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Sapo Dourado ou Sapo de Monte Verde: Características

Os sapos estão entre as criaturas mais populosas do mundo, e podem ser encontradas em diversas civilizações e lugares do mundo, evitando apenas os lugares muito frios. Os anfíbios estão no mundo a carroça de 350 milhões de anos, e segundo os pesquisadores, foram os primeiros animais a desenvolver a musculatura ideal para que conseguissem se adaptar ao ambiente terrestre.

Atualmente são catalogadas mais de 5 mil e quinhentas espécies de anfíbios que são subdividida em três ordens: Caudata, Anura e Gymnophiona. A fauna da América do Sul é conhecida como a mais rica em anfíbios, possuindo pouco mais de mil e setecentas espécies em seu território. E especificamente no Brasil, são conhecidas pouco mais de um terço dessa quantidade, totalizando aproximadamente 517 espécies.

Os sapos especificamente pertencem à ordem Anura juntamente com rãs e pererecas. O melhor habitat natural para eles são os locais de clima tropical, onde há muita água, principalmente. Uma curiosidade sobre os anfíbios é que todos eles geralmente possuem toxinas em sua pele, porém alguns animais da ordem Anura chamam muita atenção pela potência dessas toxinas, como no caso do sapo cururu, ou as pererecas da família dendrobatidae.

A maioria dos anfíbios da ordem Anura apresentam reprodução e alimentação bastante semelhantes. Sendo sua reprodução principalmente externa e através da água, e a alimentação composta, principalmente, de insetos pequenos. Neste artigo gostaríamos de falar um pouco sobre uma espécie de sapos que possui algumas curiosidades bem interessantes. O Sapo Dourado ou Sapo de Monteverde.

Sapo Dourado
Sapo Dourado

Características Do Sapo Dourado

O Sapo Dourado macho é muito diferente do fêmea, isso porque ele apresenta dimorfismo sexual. Assim, enquanto o macho possui apenas 5 cm de comprimento a fêmea é bem maior. A pele dos dois também é muito diferente, enquanto a fêmea possui a pele de um verde escuro chegando próximo ao preto, com várias manchas vermelhas rodeadas da cor amarela, os machos chamam atenção pela sua coloração alaranjada e chamativa. A cor da pele dos machos foi o que originou o nome popular de Sapo Dourado, já o nome Sapo de Monteverde se originou devido a localização onde eles eram encontrados. Porém o nome científico da espécie é Incilius periglenes.

Habitat

O Sapo Dourado ou Sapo de Monteverde era um espécie encontrada e muito abundante apenas em uma pequena região elevada na Costa Rica, um pouco ao norte da cidade de Monteverde. Sendo a cidade de Monteverde uma cidade com muita chuva, isso torna o ambiente muito propício para essa espécie, no entanto também conta com temperaturas muito elevadas em alguns períodos do ano.

Reprodução

A reprodução do Sapo Dourado depende bastante do clima. Após a fecundação a fêmea chega a depositar entre 200 e 400 ovos em poças de água. Esses ovos têm apenas 3 milímetros de diâmetro e duram apenas alguns dias, logo se tornando girinos. Os girinos permanecem nesta forma por cerca de 5 semana e então começam a sofrer a metamorfose. Durante esse período as fortes chuvas podem levar os girinos pela correnteza e a ausência da chuva pode secar as poças de água. Por isso o clima é tão importante no momento de reprodução. Não se sabe ao certo qual o tempo de vida do sapo dourado.

Sapo Dourado Características
Sapo Dourado Características

Extinção Do Sapo Dourado

Infelizmente não existem mais nenhum sapo dourado nos dias de hoje. O dia 15 de maio de 1989 está datado com o dia onde apenas um macho da espécie foi vista, e apoia esse dia não foram encontrados mais nenhum sapo de Monteverde em seu habitat e nem em nenhum outro lugar. Dessa forma o anfíbio foi marcado com extinto. Porém não se sabe ao certo qual o motivo da extinção desse animal, apesar de ser utilizado como um dos maiores exemplos para descrever a chamada crise do declínio dos anfíbios.

Existem algumas teorias sobre o que causou a extinção, uma delas têm relação com o clima muito variável do norte de Monte verde. Os períodos de seca que ocorriam no período de reprodução e que levaram a perda dos ovos e girinos quando ainda não chegaram a fase adulta, e a consequente perda do habitat natural da espécie.

Juntamente com a incidência de um fungo chamado Batrachochytrium dendrobatidis responsável por causar uma doença nós anfíbios chamada de quitridiomicose. Esta doença causava o engrossamento da pele dos sapos além de provocar irritação e o aparecimento de lesões e que resultaram em hemorragia. Acredita-se que a junção dos problemas climáticos com a incidência deste fungo, foram os principais responsáveis pelo desaparecimento do sapo dourado e resultando na sua extinção já que eles só eram encontrados nesta região.

Outras Espécies Em Extinção

Além do Sapo Dourado existem outras espécies de anfíbios que estão em risco de extinção, e outras que já estão extintas ao redor do mundo. Aqui no Brasil possuímos algumas espécies em risco de extinção, vamos conhecê-las?

  • Euparkerella tridactyla

Faz parte da ordem Anura, no ranking mundial ocupa a posição 716, classificada como vulnerável na escala de ameaça de risco de extinção, o motivo: perda do habitat.

Euparkerella
Euparkerella
  • Melanophryniscus macrogranulosus

Ou Sapinho narigudo de barriga vermelha. Apesar de ser uma espécie fascinante não existem muitos dados sobre ela, e por estar ameaçada de extinção talvez nem haja tempo para estudá-la um pouco mais.

Sapinho narigudo de barriga vermelha
Sapinho narigudo de barriga vermelha
  • Hylomantis granulosa

A Perereca verde é uma das espécies que apresentam risco crítico de extinção, porém estão sendo tomadas medidas de preservação na tentativa de evitar o desaparecimento da espécie.

Perereca verde
Perereca verde

Extinção No Mundo

Vendo esses exemplos citados acima, notamos o quanto as espécies estão em risco, e a maior causa da extinção dos anfíbios, assim como ocorreu com o sapo dourado é a perda do habitat natural, por diversos fatores. A Avaliação Anfíbia Global, indicou que desde a década de 80 cerca de 9 espécies já foram extintas completamente, e cerca de 113 espécies não foram vistas nos últimos anos o que pode indicar que também já estão extintas.

Conclusão

Nós podemos ajudar a combater a extinção dos anfíbios, a medida que não interferimos em seu habitat natural, além de nos juntarmos a ONGs que buscam a preservação das espécies, assim não deixamos que aconteçam com outras espécies o medo que aconteceu ao sapo dourado.

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