da Universidade do Kansas, nos Estados Unidos, o peixe tem ossos presos aos seus olhos que equivalem a canivetes. Eles ficam localizados na bochecha do animal e é usado para defesa contra grandes predadores. 
  • Ele tem a capacidade de se parecer com folhas flutuando na água. 
  • Em inglês, a criatura é conhecida como stonefish 
  • A forma mais eficiente de tratar a picada do peixe é mergulhar a região atingida em água muito quente, por cerca de 30 a 40 minutos. Como o veneno é feito de proteínas, o líquido irá de destruir com o calor. 
  • Ele é o causador da pior dor do mundo marinho. Existem relatos que muitas vítimas preferem ter o membro atingido amputado, do que continuar sentindo esse sintoma. 
Peixe pedra
Peixe pedra
  • O stonefish consegue viver até um dia fora de água. 
  • É considerado o peixe mais venenoso do mundo. 
  • Mesmo sendo perigoso, o animal é uma iguaria no Japão. Por lá, sua carne é usada para fazer sashimi. Mas, para isso, é preciso retirar toda a toxina da criatura.
  • É solitário e territorialista. 
  • Nem a morfina consegue parar a dor causada pelo veneno do peixe pedra. E esta dura por várias horas. 
  • Existem relatos de que o sintoma pode voltar mesmo anos após o incidente. Assim como pessoas que sofriam de artrite ou osteoporose apresentaram uma melhora na mobilidade e nas dores causadas por ambas as doenças após pisar em um peixe pedra.

Com toda certeza da vida, não gostaria de encontrar esse bicho sob nenhuma circunstância. Não esqueça de compartilhar!

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